A autoconfiança pode incentivar o candidato a desenvolver melhor o próprio trabalho. Contudo, o excesso também é nocivo e pode causar cegueira como o orgulho e a prepotência. Nesse sentido, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios fez um estudo em seu site, de 30 de maio a 10 de junho, com a participação de 26.546 jovens entre 15 e 29 anos, perguntando: “você se contrataria se tivesse uma vaga aberta?”. Como resultado, a grande maioria se considera apto e alinhado para assumir as responsabilidades corporativas.

Com 81,08% (ou 1.523) dos votos, os concorrentes certamente se contratariam, mas sabem também reconhecer seus pontos fracos. Para a analista de recrutamento e seleção do Nube, Vitoria Ribeiro, é muito importante saber avaliar essas questões. “O autoconhecimento te permite enxergar fatores de desenvolvimento e melhoria. Isso porque se você identifica quais são eles em seu perfil, consegue traçar estratégias para aprimorá-las. Sobretudo, isso demonstra iniciativa e proatividade, habilidades extremamente importantes para o mercado”, diz.

Contudo, não adianta somente reconhecer, é preciso agir! “A partir da identificação, o aspirante deve buscar maneiras para amenizar os impactos negativos por meio de cursos, palestras e outros conteúdos os quais auxiliem no progresso pessoal e profissional”, complementa a especialista.

Cuidado com a extrema autoconfiança

Já 10,91% ( 2.896) além de se admitirem, se julgam muito acima dos demais. “Ter essa segurança é extremamente importante em um processo seletivo (PS), pois quem acredita em si, tem muito mais facilidade em convencer alguém de uma ideia, isso porque ela irá transmitir muito mais credibilidade e firmeza em relação a alguém inseguro”, explica a analista.

No entanto, é preciso tomar cuidado com o excesso de autoestima. Afinal, todo exagero é ruim. “Quando essa característica aparece demais, pode soar como arrogância ou soberba. Acreditar em seu próprio potencial não significa necessariamente se enxergar como superior aos outros, é sobre reconhecer a sua capacidade e buscar demonstrá-la ao selecionador”, ressalta Vitoria.

A necessidade de qualificação

Para outros 5,64% (1.496) o recrutamento próprio dependeria da vaga, caso fosse mais simples sim, mas se necessário muito conhecimento, não. Pensando nisso, a selecionadora dá algumas dicas: “primeiro, é fundamental mapear quais as exigências do mercado em relação a sua área e, a partir disso, pode buscar desenvolver essas maestrias requisitadas. Hoje, a Internet possibilita o acesso gratuito a diversos conteúdos para aperfeiçoar o lado profissional do jovem e/ou estudante em busca de uma oportunidade”, sugere.

Inclusive, o próprio site do Nube disponibiliza alguns cursos EADs gratuitos sobre as temáticas do mundo corporativo. São assuntos como administração do tempo, processos seletivos, currículo, gestão de carreira, marketing pessoal e expressão em público. Ademais, é disponibilizado um certificado de horas complementares ao final para ajudar na faculdade com a conclusão do curso.

Como se destacar no mercado?

Em contrapartida, 1,78% (473) compreendem seu despreparo em relação às exigências do mercado para um currículo de destaque. “Essas condições podem variar bastante de acordo com a área de atuação. Contudo, algumas destrezas são a base para tornar-se um bom profissional e a comunicação é uma delas. Saber se expressar é essencial para qualquer pessoa, passar as informações com assertividade, fazer um bom uso do português e responder aos questionamentos de maneira clara e objetiva são atitudes relevantes e de realce em um PS”, avalia a especialista.

Essa competência em específico pode ser conquistada não apenas por meio de cursos. “É possível adquirir esse saber com leituras, assistindo a palestras e se atentando ao uso das palavras, entre outras atividades. A efetividade exige treino, ou seja, primeiro pontuando onde progredir e, em seguida, praticando diariamente, seja na frente do espelho, em uma gravação com o celular ou com amigos e familiares mesmo. O importante é se dedicar em repetir a atividade até atingir o ponto desejado”, expõe Vitoria.

O comodismo é um perigo

Por fim, 0,60% (158) se enxergam abaixo da grande maioria, mas não sabem como mudar isso. Logo, a recrutadora adverte: “um indivíduo acomodado em sua carreira pode acabar vivendo uma jornada sem riscos e a princípio isso parece confortável, mas também significa um caminho laboral sem evolução. Isso porque o crescimento nesse aspecto vem justamente quando assumimos riscos e aprendemos coisas novas”. Sobretudo, essa comodidade pode gerar prejuízos à saúde mental. “Sentir-se estagnado não é muito agradável e proporciona muito estresse, ansiedade e baixa autoestima”, finaliza.

Portanto, em busca do sonho, deve haver persistência e não se frustrar nos primeiros obstáculos. Existe um tempo de investir, de maturar e assim começar a construir uma história!

Fonte: Vitoria Ribeiro, analista de recrutamento e seleção do Nube
Serviço: A maioria dos jovens se considera preparado para o mercado de trabalho

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