A pandemia gerou diversas mudanças em todos os aspectos da vida humana, incluindo suas relações com as empresas e os colegas. Nesse momento, quase tudo passou a ser virtual e o mundo corporativo não ficou de fora. Sendo assim, muitos serviços começaram a ser feitos no modelo conhecido como home office.

Há alguns anos, era raro alguém exercer a profissão de casa. Até mesmo o formato híbrido já era visto como um privilégio imenso, afinal, a cultura do escritório era muito estabelecida para nós, principalmente no Brasil. Porém, com a chegada da Covid-19 e as definições de distanciamento social, tudo mudou. Inclusive para o setor de estágios.

O home office

Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral, 58% dos funcionários remotos afirmaram ser mais produtivos dessa maneira. Contudo, o bem-estar deles não está diretamente relacionado a essa produtividade. Os respondentes afirmaram ter medo de diminuir o convívio social e aumentar a sobrecarga de tarefas e o desequilíbrio com as atividades pessoais.

Porém, as corporações vêm se adaptando para proporcionar tranquilidade para suas equipes. “Na fintech onde atuo, isso mudou de forma rápida. Nós já tínhamos noção dessa tendência. Não é uma missão simples, é verdade, mas se tornou viável quando entendemos: em qualquer lugar do mundo podemos fazer nossa função com qualidade, segurança e assertividade”, relembra o CEO da Blu, Rafael Sobral.

Diante desse cenário, as companhias precisam incluir práticas humanitárias em suas culturas. Dessa forma, mesmo distantes uns dos outros, os colaboradores se sentem acolhidos e pertencentes a um time. Quando a organização investe nesse sentido, todos ficam mais motivados e alcançam melhores resultados.

Entretanto, essa opção do anywhere office agradou bastante gente e os chamados nômades digitais vão crescendo cada vez mais. De acordo com um relatório da plataforma Workana, 94,2% dos trabalhadores e 84,2% dos empresários pretendem continuar a distância, independentemente da normalização do coronavírus.

“A tecnologia com certeza é uma aliada e, hoje em dia, os gestores precisam entender como os padrões mudaram. As pessoas já perceberam a possibilidade de ter o conforto de morar em qualquer lugar do mundo e, ainda assim, manter seu ritmo de produtividade. Após vivenciarem essa realidade, muitos têm esse desejo”, comenta Sobral.

Apesar de parecer uma preferência geracional, essa vontade não é apenas dos mais novos. Conforme um relatório da Hubble, na verdade, os chamados ‘Baby Boomers’ (nascidos entre 1945 e 1964) são os mais favoráveis a esse sistema e não pretendem voltar ao escritório tão cedo. “Não sabemos quantas instituições manterão o formato para sempre, mas muita gente se sente desestimulada para retornar”, complementa o executivo.

No estudo O Futuro do Trabalho: Produtivo em Qualquer Lugar, 40% dos entrevistados disseram ser produtivos e saudáveis em qualquer lugar, seja totalmente remoto ou híbrido. “Há um novo padrão na força de trabalho pós-pandemia. Como líderes responsáveis, precisamos direcionar o futuro do diálogo não apenas para a localização, mas também para abordar qualidade, saúde e resiliência de nosso pessoal", explica a diretora de Talento e Organização da Accenture, Patrícia Feliciano.

De acordo com o levantamento, os principais obstáculos para quem está desconectado e frustrado, são os recursos corretos do ponto de vista individual e organizacional para ajudá-los. Esses aspectos variam de autonomia e saúde mental positiva à liderança de apoio e uma entidade digitalmente madura.
Dessa forma, Patrícia recomenda algumas ações para os dirigentes:

infográfico Anywhere office a nova tendência

Acelerar a modernização do RH: o mundo ao nosso redor mudou e as políticas e práticas de RH devem evoluir. Desenvolva uma estratégia para os integrantes estarem em melhor situação em quatro dimensões: relacional, física, emocional e mental - durante a transição para novos espaços, equipes e funções.

Desenhar o modelo de trabalho com foco nas pessoas: as organizações devem reconhecer e atender às necessidades de todos os tipos de colaboradores: quem apoia a segurança psicológica e física obterá mais confiança.

Desenvolver a fluência digital: companhias com fluência digital têm mais crescimento de receita e são mais propensas a serem consideradas ótimos lugares para seguir carreira. Concentre-se em projetar habilidades e caminhos de aprendizagem personalizados para atender às necessidades de todas as áreas.

Liderar com humanidade: líderes responsáveis criam ambientes nos quais uma diretoria moderna, o CEO e todo o alto escalão caminham juntos, não importa onde estejam.

Sendo assim, não fique para trás e se atualize com as novidades do mercado. Dessa forma, você captará os melhores talentos para o seu negócio e, consequentemente, terá mais sucesso. Nessa missão, conte com o Nube!

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