Em nosso dia a dia, é normal desconsiderarmos o efeito de certas palavras e expressões em quem as escutam. No entanto, isso pode deixar marcas profundas em nossas relações. No contexto da chamada “microviolência”, isso não diz respeito somente a ofensas pesadas ou xingamentos e vão contra a empatia, respeito e equidade tão desejadas. Sendo assim, estagiários, funcionários e gestores precisam ter cuidado nesse sentido.

A microviolência

São coisas repetidas diversas vezes e naturalizadas, se tornando algo rotineiro. Na superfície, não parece reforçar preconceitos e não machuca ninguém, mas na realidade pode causar muitas dores a quem recebe. “Perguntar para uma mulher durante a entrevista de emprego se ela pretende ter filhos, é um exemplo disso. Mesmo sendo comum, essa decisão cabe somente à ela. Esse questionamento seria feito a um homem? Provavelmente não”, explica a doutora em linguística, Stella Vivian.

Às vezes, essa situação surge em forma de elogio. Nos Estados Unidos há muita discussão sobre o tema, com diversas publicações e artigos. Um dos principais exemplos apontados nesses estudos vêm também de uma atitude, a princípio, elogiosa, como comentar com alguém a falta de traços “americanos”, elogiar o inglês, entre outros.

Muitas frases tipicamente brasileiras também são exemplos, como os termos “inveja branca” ou “dia de branco”, são frutos do racismo tristemente presente em nossa sociedade, associando a cor branca a algo bom ou relacionado a atividades nobres, como o trabalho. “Outras palavras, como denegrir, podem não ter fundamentação histórica e linguística para serem entendidas como racistas, mas vale ficar atento à discussão e refletir sobre o seu uso”, destaca Stella.

No ambiente corporativo, existem muitos casos, mas não são reportados de modo oficial justamente pelo seu caráter rotineiro, como algo normal de se viver em uma sociedade intolerante. No entanto, é importante essa discussão ocorrer de modo aberto, para podermos compreendê-las e entender o poder das palavras.

Uma das características desse tipo de atitude é: raramente quem a comete possui a intenção de magoar. “Se tornou um comportamento naturalizado e o indivíduo nem ao menos percebe o impacto de sua fala e o quanto isso gera mágoa no receptor. É fundamental entendermos esse debate não como uma tentativa de policiar as conversas, mas sim ter como base a gentileza e respeito ao outro”, ressalta a especialista.

A difamação

Difamação é quando uma pessoa realiza uma conduta ofensiva à reputação de outra. Além de prejudicial à imagem da empresa, de acordo com a Constituição Federal, “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrentes de sua violação”. Ou seja, é crime.

Nesse sentido, o sócio da S2 Consultoria, Renato Santos, dá alguns exemplos dessa prática:

Boatos: são notícias e novidades cuja fonte não é conhecida, no entanto, são propagadas rapidamente pelo escritório. Isso causa problemas de comunicação, dificuldade nos relacionamentos dos colegas e falta de profissionalismo e ética.

Assédio moral: acontece quando há a exposição de colaboradores ou dirigentes a uma situação constrangedora. Considera-se uma forma de violência psicológica e um tratamento discriminatório. “Essa humilhação repetitiva interfere diretamente na vida do integrante e prejudica as suas relações sociais. Além disso, podem causar diversos danos à sua saúde física e mental”.

Fofoca: são falas maldosas, afirmações baseadas em dados irreais e não concretos. Os rumores sobre os colegas causam uma série de problemas para a instituição, como: baixa produtividade, clima organizacional pesado e queda na lucratividade.

Para evitar esses acontecimentos, é preciso identificar os pensamentos da equipe para criar um planejamento de comunicação interna baseado em dados reais do negócio. “É fundamental ter bons canais de diálogo e fazer reuniões periódicas com o time. As lideranças devem incentivar o respeito, a ética, a transparência e dar sempre o exemplo”, afirma Santos.

Portanto, fique de olho no comportamento do seu grupo e tenha uma boa relação com todos. Esse hábito reflete diretamente nos resultados da companhia. Se busca estagiários e aprendizes para te acompanhar nessa caminhada, entre em contato com o Nube!

Seja nosso seguidor no Twitter (@nubevagas) e veja notícias diárias de ações, vagas de estágio e aprendizagem, palestras e muito mais. Assista nossos vídeos de dicas no YouTube e participe da nossa página no Facebook. Agora estamos também no Instagram e no Linkedin. Esperamos você em nossas redes sociais!

O Nube também oferece cursos on-line voltados para a qualificação profissional de estagiários e aprendizes. Basta acessar o link www.nube.com.br/ead. Todos os serviços para o estudante são gratuitos. Já instalou nosso aplicativo "Nube Vagas" em seu celular? Com ele você será notificado a cada nova oportunidade. Disponível na Apple Store e Play Store.

Compartilhe