A educação financeira não costuma ser um assunto recorrente entre os brasileiros, com o país ocupando a 74ª colocação no ranking de acordo com o levantamento da Standard and Poor’s. Segundo a pesquisa, as primeiras colocações são ocupadas por países extremamente desenvolvidos, como Noruega, Dinamarca e Suécia. Ou seja, donos de grandes riquezas apostam nessa qualificação de seus cidadãos. O mesmo serve para o mundo corporativo, afinal, funcionários e estagiários com essa falta de conhecimento podem ter seu rendimento afetado e, consequentemente, o da empresa.

A educação financeira

De acordo com o educador financeiro, Thiago Martello, não ter problemas com dinheiro pode trazer vários benefícios fundamentais. “A falta dessa preocupação resulta em mais saúde e qualidade de vida, tanto física quanto emocional. Fortalece a estrutura familiar e auxilia no planejamento de ações para o futuro, como aposentadoria digna e tranquilidade na terceira idade. Além disso, existe a facilidade para cobrir despesas imprevistas ou emergências”, pontua.

Para Martello, existem diversos motivos para a escassez desse planejamento por parte dos brasileiros e o principal erro é a percepção equivocada de valores ganhos e gastos, fato conhecido como um viés comportamental dentro da psicologia econômica, intitulado de “contabilidade mental”. “Não saber administrar as entradas e saídas mensais é um problema enorme, por isso, as pessoas acabam ficando no vermelho ou criam uma bola de neve de dívidas”, explica.

A inflação do Brasil também é um obstáculo para essa organização. Afinal, impacta diretamente o poder de compra de consumidores pela desvalorização da moeda, interferindo nos preços de produtos e serviços. Além disso, esse fenômeno afeta também o lucro de empreendedores e investidores do mercado. A pandemia contribuiu negativamente para esse cenário e, segundo dados divulgados pela Serasa Experian, cerca de 60 milhões de brasileiros estão em situação de inadimplência.

Segundo o educador, a estruturação necessária para sair do sufoco pode ser cansativa, com aplicativos e planilhas de preenchimento metódico de todos os gastos efetuados. “Diante de uma vida corrida e atarefada, onde existem tantas outras prioridades, é improvável conseguir operacionalizar esses registros de forma sistemática e frequente”, analisa.

No entanto, existem recursos para facilitar essas práticas. “O objetivo é ensinar a população a usar de maneira correta os recursos disponibilizados pelo mercado. Com isso, se tira proveito para melhor uso da renda. Ao passar por essa etapa, somos apresentados a uma forma de equilíbrio, com o intuito de não extrapolar o orçamento. Tudo isso é adequado à realidade e prioridade de cada pessoa ou família”, comenta o especialista.

Imprevistos para quem não possui esse controle podem ser extremamente perigosos, chegando ao ponto de afetar contas básicas como luz, gás, água, combustível e até mesmo alimentação. Por isso, é um tema relevante. “Em uma esfera mais ampla, a falta de planejamento afeta diretamente no cenário econômico, na geração de riqueza do país, desigualdade social, segurança e índice de desenvolvimento humano. No longo prazo, a tendência é se tornar cada vez mais pobre, com maior distância entre classes sociais. Isso causa problemas como aumento do índice de criminalidade, violência e abandono familiar”, finaliza.

A educação dentro das empresas

O Brasil encerrou 2021 com um percentual recorde de endividados, chegando a uma média de 70,9% das residências, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo - CNC. Com o fechamento temporário e definitivo de inúmeros estabelecimentos comerciais, demissões e salários reduzidos, manter-se afastado das dívidas tornou-se uma tarefa quase impossível, quando não há controle e/ou uma ajuda externa.

Para mudar esse cenário, o departamento de recursos humanos pode adotar algumas práticas para auxiliar os colaboradores a conquistarem uma relação mais saudável com o dinheiro, impactando positivamente na vida pessoal e profissional deles. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde - OMS, somos o país com mais casos de ansiedade do mundo e o segundo maior das Américas com depressão. Esses são apenas dois dos sintomas mais frequentes.

Por isso, antes de mais nada, é essencial o RH oferecer um suporte emocional. “É importante demonstrar empatia, atentar-se ao comportamento da equipe, estar disposto a ouví-los e ajudá-los, além de, quando houver necessidade, disponibilizar um psicólogo para um acompanhamento mais de perto”, comenta a sócia da Neon Consiga Mais, Camilla Clemente.

Para ela, uma orientação vinda da corporação pode fazer toda a diferença no dia a dia do time e, consequentemente, nos resultados da companhia. “Proporcionar aos integrantes conhecimento sobre finanças, oferecendo todo o material necessário para orientá-los, é primordial. Essa estratégia pode parecer simples, porém transforma a vida de cada um deles, refletindo no bem-estar e propiciando uma série de vantagens à rotina de trabalho”, afirma.

Esse auxílio pode ser oferecido por meio de palestras, workshops, podcasts, webinars, blog e canais de relacionamento, como e-mail, WhatsApp e redes sociais, onde é possível disponibilizar conteúdos interessantes. Além disso, a instituição pode apresentar ferramentas como planilhas ou aplicativos com interface simples e intuitiva, onde o usuário consegue incluir entradas e saídas de dinheiro, visualizar gráficos e ainda receber relatórios, entre outras funcionalidades.

Portanto, auxilie seu grupo nesse sentido e proporcione conhecimento a eles. Dessa forma, você estará ajudando cada um e o seu negócio. Com todos trabalhando tranquilos e sabendo lidar com a questão monetária, seu estabelecimento tende a crescer. Se deseja contar com estagiários e aprendizes para te ajudar nessa missão, entre em contato com o Nube!

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