O Brasil acumula diversas desigualdades, as quais interferem nas relações sociais, níveis educacionais e, sobretudo, no mercado de trabalho. Os dados nos trazem uma situação alarmante: a taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos em 2018 foi de 25,8%, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA. Além disso, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD, dentro dessa faixa etária, somente 27,2% ingressam em uma faculdade.

Ter a primeira chance, para Thomas Carlsen, sócio da mywork, é o grande desafio para a maior parte da juventude, por estar despreparada para encarar a realidade do mundo corporativo. Contudo, a dificuldade de se recolocar também é um problema comum. “Suas habilidades podem ficar defasadas de acordo com as exigências da empresa, talvez pela falta de oportunidade de se atualizar. Por isso, é importante desenvolver essas características”, conta.

Nesse sentido, é missão das organizações oferecerem oportunidade a todos e compreenderem as diferenças existentes entre os indivíduos. Para Roberta Rossi, sócia da Conexão Trabalho Consultoria e especialista em projetos sociais, promover a diversidade é um dos caminhos para isso. “Além de tratar de justiça, ela também faz bem para os negócios, pois equipes diversas são mais inovadoras”, considera.

O Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios fez um estudo com 23.822 jovens de 15 a 28 anos, com base na pergunta “Qual destes motivos faria você desistir de uma vaga?”. Segundo a pesquisa, 50,01% escolheram a opção “histórico de discriminação e preconceito” como principal motivo para abrir mão de uma oportunidade.

Para Roberta, é fundamental compreender esse resultado. Assim, a corporação deve se preocupar não apenas em captar talentos, mas orientá-los sobre respeito e pluralidade, transformando um ambiente propício para o desenvolvimento de todos.

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