Para muitas pessoas, é comum pensar na moda algo superficial, sem levar em consideração o estudo, estratégia, criatividade e até mesmo a mensagem que pode ser passada por meio das vestimentas. Muito além de uma forma de expressão, a moda pode ser um pilar para desenvolver a autoestima.

Um estudo desenvolvido pela Kantar, empresa de dados, insights e consultoria, constatou que o número de brasileiras que sofrem com a autoestima baixa chega a 20%. Segundo os resultados obtidos, 24% das mulheres dizem que este sentimento é motivado pela ausência de autonomia financeira, 23% pela falta de autonomia sexual e corporal, 22% pela liberdade de pensamento e expressão, 16% pela representatividade nas mídias e 15% devido à falta de conexões sociais.

Outro fato curioso destacado com o estudo foi que existe uma tendência que relaciona a maturidade com a autoaceitação: após os 29 anos, mulheres tornam-se mais seguras. Ao mesmo tempo, segundo pesquisa realizada pelo Nube, pode-se constatar que jovens tendem a apresentar bloqueios quando o assunto é o equilíbrio com o amor próprio. Ou seja, pode-se notar que o autoconhecimento, juntamente com o amadurecimento, auxiliam este processo.

Individualidade

Durante a pandemia, mais do que nunca, foi preciso lidar com a autoestima. O isolamento social, a ansiedade, a insegurança e a incerteza de um final para o cenário causaram grandes impactos para a vida das pessoas.

Com isso, cresceu a necessidade de cuidar da mente e do corpo. Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Psiquiatria, durante os meses de agosto e novembro do último ano, houve um aumento de 82% nos novos casos de transtornos mentais e, consequentemente, a procura por especialistas - desde terapeutas até coachs e consultores - chegou a dobrar.

Paula Cavalcante, sócia-fundadora da Feminare Image Consulting, diz que “dentro do processo do autoconhecimento, existem diversos pilares. Entre eles, está a forma de expressão para o mundo, por meio da estetica”, explica. “É por meio da definição de imagem pessoal que construímos como seremos vistos. Assim, um indivíduo pode descobrir seu estilo próprio e, com isso, escolher as roupas que o representam”, complementa.

Moda no pós-pandemia

Os estilos variam, dessa forma, o desafio para uma consultoria de imagem pode ser a adequação. “Costumo dizer que a análise de personalidade e comportamento andam ao lado da consultoria de estilo. Essa é a forma mais eficaz de descobrir quais peças representam melhor uma pessoa para que esta se sinta feliz, completa e confiante”, explica Paula.

Porém, esse desafio aumenta com o isolamento social. “As pessoas não saem tanto de casa e, assim, tendem a usar roupas mais básicas para desenvolver tarefas como trabalho e estudo. Com certeza veremos uma maior procura por tecidos confortáveis, mas bonitos o suficiente para aparecer nas chamadas de vídeo”, explica.

Segundo pesquisa realizada pela Consumoteca, essa parece ser a nova tendência inclusive para o pós-pandemia: 45% dos entrevistados afirmam que irão optar pelas roupas básicas no dia a dia. Para finalizar, Paula afirma que a moda é uma linguagem, uma forma de expressão pessoal e altamente ligada à autoestima.

Pensando nisso, a Feminare desenvolveu o Workshop no dia 5 de junho, “Vista-se de você”, com objetivo de, por meio da moda, desenvolver autoestima e empoderamento na vida de diversas mulheres.

O projeto tem parceria com a psicóloga, coach e especialista em comunicação não violenta, Jackeline Leal e visa resgatar o desejo de imagem de cada uma, entendê-lo e traduzi-lo na escolha de peças capazes de representá-las.

Paula abriu uma agenda para serviços presenciais no Brasil, especificamente na cidade de Fortaleza - CE, no mês de agosto.

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