Cada vez mais ouvimos falar sobre o adoecimento mental vindo com o Covid-19, o qual diferente do vírus, não será contido com a vacinação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou para o aumento da prevalência de transtornos psíquicos e como isso pode ter impacto a médio e longo prazo, mesmo após o fim da pandemia. Como as empresas podem ajudar nesse cenário? Continue lendo e entenda melhor sobre o assunto.

O que fazer?

Isso se agrava ainda mais quando, mesmo antes da crise sanitária, o Brasil já era o país com mais ansiosos no mundo e com o segundo maior índice de casos de depressão. Sendo assim, as organizações vêm pensando em programas estruturados e ações específicas voltadas para a saúde cognitiva dos trabalhadores e isso se potencializou com o distanciamento social.

No Brasil, 9,3% das pessoas têm algum transtorno de ansiedade, conforme a OMS e ainda, muitas pessoas acreditam na potencialização disso com o home office. “Essa é uma questão complexa e está relacionada a múltiplos fatores, inclusive alguns de difícil controle, como o ambiente social, a genética e os acontecimentos globais. Apesar disso, existem sim formas de sermos mais efetivos no combate a esse mal propulsor de absenteísmo, perda de produtividade, taxas elevadas de afastamentos, turnover, sinistralidade”, afirma a psicóloga e CEO da BeeTouch, doutora Ana Carolina Peuker.

Nesse sentido, muito além de programas pontuais em meses específicos do ano, como janeiro branco e setembro amarelo, é preciso promover uma cultura saudável sempre. “Isso passa por ações estratégicas e de políticas organizacionais voltadas a esse fim, afinal, esse é um fator de negócio importantíssimo e tem sido cada vez mais atrelado ao conceito de ‘sustentabilidade emocional’ (SE)”, complementa a doutora.

Isso precisa ser pensado a médio e longo prazos, usando a tecnologia para garantir abrangência, escalabilidade e práticas baseadas em evidências para potencializar a efetividade das ações. Esse é o futuro, mas começar hoje, é estar um passo à frente, tornando o espaço favorável e o negócio mais competitivo.

O poder da comunicação

Um bom primeiro passo pode ser fomentar a comunicação. Os recados recebidos pelos canais oficiais da empresa são a ponta final de um plano com um objetivo real muito mais profundo. “Ela gera relacionamento, torna o ambiente mais agradável, informa diretrizes importantes, entre outros. Ao atingir os objetivos citados anteriormente, a conexão interna passa também a ser responsável por indicadores dos resultados, uma consequência natural de funcionários engajados e bem inteirados”, sugere o CEO do Comunica. in, Felipe Hotz.

As medidas de interlocução devem estar sempre alinhadas ao negócio, nunca pensadas de forma isolada. “Hoje em dia, a concepção de um bom lugar para laborar vai muito além de um salário adequado ou benefícios oferecidos. A essência interna ganha um significado cada vez mais amplo e relevante. Flexibilidade, inclusão, propósito e crescimento, fazem parte dos valores procurados nas companhias”, finaliza o CEO.

Cuide das pessoas ou fracasse

A crise ensinou a todos: sem cuidar da mente, não há saúde, mas, acima de tudo, não há desenvolvimento das pessoas, da economia e das nações como um todo. “A avaliação de risco psicológico, geralmente ‘invisível’, deve ser parte integrante de um bom plano de gestão. Esses planos auxiliam a criar consciência dos fatores de riscos e as potenciais consequências, identificar quem pode estar em perigo, determinar se as medidas de controle existentes são adequadas ou se algo mais deve ser feito, prevenir outras doenças e a definir formas de controle”, continua Ana Carolina.

Por isso, as corporações devem empregar o poder da tecnologia e dos dados para agir de forma assertiva e inteligente. “Isso significa pensar em termos de SE, a qual está atrelada a uma noção sistêmica e de continuidade de cuidados e ações, constituindo a base propulsora para o sucesso de qualquer empreendimento”, conclui a psicóloga.

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