A inovação é fundamental para o desenvolvimento do mercado corporativo e acadêmico pelo mundo. No Brasil, devido à Lei da Inovação Tecnológica e programas de incentivo, diversos avanços foram possíveis, com estímulo ao crescimento dos investimentos e também da cultura nas universidades e empresas.

Segundo estudo realizado pelo governo federal, Sebrae, Senai e Associação Brasileira de Desenvolvimento da Indústria - ABDI, empresas com essa proposta tiveram aumento de 52% na produtividade, além de melhoria de 18% no faturamento. Ou seja, novas ideias agregam valor ao negócio e aumentam as receitas.

As dificuldades

Contudo, ainda existem grandes desafios para isso ocorrer de forma constante dentro e fora das corporações. Atualmente, ocupamos a 57ª colocação no Índice Global de Inovação - IGI entre 132 países, subindo cinco posições em relação a 2020. Porém, o atual índice ainda está abaixo do melhor desempenho, alcançado em 2011, quando ficou na 47ª posição.

Segundo a última edição da Pintec (pesquisa de inovação realizada a cada 3 anos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, desde 2000), a indústria brasileira está investindo menos nas medições mais recentes. Há uma diminuição na aplicação em novos equipamentos e gastos com pesquisa e desenvolvimento.

“Os conceitos de Indústria 4.0 e Transformação Digital estão impulsionando mudanças, mas esse processo já é discutido há mais de dez anos em outros lugares. Por isso, nosso atraso deve nos deixar atentos ao tamanho do desafio. Isso requer planejamento, articulação e apoio estratégico do governo para sermos competitivos nessa nova era”, explica a diretora de inovação e conhecimento da Troposlab, Renata Horta.

Para o consultor Marco Santos, a falta de propósito também é um obstáculo. “Alguns empreendedores podem ter a intenção de mudar processos internos, mas a ausência de um objetivo claramente definido pode impedir o avanço. Devemos gerar impacto na vida das pessoas. Se não, temos apenas algo novo, mas a resposta não será satisfatória", afirma.

Outro ponto importante nessa jornada é a ética. Entretanto, a presença de pessoas para discutirem esse direcionamento dentro das companhias ainda não é uma realidade. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD, o impacto socioambiental das grandes indústrias ou os danos à saúde mental causado pelas redes sociais são alguns exemplos da necessidade de incorporar essa discussão de uma forma mais completa, técnica e profunda.

Atualmente, há um projeto de lei chamado Marco Legal das Startups. Seu objetivo é desburocratizar a criação desses empreendimentos, facilitar investimentos, dar acesso a processos licitatórios e criar um ambiente jurídico e trabalhista favorável às startups. Ele merece atenção, pois toca em barreiras relevantes para o nascimento de novos CNPJs (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). Ou seja, o CPF de uma organização.

Nesse sentido, Santos cita alguns problemas enfrentados no nosso território.

Profissionais desatualizados: a falta de atualização em cursos e novas metodologias também pode ser prejudicial. O consultor aponta o conceito de lifelong learning, ou seja, o aprendizado de gestores e colaboradores precisa ser contínuo dentro de suas áreas de atuação.

Medo de ser criativo: um dos vilões pode ser o receio da própria pessoa de mostrar sua criatividade. "Esses fatores acontecem por vários motivos, desde crenças pessoais, história de vida, situações anteriores ou até mesmo a cultura ultrapassada", aponta o especialista.

Falta de estímulo: problemas não são solucionados devido a um ambiente ruim. Muitas vezes, a rotina não possibilita alterações e o time não consegue dedicar parte de seu dia para revisar processos. Como consequência, não há como propor mudanças.

“Podemos e devemos celebrar todos os avanços, entretanto, eles estão acontecendo em um país desorganizado, desigual, cheio de burocracias, conflitos e, muitas vezes, com falta de visão de futuro. Por isso, a comunidade inovadora precisa se unir e lutar contra os obstáculos para gerar valor para a sociedade”, finaliza Renata.

Portanto, fique de olho nas novidades do mercado e não seja deixado para trás. Você precisa estar sempre atualizado. Se deseja contar com estagiários e aprendizes com essa mentalidade, entre em contato com o Nube!

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