Além das preocupações com a saúde e bem-estar da população, a pandemia também trouxe noites mal dormidas para muitas pessoas quando o assunto era economia, desemprego e falta de oportunidades. A parcela dos jovens entre 20 a 24 que não trabalham e não estudam subiu de 28,6%, no último trimestre em 2019 para 35,2%, no segundo trimestre deste ano, sendo esse um dado muito preocupante para a economia brasileira.

 

Segundo a coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal Globo, a faixa etária entre 25 e 29 anos foi de 25,5% para 33% para pessoas que não trabalham ou não estudam. Essa dificuldade é muito visualizada na hora de ingressar no mercado de trabalho, mesmo que já tenha um diploma de ensino técnico ou mesmo de curso superior. De acordo com um estudo feito pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) entre os anos de 2014 e 2018 a taxa de desemprego entre os jovens recém-formados ficou em aproximadamente 45%.

Em várias oportunidades a Folha de Campo Largo conversou com especialistas em comportamentos na juventude e mesmo pessoas que ajudam e orientam jovens a ingressar no primeiro emprego, que existem várias vertentes para esses cenários que acontecem hoje no Brasil. A primeira é justamente a oferta de vagas para aprendizes, mas há falta de informação ou mesmo de interesse de algumas pessoas que as impedem de chegar até elas; há jovens que ainda não aprenderam a montar um currículo ou que não se interessam pelas oportunidades gratuitas em aprender, como fazer cursos online e trabalhos voluntários, por exemplo.

Existem hoje vários programas feitos pelo Governo em parceria com empresas privadas que promovem o primeiro emprego e oportunidades para menores aprendizes e estágios e em várias ocasiões exigem que esteja estudando. Há possibilidades de estudo abertas em nosso município, como as inscrições para o curso de Letras na Universidade Aberta do Brasil, que é gratuita e a distância. É bastante válido para quem está em casa, neste momento, reservar um espaço de tempo nas suas tarefas diárias para empregar um momento para estudo e dedicação em aprender algo novo.

Por outro lado, existe o Brasil que ainda a maioria das pessoas fecha os olhos, que são dos jovens que precisam dedicar suas vidas aos empregos informais, muitas vezes não concluem seus estudos, pois precisam ajudar a sustentar sua casa. A falta de interesse, de tempo e o cansaço podem levar o aluno à desistência, especialmente em um período onde as atividades são remotas. Um olhar atento para a juventude também deve fazer parte do plano de governo do seu candidato, que inclua oportunidades de estudo, emprego e aperfeiçoamento. Você está atento a isso também? Lembre-se que a sociedade também será construída por essa geração que está vindo.

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