Boa parte dos modelos de trabalho pré-pandemia estão desatualizados e já não são adequados para lidar com os desafios atuais enfrentados no mundo corporativo, seja para estagiários, aprendizes ou empregados. Quem revelou isso foi um estudo do Boston Consulting Group (BCG). “How to Prepare for the Future of Work” mostra as áreas de RH, TI e Marketing como fundamentais para moldar as práticas de trabalho e construir as profissões do futuro.

De acordo com o relatório, o setor de recursos humanos será o catalisador do futuro, responsável por melhorar a jornada das staffs, atrair e reter os talentos mais estratégicos e agregar valor em toda a empresa. Por sua vez, TI terá a missão de atualizar os processos de informação e de gestão de dados, além da adoção de novas plataformas capazes de favorecer a flexibilidade e a criatividade dos times. Já o marketing deverá procurar a transformação digital pela implementação de sistemas de informações e pela sistematização de novas formas de labor adotadas durante a pandemia.

Inovação e novos cenários são valorizados até por quem entra no mercado agora. Andressa Soares, estudante de psicologia, confirma isso. Estagiando em uma companhia há cerca de seis meses, tem acompanhado a transição do remoto para uma realidade híbrida. “É uma experiência de muito aprendizado e fico feliz de estar em um lugar onde há uma preocupação genuína com as vontades de cada membro, seja ele estagiário ou diretor”, conta. 

Para endereçar esses pontos, o BCG propõe seis passos essenciais para companhias se prepararem para os desafios pós-pandemia e avançarem em sua estratégia de pessoas:

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  • Avançar para uma nova realidade. É preciso assumir um papel ativo na transição para o pós-crise, criando políticas de saúde e segurança, incentivando a vacinação de funcionários e se planejando para as possibilidades trazidas nesse novo contexto. 
  • Determinar onde o trabalho vai ser executado. É preciso identificar qual cenário funciona melhor, seja a atuação totalmente presencial, híbrida ou remota, avaliando a natureza da atividade da entidade e os principais objetivos do negócio, bem como as necessidades dos colaboradores. Não dá para ter medo de testar e repetir.
  • Testar a tecnologia para o futuro. A tecnologia da instituição deve torná-la resiliente a crises e mudanças, com os talentos certos atuando nessa área. Nesse quesito, se destacam recursos como inteligência artificial e cibersegurança.
  • Foco nos resultados do cliente. Aqui, o mesmo levantamento revela como os clientes estão mais focados nos fins em relação aos meios - ou seja, importa menos como a organização faz e sim a entrega, além de como atende às necessidades dos consumidores. Essa visão pode reformular a abordagem e beneficiar os dois lados.
  • Vencer a corrida por equipes qualificadas. Para atrair e reter os melhores profissionais do mercado, é preciso atender as demandas por flexibilidade e independência, mantendo uma visão compartilhada de negócio e promovendo colaboração. Ao mesmo tempo, as contratantes precisam dar oportunidades para as staffs se conectarem - seja para diversão ou tarefas-, proporcionando aprendizado e desenvolvimento de novas habilidades.
  • A liderança deve se adaptar aos desafios atuais. Muitos dos modelos de liderança usados hoje foram criados séculos atrás, quando chefes vigiavam seus subordinados. Em 2021, os gestores têm um novo papel. Eles coordenam em locais e fusos horários diversos. Em vez de se concentrar em supervisionar e monitorar, eles devem estabelecer objetivos, focar na cultura da empresa, criar módulos e dar espaço para suas equipes brilharem.

Assim, os empreendimentos têm um grande desafio: “é preciso repensar como as organizações são estruturadas e como os funcionários trabalham e são direcionados. Há uma grande oportunidade para novas e inovadoras abordagens, impulsionando mudanças de paradigma, viabilizando o sucesso em vários níveis", diz Manuel Luiz, diretor-executivo e sócio do BCG, líder da prática de People & Organization na América Latina.

Ambientes de trabalho

Os escritórios presenciais também devem ser adaptados. Com as mudanças ocorridas durante a época de Covid-19, o home office ganhou uma relevância significativa. Porém, além disso, a volta ao local físico deve ponderar a incorporação de diversos ambientes. 

Como exemplo, é possível dividir áreas de foco (para momentos os quais requerem concentração), os espaços voltados para tarefas em equipe, além de outros responsáveis por estimular a socialização entre os pares, além daqueles voltados para bem-estar e relaxamento. "Não existe modelo único para todos. No lugar disso, o ideal é mapear as principais necessidades dos funcionários para encontrar o melhor caminho. Fica claro como os estilos mais antigos precisam evoluir, seja em maior ou menor medida, pois os grupos demandam novas opções e personalização", finaliza Luiz.

Como é um escritório do futuro?

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