Uma das fases mais complexas na vida de diversos profissionais ocorre entre o fim da adolescência e o início da fase adulta. Conforme estatísticas colhidas pelo Inep/MEC e expostas na Abres - Associação Brasileira de Estágios, de 2002 para 2018, o número de alunos na educação superior passou de 3,5 para 8,4 milhões. Essa crescente transição acarreta escolhas importantes, muitas vezes definitivas para o futuro do indivíduo.

Tudo começa pela escolha do trabalho e para conquistar um posto nele, é necessário estudar muito. Por isso, os períodos pré-vestibulares e Enem são essenciais para o tão sonhado diploma. Contudo, a pressão interna, familiar e social para essa vitória podem desencadear transtornos mentais nos estudantes. 

Tensão para conquistar uma vaga provoca ansiedade 

Para a psicóloga, pesquisadora e coordenadora de tecnologia em gestão hospitalar da Faculdade Santa Marcelina, Eliziane Jacqueline dos Santos, essa evolução exige muita conversa e uma rede de apoio para o aluno. Além disso, é necessário organização em relação ao tempo dedicado aos estudos, sem deixar de lado cuidados com a alimentação, sono e atividades culturais e esportivas. “Esse entendimento é importante para lidar com a ansiedade e autocobrança, a sensação de amparo é crucial nessa fase de preparação”. 

A professora de Literatura na Escola Professor Jairo Grossi, em Caratinga (MG), Amanda Ribeiro, superou “esse rito de passagem” alguns anos atrás e reconhece a dificuldade em assistir os jovens nesse momento deliberativo. “Não é uma tarefa fácil, mas pequenas coisas podem contribuir para perspectivas positivas por parte deles.” Logo, quem cerca esse público precisa estar atento aos seus próprios comportamentos, para não gerar desmotivação e desesperança.  

Ela reafirma a relevância de ouvir e trocar experiências com esse grupo, além de oferecer suporte nas suas escolhas. “Investir tempo de qualidade, estimular a organização e incentivar a confiança em si mesmo são posicionamentos preciosos para quem está ao redor dessas pessoas”, destaca a professora. A busca pela classificação pode se tornar um problema quando passa a ser exagerada e desmedida. 

“A cobrança vem no sentido de dar satisfação aos demais atores sociais, nessa tensão acabam por adoecer”, salienta Eliziane. Além disso, ainda existem os pesos das provas por área, um ponto delicado, pois exigem conhecimentos específicos e aprendizagem particular, tendo em vista as exigências distintas. Considerando isso, a pesquisadora declara: “elas indicam o quanto essa geração precisa se dedicar para uma aprovação.” 

Para realizar os exames, são exigidos diversas condições cognitivas, de modo a conduzir um diálogo entre cálculos, boa escrita, interpretação de textos, capacidade de ordenar ideias e sintetizar questões. Isso envolve o bom uso de inúmeras funções mentais, tais como atenção, sensação e memória. Nesse momento de concentração para resolver problemas, equilibrar todos esses sentimentos e a compressão originadas de fatores externos, torna a circunstância extremamente estressante. 

Sentimentos negativos aumentam em períodos incertos

Consoante à Amanda, “os alunos ficam ansiosos durante todo o ensino médio. Entretanto, ao chegar no terceiro ano, começam a ter noção de como a educação brasileira funciona e veem sua angústia se intensificar. Ao chegar no último semestre, eles se tornam estressados, cansados e constantemente pressionados”. Ainda, em períodos incertos como o imposto pela Covid-19, a situação fica mais desafiadora. 

Além de enfrentar horas de estudo para alcançar uma oportunidade em uma universidade de renome, os educandos agora precisam lidar com as consequências dessa onda. “A interação por plataformas virtuais em excesso contribui para quebra de laços, somado aos demais fatores, como barulhos domésticos, ausência de espaço adequado para aprender, entre outros, afetando o desempenho esperado”. Isso pode frustrar o discente e desmotivá-lo a buscar novas possibilidades de crescimento profissional. 

Dicas para antes das provas

- Descanse antes das avaliações

Primeiramente, pelo menos dois dias antes da avaliação, é importante parar e dar um tempo. O conteúdo assimilado ao longo dos anos escolares não mudará com uma memória temporária, no sentido de decorar dados. Então, ir ao cinema, praticar algum esporte, participar de eventos sociais, no intuito de “desligar”, contribuem para amenizar a inquietação. “O lazer é essencial para oxigenar essa pressão e ajuda a preparar o corpo para atender às exigências", explica Eliziane. 

- Entenda seu aproveitamento 

“O investimento educacional dura três anos e não um. Mantenha-se informado e focado durante todo ensino médio, organize-se para cobrir o maior número de temas possíveis”, ressalta Amanda. Ou seja, sua devoção deve preceder todos os testes e competências, é indispensável explorar as possibilidades.

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