Felizmente, cada vez mais a inclusão é debatida e inserida na prática dentro das organizações. No entanto, apesar dessa melhora, ainda estamos muito longe do ideal. Preconceito, discriminações e agressões são situações comuns e pouco combatidas. Porém, as empresas precisam enxergar a relevância de dar oportunidade a todas as pessoas e os benefícios de formar um grupo com estagiários, aprendizes e funcionários diversos.

A diversidade no Brasil

Para ações e programas voltados para a diversidade, equidade e inclusão (DE&I) serem aplicados, as corporações precisam fazer investimentos. Contudo, apenas 37% das companhias no Brasil têm um orçamento de DE&I separado. Dentre elas, 49,9% tiveram um aumento nos últimos 12 meses. Considerando apenas os empreendimentos com mais de 15 mil colaboradores, 64% têm uma verba destinada a essa área. Os dados fazem parte do estudo “DE&I pós 2020: progresso real ou ilusão?” feito pela Korn Ferry.

A pesquisa também mostra os maiores desafios enfrentados pelas instituições e eles estão relacionados, principalmente, a três fatores: recrutamento de talentos (77%), formação de times inclusivos e diversos (68%), avanço desses grupos em posições sênior (66%) e identificação de candidatos com alto potencial (59%).

Para superar essas adversidades, é preciso ter processos justos e equitativos. Segundo o levantamento, as etapas sendo revisadas são: recrutamento (69%), integração (59%), proposta de valor para funcionários e processos de atração (51%), gerenciamento de desempenho (47%), políticas de recompensa (45%) e promoção (43%).

As estratégias de DE&I tem como foco as mulheres (81,1%), pessoas com deficiência (69,5%), colaboradores LGBTQIA+ (54,3%) e de origem africana (52%). Sendo assim, os líderes devem entender melhor o significado de diversidade e tirar o discurso do papel. Afinal, vemos muita gente defendendo na teoria, mas pouca atitude na prática.

O combate a homofobia

Em junho, é comemorado o mês mundial do orgulho LGBTQIA+. Isso ocorre em homenagem ao episódio considerado como o início da luta organizada pelos direitos dessa comunidade nos Estados Unidos e, paralelamente, em outros países ocidentais. Em 28 de junho de 1969, os frequentadores do Stonewall Inn, bar no vilarejo de Greenwich, em Nova York, resolveram dar um basta nos anos de violência e perseguição policial aos seus membros e espaços de convivência.

Atualmente, mesmo com uma grande evolução no tema, ainda é necessário conscientizar a população e debater o assunto em todas as oportunidades. Nesse sentido, o fundador da 4daddy, Leandro Ziotto, traz algumas dicas de como combater a homofobia dentro do ambiente corporativo:

Reconheça seus preconceitos: um bom agente de mudanças começa as transformações de dentro para fora. É fundamental reconhecer os preconceitos e refletir, principalmente sobre os vieses inconscientes. Somente assim você será capaz de neutralizar as ações decorrentes desses julgamentos. “Dialogue com seus colegas de trabalho de forma transparente e demonstre suas fragilidades e imperfeições. Isso vai incentivá-los a fazer o mesmo”.

Evite expressões preconceituosas e corrija quando ouvi-las: o mundo empresarial está cada vez mais consciente e se mostra contra as intolerâncias. Ou seja, não serão mais aceitas expressões machistas, homofóbicas e discriminatórias. Por isso, é necessário fomentar o desenvolvimento de um clima saudável, seguro e estável, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. “O conhecimento é peça chave na mudança de nossos atos e pensamentos”, destaca Ziotto.

Crie um calendário de atividades de diversidade e inclusão: essa iniciativa é essencial para estabelecer uma cultura organizacional sólida. Essa ferramenta permitirá o engajamento da equipe, favorecendo a comunicação e o dinamismo.

A busca pela equidade de gênero

A presença de mulheres em posições de destaque ainda tem muito a progredir. Atualmente, um dos principais obstáculos encarados por elas é chegar a cargos de liderança. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE de 2019, apenas 37,4% das posições gerenciais no Brasil eram ocupadas pelo sexo feminino.

Para expandir essa presença, em todos os níveis, é preciso estratégia, foco, e recursos. “Para transformar o mercado é necessário inclusão. Apesar da maioria da população brasileira ser composta por mulheres, essa realidade não se reflete no mercado”, reflete a COO da Trinus Co, Giovanna Dutra.

De acordo com a previsão do Fórum Econômico Mundial, divulgada em março de 2021, sem ações para acelerar a diversidade dentro das companhias, serão 136 anos para chegar à equidade de gênero no mundo. Entretanto, além de aumentar a participação delas, é preciso dar oportunidade de crescimento e desenvolvimento, para se sentirem à vontade em expor suas opiniões. “Nossas ações internas já destacaram os obstáculos diários. Rodas de conversa sobre livros também se tornaram uma realidade e, nesses momentos temos uma troca de histórias”, comenta Giovanna.

A presença de moças no setor de tecnologia também está em crescimento. Segundo a pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - Caged, houve um acréscimo de 60% nos últimos cinco anos, passando de 27,9 mil para 44,5 mil, em 2019. “Durante muito tempo fomos deixadas de lado em profissões consideradas ‘masculinas’. Estamos aqui para provar nossa capacidade de ocupar todos os espaços com muita competência”, finaliza a COO.

A importância da liderança feminina está em pauta nos conselhos de administração das empresas, nos desenhos dos modelos de gestão dos negócios e nas manchetes dos noticiários globais já há algum tempo. No entanto, apenas 37% dos cargos gerenciais no Brasil, em 2019, estavam a cargo delas.

Além disso, conforme o levantamento comportamental "Atitudes Globais pela Igualdade de Gênero", do Instituto Ipsos, três em cada dez pessoas no Brasil se sentem desconfortáveis tendo uma gestora. Ao mesmo tempo, algumas ganham destaque em suas profissões. “Há quatro anos comando os negócios locais e tenho um time 99% feminino. Logo no começo, encontrei sinergia com os meus valores e propósitos. Sinto a causa da sendo abraçada de forma séria, genuína e transparente”, declara a executiva do Sabin, July Ramos.

Portanto, aplique essas medidas em seu negócio e ajude a promover um mundo melhor. Dessa forma, além de alavancar seus resultados, dará a chance de talentos se desenvolverem, evoluírem e transformarem nossa cultura. Se deseja contar com estagiários e aprendizes ao seu lado nessa caminhada, entre em contato com o Nube. Esperamos por você!

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