O século 21 começou com grande expectativa e um certo medo por parte dos profissionais em relação ao crescimento tecnológico. Em 1970, 26% de todos os empregos estavam no setor industrial; hoje essa taxa é de 12%. A isso se deve uma combinação de fatores, o principal deles é a automatização.

O estudo mais recente do Fórum Econômico Mundial, Future of Jobs Report, feito com empresas de diversas partes do mundo e de variados ramos de atividade, comprovou o impressionante avanço da tecnologia no universo do trabalho. Em 2018, 71% das tarefas realizadas nos 12 setores cobertos pela pesquisa foram executadas por seres humanos e 29% por máquinas. Até 2022, espera-se uma distância ainda menor, com 58% do trabalho feito por pessoas e 42% por andróides. 

Se depender da vontade das organizações, a participação das máquinas vai aumentar. De acordo com o mesmo levantamento, 85% das companhias terão ampliado o uso de high tech em seus negócios até 2022 e entre 23% e 37% delas (dependendo do setor de atuação) planejam investir em robôs nos próximos anos.

Entretanto, nem todas as previsões são assustadoras, segundo o blog Prepara Cursos, mesmo os mecanismos mais avançados precisam do apoio de técnicos para sua manutenção e programação. Desenvolver um aparelho capaz de se automonitorar é um desafio enorme! Em relação à produção industrial, o Brasil está em uma posição atrasada. Em 2019, segundo a Federação Internacional de Robótica, o país poderá ter 3,5 mil novas unidades em uso, enquanto no Japão a perspectiva é de 43 mil.

Para Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira, existem três formas de ver esse cenário. Na primeira, os robôs vão ser inseridos e os humanos ganham uma qualidade de vida melhor; Na segunda, a mão de obra será substituída gerando grande impacto; Na terceira, vai existir um meio termo entre as duas anteriores.

De qualquer forma, os trabalhadores precisam se adaptar e encontrar uma maneira de continuarem relevantes para as corporações, pois um equipamento nunca será capaz de substituir um indivíduo por completo. Portanto, esteja sempre atualizado e em constante evolução.

Segundo pesquisa do Nube com mais de 36 mil respondentes, 38,74% melhoram a empregabilidade com cursos extracurriculares, 30,26% mudou postura e hábitos sociais, 13,77% aprenderam um novo idioma, 9,51% trabalhou a rede de relacionamentos profissionais e 7,72% não tem feito nada de diferente. Portanto, a maior parte dos jovens parece estar engajada com a prática de aprendizado contínuo.

A Happy Code, rede de escolas de tecnologia e programação para crianças e adolescentes, realizou um mapeamento para identificar as dez principais habilidades necessárias para o profissional se destacar no novo mundo corporativo. Elas já eram e, diante das incertezas e mudanças, serão cada vez mais exigidas, independentemente da área de atuação. Confira a lista com as dez habilidades:

Letramento digital/habilidades tecnológicas
Conjunto de competências para utilizar o high tech, as ferramentas e o meio virtual. É saber ler e escrever informações digitais, incluindo sinais, códigos, imagens, entre outros. Além disso, interagir com esses ambientes e dominar o uso de forma lógica e estratégica.

Empatia
As inovações, as relações e a comunicação serão cada vez mais fortalecidas na busca por soluções. Por isso, é fundamental entender a dor do próximo em situações adversas.

Adaptabilidade/Flexibilidade
A realidade está cada vez mais dinâmica, incerta e em constante modificação, especialmente agora, com a pandemia. Quem aprender a lidar com esses fatores terá mais facilidade para circular no mercado.

Inteligência emocional
A inteligência emocional ajuda no desenvolvimento de outras habilidades fundamentais (não só na vida laboral), como autogestão, disciplina e capacidade de lidar com frustrações.

Orientação por dados
Capacidade de ler e interpretar os dados para a tomada de decisão, sempre direcionada aos resultados.

Resolução de problemas
Consiste em saber lidar de maneira prática com o problema. Não se limitar a encontrar uma resolução, mas também analisar, questionar e refletir sobre possíveis alternativas para definir qual a melhor saída.

Criatividade
É olhar o hoje e imaginar o amanhã. Ser curioso e gerar novas ideias e retornos é algo cada vez mais valorizado em um cenário de consumo complexo e em constante metamorfose, como agora.

Pensamento analítico
Possibilita a análise e a resolução de problemas complicados usando o raciocínio e a lógica para trazer meios inovadores.

Resiliência
Capacidade de voltar ao estado normal, principalmente em alguma circunstância crítica e fora do comum. Transpor obstáculos e enfrentar as adversidades, fazendo delas oportunidades de amadurecimento e de aprendizado.

Senso crítico
É o uso da inteligência para conhecer o contexto e encontrar caminhos para os contratempos reais, fazendo o indivíduo começar a pensar, analisar e refletir antes de agir, aprimorando seu intelecto e sua aptidão de resolver adversidades.

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