Em 2020, o mundo da saúde entrou em território desconhecido. O Covid-19 expôs muitas lacunas no governo, nos negócios e na sociedade em geral também. Em especial, trouxe um olhar para a abordagem dos benefícios e bem-estar pelas companhias.

Dificuldades vieram a tona

Apesar dos melhores esforços das corporações para apoiar e cuidar dos internos, mesmo antes da pandemia, esse sempre foi um desafio. Afinal, o departamento de Recursos Humanos (RH) devia estar muito bem preparado e treinado para lidar com a saúde física e, sobretudo, intelectual dos colaboradores.

Para a diretora médica da heathtech Precavida, Dra. Nathalia Viana e Silva, a pandemia agravou ainda mais esse cenário. “A crise destacou as dificuldades nos momentos de tomar decisões a respeito da força de trabalho. Isso devido à falta de acesso a dados, em tempo real, sobre a saúde do time e potenciais riscos”, explica.

Assim, os custos de gerenciamento de cuidados médicos durante o Covid-19 e os imprevisíveis atrasos e cancelamentos de serviços clínicos eletivos, geram um impacto monetário para as companhias. “Antes do caos de saúde, as empresas seguiam uma tendência, vinda de anos, de corte de despesas por meio de mudanças no design dos planos. Agora, muitos RHs ficaram sem opções”, destaca a CEO da Precavida, Laís Fonseca.

A saúde mental também deve ser pauta

Segundo o estudo da International Stress Mangement Association (ISMA-BR), nove em cada dez brasileiros no universo corporativo apresentam sintomas de tensão e ansiedade. Os quais podem ser a alteração do humor, irritabilidade, dificuldade de concentração e perda de interesse pelas atividades. Dessa forma, é afetada também a produtividade e performance do estabelecimento.

As doenças mentais ainda são sub diagnosticadas devido ao preconceito existente na sociedade, acometendo quase 10% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Só no Brasil, são quase 11,5 milhões. Quando direcionamos o olhar ao cenário empresarial, os transtornos comportamentais são a terceira causa de afastamento, com mais de 75 mil pessoas só por conta da depressão.

Contudo, aplicar recursos nesse problema pode ajudar. A boa notícia vem com a publicação científica "The Lancet Psychiatry": a cada um dólar investido em programas de vitalidade psíquica, o retorno é de quatro dólares, na capacitação e desempenho dos trabalhadores.

Atenção ao pós-pandemia

De acordo com o estudo da Harvard Business Review Analytic Services (2020), o Coronavírus demonstrou um novo aspecto importante na experiência do funcionário: a necessidade individual de cuidados ao bem-estar. Embora o RH não estivesse preparado para a pandemia, a atual situação cria uma grande oportunidade para a função do departamento intervir e desempenhar um papel crítico e importante. “Essa nova função impulsiona o retorno do investimento em saúde de uma organização e melhora o foco e a produtividade do contratado, fornecendo recursos mais acessíveis para permití-lo ficar bem”, ressalta Laís.

Assim, várias modalidades vêm surgindo no mercado para suprir essa demanda, como as consultas virtuais e programas de acompanhamento. A solução está em melhorar a experiência do colaborador, conhecida como Employee Experience (EX). Dessa forma, os RHs podem conectar o conhecimento, comunicação e lacunas de acessibilidade para aliviar as ansiedades da vida profissional dos auxiliares.

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