Ser aprovado em processos seletivos é um obstáculo enfrentado por pessoas de todas as áreas, idades e posições na carreira. Para quem está atrás das primeiras experiências, isso não é diferente e, na verdade, pode gerar ainda mais incertezas. Para entender a realidade a fundo, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios fez um estudo e perguntou: “qual seu maior desafio durante uma entrevista de estágio?”. O levantamento foi ao ar entre 28 de setembro e 9 de outubro e contou com a participação de 25.948 brasileiros, de 15 a 29 anos.

A alternativa com mais votos (11.344 ou 43,7%) foi “explicar porquê a empresa deve contratá-lo”. Para a recrutadora do Nube, Jéssica Quione, muitos possuem essa dificuldade porque não conhecem suas capacidades ou não estão preparados o suficiente para a avaliação. “Seja por falta de estudo sobre a vaga, a organização ou até sobre si mesmo. É possível mudar esse cenário e conquistar o selecionador apresentando os seus diferenciais e os principais motivos para ser elegível à oportunidade”, orienta.

Para 21,5% (ou 5.593) dos participantes, apontar seus próprios defeitos é o principal causador de insegurança. “O momento de explicar seus aspectos de melhoria pode ser bastante complicado, afinal, admitir suas dificuldades dentro do processo pode ser desconfortável para o candidato. Por isso, é necessário enxergar quais características aperfeiçoar para potencializar suas habilidades. Então, é importante sempre atribuir a falha com uma atitude positiva para ajudar a superar a adversidade”, explica Jéssica. Por isso, utilizar essa etapa da seleção para falar sobre a forma como aprendeu a lidar com esse aspecto e em quais situações conseguiu ultrapassá-lo pode ajudar a garantir bons resultados.

Outros 13,8% (3.593) sofrem ao responder “quem é você?”. Para esses, a especialista garante: “o autoconhecimento é uma ferramenta essencial para entender os principais pontos fortes e de aprimoramento do indivíduo. Em conjunto com uma análise de trajetória, essa sabedoria possibilita termos consciência de nossas competências e qual a melhor maneira de demonstrá-las”. Para tanto, a selecionadora indica cursos sobre inteligência emocional, buscar feedbacks em entrevistas anteriores, de colegas ou professores, além de terapia e processos de coaching.

Falar sobre qualificações de maneira natural é o impasse destacado por outros 13,7% (ou 3.557). Para esses, treinar as possíveis respostas para perguntas de quem irá fazer a análise de perfil pode auxiliar antes de participar de dinâmicas ou entrevistas. “Existem diversas formas de avaliação e cada profissional de RH ou líder tem uma maneira específica para realizar os seus questionamentos. Porém, quando o sujeito consegue antecipar e prever sobre questões mais genéricas, isso o auxilia a responder com mais naturalidade e segurança. Praticar o discurso sobre suas vivências, cursos, projetos extracurriculares, interesses na vaga e projetos é um ponto positivo.

Já 7,2%, 1.861, tiveram problemas ao revelar objetivos para o futuro. “Muitos jovens estão iniciando a carreira e ainda não possuem uma visão clara sobre quais são seus principais escopos. A solução é buscar desenvolver novas sabedorias, realizar treinamentos e capacitações, dominar novas ferramentas. Todas essas questões são relevantes e são consideradas intenções importantes a serem alcançadas no âmbito corporativo”, compartilha Jéssica.

A especialista ainda finaliza com dicas para quem quer se destacar: “seja você mesmo! A partir disso, é vital garantir ter um currículo atualizado, se preparar e conhecer todas as informações da chance ofertada e da companhia contratante. Seja pontual, atente-se à apresentação pessoal e postura. Também demonstre interesse com questionamentos sobre a oportunidade e valorize seus conhecimentos”, conclui.

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