A pandemia do Covid-19 modificou diversas coisas. No começo, precisamos implantar o distanciamento social. O mundo mudou e foi necessário aprendermos novamente a conviver em sociedade de forma inovadora e desafiadora. O trabalho de muitos passou a ser remoto e foi importante uma ampla capacidade de adaptação.  

Prós e contras

A possibilidade de exercer as suas funções de casa agradou bastante alguns colaboradores. Para eles, o conforto, mais tempo com a família, menos horas se deslocando até o escritório, maior flexibilidade, menor custo com combustível ou até mesmo alimentação foram os principais fatores citados como vantagens do home office. Apesar de benéfico, nada é 100% bom ou ruim.

Além dos pontos positivos, há os negativos, como perda de contato, problemas com Internet e energia. O modelo presencial permite uma maior interação entre os funcionários, facilitando até mesmo as demandas internas. Também amplia seu networking, garante o equipamento ideal e um ambiente adequado para as suas atividades. É considerado por muitos empregados como mais propício para manter a eficiência nas funções.

Dados e mais dados

Uma pesquisa chamada Return to the Workplace 2021 Global Survey, realizada pela Ipsos, em 29 nações, apontou: apenas 40% dos entrevistados no Brasil anseiam trabalhar fora de suas casas no pós-pandemia e 31%, preferiram o regime de home office. Já na média global, o percentual de pessoas desejando exercer suas tarefas fora do lar é de 33%.

Na voz da especialista

Marcela Brito, Mentora de Carreiras e Marcas Pessoais Globais falou um pouco sobre o tema conosco. A especialista recomenda aos profissionais insatisfeitos com a retomada procurarem o departamento de gestão de pessoas ou, mais conhecido como recursos humanos, para conversarem e entenderem se, ao menos, eles vão oferecer a possibilidade de escolha entre o modelo híbrido, 100% presencial ou remoto. Assim, eles poderão se ajustar e se adequar à realidade na qual estão inseridos.

A mentora ainda complementa: “se esse não for o caso da sua firma, tenha uma conversa com os seus superiores para tentar negociar apresentando e comprovando sua produtividade, mesmo remotamente. Se ainda não funcionar, eu sugiro a retomada ao seu posto presencialmente. Enquanto isso, você começa a se preparar e buscar outras organizações adequadas a esse novo tipo de trabalho para migrar futuramente.”

Saber a hora de ficar e de partir

Dessa forma, se você não conseguiu se identificar com o modelo adotado pela sua companhia, é imprescindível buscar alternativas para facilitar o seu dia a dia. Ser um pessoa dinâmica e flexível te ajuda muito, porém ir contra seus ideais e acabar cedendo demais também não é o cenário adequado. Por isso, encontre o equilíbrio entre seu lado corporativo e o seu conforto pessoal.

O diálogo pode ser a chave

Lembre-se sempre: dialogar é essencial em qualquer espaço da nossa convivência, então tente dar aos seus gestores a chance de enxergar outras perspectivas também. Ouça o lado deles e exponha o seu para ninguém sair perdendo. Se mesmo assim não funcionar, siga o conselho da nossa mentora e comece a buscar por novas oportunidades relevantes para você.

Podemos te ajudar

O Nube já fez diversas matérias sobre isso e pode ser útil nesse processo. Caso você queira fazer uma transição de carreira, se adaptar ao novo modelo ou até mesmo aprender a tomar decisões de maneira mais fácil, conte conosco nessa jornada.

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