Com a transformação digital, o grau de exigência também aumentou por parte das organizações. No entanto, tendências apontam para um recrutamento sem estereótipos e mais focado em habilidades, cultura e valores. Sem dúvida, o avanço tecnológico e a pandemia somaram-se à necessidade latente por profissionais qualificados e com soft skills para atuar nas novas áreas.

Muitas vagas e poucos contratados, por quê?

Há muitas vagas abertas no país, mas cerca de 14,8 milhões de pessoas estão desocupadas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ou seja, a conta não fecha. Assim, existe uma enorme concorrência pela busca por talentos em determinados setores e, do outro lado, milhares de pessoas se candidatando, mas nenhuma parece “ter fit”. Como fica isso?

Para a líder de pessoas e cultura da Fhinck, Sarah Hirota, gestores e times precisam ter um novo olhar não só para a seleção, mas, também, para a capacitação, desenvolvimento e retenção de profissionais, embasados por sua cultura e valores. “Além de encontrar a pessoa certa para uma determinada posição, hoje, tornou-se importante também achar a função correta para ela. Assim, identificar rapidamente as características melhor alinhadas é essencial para construir equipes de alta performance”, explica.

Então, contratar somente pelas habilidades requeridas para uma determinada posição, não é suficiente. “O mais importante é ter um olhar para as necessidades futuras da organização, independentemente do campo. O olhar do recrutador deve ser para o potencial e o caminho percorrido para tornar possível a execução das estratégias da companhia”, expõe a dirigente.

Logo, olhar internamente é essencial. Os colaboradores conhecem e vivem a cultura da instituição, adaptando-se mais rapidamente e demonstrando maior aptidão de navegação política. Além de serem aliados, costumam ter maior comprometimento, conhecimento da visão da marca e geram resultados mais rápidos, segundo ela.

Talentos podem emergir de lugares improváveis e são atraídos pelo propósito da organização. Cabe à corporação desenhar uma comunicação empática, a qual gera identificação com indivíduos de grande potencial. “Ao trazer um novo membro, seja por meio de um recrutamento interno ou externo, não foque somente no desenvolvimento individual, mas sim, no coletivo. Dessa forma, todos evoluem”, complementa Sarah.

Atualmente, o poder de escolha está nas mãos do candidato

Outro ponto a ser observado é o “poder” dos candidatos, eles estão cada vez mais seletivos sobre para quem trabalham. Por isso, o employer branding é uma alternativa para manter vivo o DNA da cultura e do propósito institucional. Veja só: cerca de 70% das entidades com menor sucesso no mercado, não investem em ações com foco na felicidade do funcionário, de acordo com a pesquisa “O real impacto do talento”, feita em 2018, pelo Sebrae e a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

Ou seja, a melhor forma de se manter competitivo no mercado, reter e manter os melhores candidatos, é valorizá-los. “Nada é tão valioso quanto o bem-estar e a motivação, principalmente no meio corporativo e em tempos tão difíceis. Sendo assim, o momento agora é de investir em experiências”, diz o cofundador do Férias & Co, Bruno Carone.

Segundo ele, chegou a hora de customizar, adaptar produtos também para o público interno, pois a satisfação plena de cada um dos cooperadores está diretamente ligada ao entusiasmo coletivo, à produtividade e ao bom desempenho perante o mercado. “Para isso, é preciso fugir do comum e do básico, levando em consideração as experiências, de forma a entregar mais valor ao time”, finaliza.

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