Desde o início da pandemia, o mundo vive uma verdadeira corrida de obstáculos. Isso começou com a batalha para controlar a disseminação do vírus, se estendeu à forma como se estabeleciam as relações pessoais e levou a uma profunda transformação na maneira de trabalhar e de como as empresas conduzem suas operações. No cenário de retração econômica, somaram-se a isso as pressões por resultados, tornando ainda mais desafiadora a gestão dos negócios. Por isso, os treinamentos corporativos são essenciais para capacitar sua equipe de dirigentes, funcionários e estagiários.

Os treinamentos corporativos

Muitos colaboradores foram impactados pela Covid-19, direta ou indiretamente. O distanciamento social aprofundou dificuldades. Se antes alguns já se sentiam inseguros, desestimulados ou não pertencentes à organização, essa situação se acentuou, gerando a necessidade de desenvolverem iniciativas para dar energia aos times, ajudá-los a lidar com as adversidades e encorajá-los para enfrentarem os desafios.

Em um cenário de mudanças de paradigmas, qual é a eficácia de se implementar programas já tradicionais na área de RH? Se o mundo e a forma de viver são outras, certamente os modelos utilizados para falar com as equipes também devem ser novos. Repensar as estratégias e formatos de treinamento tem sido uma consequência dos períodos de crise, levando as lideranças a reavaliarem as ações com base nas transformações ocorridas.

Essa foi a direção escolhida por algumas corporações, adotando formatos inovadores, como a capacitação de alto impacto, utilizando diversas técnicas para auxiliar os membros a enfrentarem os problemas, aumentarem a autoconfiança, o desempenho, protagonismo e engajamento. “Isso passa pela forma de pensar, agir e reagir, pelo rompimento de padrões comportamentais e crenças limitantes. Ou seja, provocá-los para ampliar a visão sobre si, enxergar suas fortalezas e fraquezas, aumentar sua autoestima e, consequentemente, ter mais segurança e protagonismo”, comenta o treinador comportamental, Jean Patrick.

Essa prática pode refletir na maior empatia entre os colegas, melhor tomada de decisões e escolhas realizadas; bem como no melhor gerenciamento do tempo e para se alcançar um equilíbrio maior entre a vida pessoal e profissional. Essas atividades surpreendem, provocam, exigem uma saída da zona de conforto. Elas podem incluir, por exemplo, movimentos corporais, a fim de estimular a confiança, a segurança e as atitudes de coragem.

A ideia principal é o integrante buscar os recursos interiores. “Provocamos muitas reflexões sobre a vida e como melhorar a si próprio. O fato de realizar e vivenciar na prática determinadas circunstâncias potencializa o aprendizado. Isso estimula o envolvimento individual em todos os aspectos”, complementa Patrick. Com tantas reformulações no novo normal, essas dinâmicas trazem benefícios para além do meio empresarial.

O uso de livros nos treinamentos corporativos

Como você pôde ver, a preparação do time se tornou um investimento prioritário para os líderes, diante de sua inegável contribuição para qualificar talentos e impulsionar o crescimento do negócio. Com a digitalização, sua concessão foi facilitada, abrindo espaço para pontes de conexão entre os envolvidos e permitindo a união de diferentes métodos assertivos simultaneamente. Mesmo diante de inúmeras opções virtuais, o uso de livros didáticos ainda tem seu valor, com a possibilidade de serem desdobrados em conteúdos educacionais.

Para a diretora da Treinar Mais, Letícia Araújo, é comum notar um certo estranhamento de muitos, diante de tantos avanços tecnológicos. “No entanto, muitas obras conceituadas e renomadas exploram teorias, competências e habilidades essenciais para um bom desempenho. Muitas, inclusive, se tornam cada vez mais valorizadas por recrutadores”.

Quando utilizados, eles devem servir como um fio condutor entre o conteúdo abordado e a rotina da companhia. É importante fazer os participantes refletirem sobre o tema abordado e sua relevância no dia a dia. Além disso, conciliá-los com metodologias complementares por meio de vídeos, artigos e jogos interativos, por exemplo.

Além de estimular a leitura, seu uso é capaz de desenvolver o raciocínio lógico, empatia e comunicação para o ambiente organizacional. São inúmeras vantagens para todo o ecossistema empresarial. Muitas plataformas fazem a transmissão eficaz das aulas, com a possibilidade de serem assistidas posteriormente, assim como o acesso a outros materiais. Assim, pode-se liberar as gravações em consonância com a leitura realizada.

Seja na escolha de versões impressas ou virtuais, o uso de livros traz frutos incríveis, especialmente quando aliado a aplicações tecnológicas. “Procure qual faz mais sentido para as necessidades do negócio. Assim, a qualidade e assertividade programática certamente contribuirão para o atingimento das metas estipuladas”, finaliza Letícia.

Os treinamentos virtuais

A pandemia não foi o único motivo para o aumento da adesão dos cursos on-line. De acordo com uma pesquisa sobre educação corporativa realizada pela Fundação Instituto de Administração - FIA, a ampliação do alcance, o aumento da flexibilidade de acesso durante o dia/semana para o time e a redução de custos também foram fatores cruciais para pelo menos 64% dos entrevistados.

O número de profissionais com a expectativa de menos exercícios guiados pelo instrutor saltou de 38% para 73% em apenas um ano, segundo um levantamento feito em 2021 pelo LinkedIn, o Workplace Learning Report. Sendo assim, os indivíduos preferem escolher seu ritmo de estudo e são motivados, principalmente, pela oportunidade de adaptar essa atividade com as outras tarefas.

Conforme estudo da Voxy, para 63% dos respondentes, o formato via web será mantido após a crise e mais de 70% consideram uma prioridade a substituição dos programas presenciais por virtuais. O aumento na busca foi fundamental para o crescimento de edtechs desse segmento. Segundo dados da Distrito, esse investimento cresceu 770% em 2021, chegando a 22,5 milhões de dólares.

Para a head of revenue growth da Voxy, Eliane Iwasaki, grande parte desse movimento deve-se a algumas novidades no mercado. “Além da diminuição da resistência, outros fatores, como consolidação de fornecedores”, aponta. Nesse sentido, optar pelo ensino de inglês também é interessante para melhorar a diversidade e inclusão dentro do staff. Muitas organizações passaram a não exigir o idioma e o desenvolvem dentro da instituição, permitindo igualdade de evolução”, conclui Eliane.

Além de serem uma alternativa e se adequarem mais facilmente à rotina dos colaboradores, as metodologias de e-learning se destacam pela personalização. É possível adaptar o material de acordo com as expectativas e metas do aluno, trazendo, por exemplo, o aprendizado apoiado na prática, obtendo respostas em menos tempo.

Portanto, aplique essas dinâmicas em seu negócio e tenha um grupo ainda mais forte. Se busca por estagiários e aprendizes para te ajudarem nessa missão, entre em contato com o Nube!

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