O Burnout, também conhecido como síndrome do esgotamento profissional, é um fenômeno complexo, preocupante e afeta indivíduos em diversos contextos. Essa condição é caracterizada por uma exaustão física, emocional e mental extrema, geralmente decorrente do estresse crônico no ambiente corporativo. Logo, pode ser evidenciado em diretores, funcionários, estagiários e aprendizes.

Os sintomas podem se manifestar de várias maneiras, incluindo a sensação constante de fadiga, falta de energia, desinteresse pelas atividades, dificuldade de concentração, irritabilidade, mudanças de humor, isolamento social, entre outros. Esses sinais afetam negativamente o desempenho e até mesmo os relacionamentos pessoais.

As causas estão frequentemente relacionadas a uma carga excessiva, prazos apertados, falta de controle sobre as tarefas, pouco reconhecimento, ausência de momentos de lazer, clima tóxico, além de pressões organizacionais e expectativas irrealistas. Para prevenir essa situação, tanto os indivíduos quanto as companhias devem adotar medidas proativas.

Todos os tipos de colaboradores enfrentam esse problema

 

Recentemente, a startup mineira Way Minder conduziu uma pesquisa e revelou um elevado índice dessa doença do trabalho (classificação dada pela Organização Mundial da Saúde - OMS), entre os brasileiros.

infográfico informando os setores mais afetados pelo burnout

A análise do risco é feita da seguinte forma:

 

0 a 18 - Nulo

19 a 32 - Baixo

33-49 - Moderado

50-59 - Alto

60-75 - Grave

Os setores de Recursos Humanos (43), Vendas (42,11), Educação (42,1), Liderança (40,43), Administrativo (38,38) e Tecnologia da Informação (36,61) são os mais afetados. Já os possíveis fatores desencadeadores incluem envolvimento emocional intenso, problemas de comunicação, decisões equivocadas, queda de produtividade e aumento das ausências. "As empresas ligaram o alerta sobre o assunto, com a adoção de ações e ferramentas para contribuir com a qualidade de vida da equipe e reduzir os impactos negativos aos negócios", aponta o CEO da Way Minder, Deivison Pedroza.

Ainda, essa questão é especialmente preocupante entre os executivos de alto escalão, como diretores e sócios, com uma pontuação de 44,41. As lideranças de níveis inferiores, como gerentes e coordenadores, apresentam uma pontuação de 37,43, enquanto outras sub gerentes e supervisores, marcam 39,47 pontos. 

Quando observa-se as diferentes gerações, os líderes C-Level da Geração X (nascidos entre 1965 e 1979), conhecidos por preferirem carreiras estáveis, apresentam os maiores índices (48,83), ficando muito próximos do nível elevado, entre 50 e 59. Ainda, a Geração Z apresentou 41,8 e os Baby Boomers 34,5. "Essa complicação interfere em todo o time. Diante desses dados alarmantes, é fundamental estar ciente da gravidade e reverter o panorama", observa Pedroza.

O que um colaborador com Burnout pode fazer?

 

Um dos principais cuidados no tratamento dessa condição é a dispensa das atividades laborais e isso garante alguns direitos ao trabalhador de carteira assinada. Conforme orientação da advogada e consultora jurídica, Lorrana Gomes, "o Burnout possibilita o afastamento remunerado do membro mediante apresentação de atestado nos primeiros 15 dias. Após esse período, ele passa a ter direito ao auxílio-doença e ao recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS durante esse intervalo".

Além disso, o funcionário com essa condição também adquire uma estabilidade no emprego por um. “Ou seja, mesmo após retornar ao exercício de sua função, ele não pode ser demitido nos 12 meses subsequentes", explica Lorrana  "É factível buscar indenização em tais circunstâncias. Contudo, a Justiça do Trabalho costuma avaliar diversos critérios para determinar se será concedida a compensação, levando em conta elementos como pressão física ou psicológica, humilhação pública ou privada, dano moral, grau de responsabilidade, entre outros", ressalta.

Caso seja desejo do cidadão, ele pode pleitear a rescisão indireta do contrato, baseada em infrações graves cometidas pelo empregador, como descumprimento de deveres, sobrecarga de responsabilidades, assédio moral, excesso de carga horária, perseguição, entre outras", menciona. "Nesses cenários, caso seja julgado procedente, a instituição deve quitar todos os direitos do colaborador, tais como aviso prévio, décimo terceiro salário, férias vencidas e multas de 40% sobre o FGTS", afirma a advogada.

 

Como administrar essa situação em uma empresa?

 

Após o diagnóstico de Burnout em um colaborador, o ideal é não esconder essa condição do grupo, mas tampouco é necessário criar um alarde. Como se trata de um tema ligado à vida pessoal, a discrição é fundamental. Os profissionais optam por deixar seus cargos por não se sentirem ouvidos, não participarem das decisões e pela grande quantidade de tarefas. Isso gera conflitos significativos e impede o indivíduo de explorar seu verdadeiro potencial. “Quando a equipe utiliza a metodologia OKR - Objetivos e Resultados Chave, é fundamental manter diálogos frequentes sobre as entregas. Esse processo facilita a identificação de pontos problemáticos, especialmente durante a fase de avaliação do ciclo, gerando aprendizados”, explica o fundador da Pragmática Consultoria, Pedro Signorelli.

No momento atual, as corporações estão proliferando e as oportunidades surgem, a população enxerga chances de alavancar suas carreiras e até mesmo mudá-las. Esse movimento de emancipação foi nomeado "The Great Resignation" nos Estados Unidos, caracterizado por demissões em massa de pessoas insatisfeitas com a forma como são tratados em seus empregos atuais, buscando condições melhores.

Signorelli comenta: “hoje em dia, entidades têm me procurado, pois cresceram consideravelmente, ocasionando uma perda de agilidade. As startups atuais se transformarão nas empresas de amanhã e enfrentarão os mesmos desafios dos quais as pessoas estão tentando fugir, se não abordarem questões cruciais como gestão de prioridades, alinhamento da execução e foco. Essa transformação implica em mudanças nos líderes e nas organizações, favorecendo assim um ambiente de trabalho saudável e produtivo”, finaliza o especialista.

 

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