A leitura ocupa um lugar essencial na formação do ser humano. Por meio dela, as pessoas conquistam conhecimento legitimado, divulgado e reconhecido. Fazer parte da sociedade letrada é ter o poder de opinar e decidir. Diante de tantas transformações, se faz necessário repensar a importância dessa prática para os estudantes de todo o país.

A empresa Árvore está presente na Feira de Estágios Nube. Desde 2014, busca transformar a educação por meio da leitura. Para a organização, por meio dessa poderosa ferramenta de ensino, mudanças significativas são sentidas em todas as esferas sociais. “Somos uma startup de tecnologia educacional, ou edtech. Nosso propósito é transformar a educação e atuamos todos os dias com um time muito apaixonado em atender mais de 3,5 mil escolas e 1,7 milhão de alunos”, afirma Gabriel Lima, gerente de gente e finanças da Árvore.

Para ele, essa prática possui muito potencial para a formação de uma sociedade mais justa e crítica: “nosso objetivo é continuar levando nossas soluções para ainda mais estudantes”, ressalta. O especialista destaca como é realmente essencial entender o contexto e desafios do ensino brasileiro. “Por muitas vezes vivemos na bolha na qual a gente nasceu, e abrir os horizontes é essencial para entender quais dores precisam ser resolvidas. Existem escolas com muita dificuldade para comprar livros por estarem localizadas longe de grandes centros de distribuição, como as ribeirinhas de Manaus atendidas por nossa instituição”, destaca.

O brasileiro lê pouco

De acordo com Lima, a leitura é apenas um dos grandes problemas no qual vivenciamos no cenário educacional hoje. “Falando de números, no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2018, estamos entre os piores países no desempenho em quesito (de 77, estamos em 57). A cada ano, o número de redações nota 1000 no Enem diminui. As vendas de livros caem ano após ano, chegando a uma queda de 20% em 2019. Bibliotecas encerram atividades e livrarias fecham de forma constante por conta de prejuízos, encolhendo o mercado em cerca de 29% no ano passado”, ilustra.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura, 44% da população não lê, 50% nunca comprou um livro e o índice é de 4,96 obras por ano (2,43, se considerarmos os lidos até o fim). Porém, dentro dessa dinâmica surge a tendência digital. De acordo com a Árvore, 56% dos brasileiros já são leitores assíduos, no entanto, esse número poderia ser maior se eles comprassem livros on-line, atualmente representando apenas 15% deste total. Conforme o Ibope, em pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro, 26% da população opta e/ou já consome e-Books.

O especialista comenta: “toda grande transformação pode ser tanto uma aliada quanto uma inimiga. Antibióticos nos salvaram, mas em excesso fazem um mal danado. Com as transformações digitais não dá para ser diferente, precisamos fazer escolhas e enxergar oportunidades. Como falei anteriormente, o país tem perdido cada vez mais leitores e as livrarias vendido cada vez menos livros. Há diversos motivos para isso, mas um deles também é porque o mercado se revolucionou quando falamos de consumo de mídia”, explica.

Ele orienta como já existem diversas formas de formar novos leitores e consumir obras literárias. Porém, ressalta: “entretanto, quando observamos o ambiente onde nosso hábito leitor é formado (ou seja, em nossa vida escolar), mudou pouca coisa. Tenho certeza, todo mundo lendo essa entrevista fez um monte de “prova do livro”, mas poucas pessoas vivenciaram uma experiência de projeto de leitura interdisciplinar. Afinal, dá pra ler e se divertir. Por exemplo, utilizamos a gamificação para tornar esse momento ainda mais divertido”, ilustra.

Visão compartilhada pela escritora, Cléo Busatto: “a habilidade pode ser aprendida e exercitada. Para isso acontecer, é fundamental contar com estratégias e direcionamento, especialmente nos primeiros momentos da atividade cognitiva. Aqui entra o papel da escola e do professor, enquanto mediador, pois são os agentes capazes de introduzir o mundo por meio dos livros. A criança não esquecerá jamais desta experiência”, afirma.

Mercado de trabalho e a leitura

Para Cléo ainda, o mercado de trabalho busca pessoas antenadas com o seu tempo, proativas, criativas, flexíveis e humanas. “Estas são qualidades potencializadas pela leitura literária, um estilo de texto no qual apresenta diversidade de olhares para as coisas, para as pessoas e o mundo. Podemos contar também com a observação de um periódico, de uma revista ou de um livro técnico para abrir as portas do sucesso”, aconselha.

Como é seu hábito de leitura? Acompanhe as matérias e conteúdos do Nube para mais dicas e orientações.

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