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Prática recorrente e muitas vezes obrigatória nos cursos de graduação, o estágio ainda é uma atividade rara no universo da pós-graduação. Ainda assim, a experiência pode ser vantajosa como uma porta de entrada para aqueles profissionais que buscam uma mudança de área. Foi o que fez Luísa Aranda Jacob, 22. Formada em publicidade e propaganda e com experiência profissional na área, ela desejava trabalhar com eventos, mas encontrou dificuldades para se inserir nesse mercado. Resolveu então fazer uma pós-graduação e ingressou, em 2019, na especialização em administração e organização de eventos do Senac, em São Paulo.

Por meio da coordenadora do curso, ficou sabendo da possibilidade de estágio. Em novembro passado, começou a trabalhar na Associação Brasileira de Empresas de Eventos, onde faz contato com os associados e cuida da organização de cerimônias, entre outras atividades. “Decidir fazer estágio foi uma escolha para ganhar a experiência e o conhecimento necessários para entrar na área”, conta a publicitária. “Encaro como um desafio. Estou dando um passo atrás para poder dar vários passos para frente nessa nova área. É desafiador se propor a aprender coisas novas.”

De acordo com a lei 11.788/08, no caso da educação superior, o estágio pode ser realizado por qualquer aluno matriculado e que esteja frequentando regularmente uma instituição de ensino. As vagas para pós-graduandos seguem as mesmas regras daquelas voltadas aos graduandos, entre elas carga horária máxima de seis horas diárias e contrato com duração de até dois anos. A USP (Universidade de São Paulo) desenvolve duas novas iniciativas para estágio de alunos da pós stricto sensu (mestrado e doutorado). Uma em parceria com o governo do estado, voltada para a formulação de políticas públicas, e outra em parceria com a iniciativa privada, com foco na transferência de tecnologia.

“O que propomos não é um trabalho para aprender uma profissão, mas a resolução de um problema da contratante, que o aluno desenvolverá junto a seu orientador”, explica Carlos Gilberto Carlotti Júnior, pró-reitor de pós-graduação da USP. A ideia é que empresas apresentem aos pesquisadores os seus problemas e demandas.

Ao final do estágio, o estudante deverá apresentar um relatório com as possíveis soluções e, eventualmente, essa questão poderá se transformar no seu objeto de estudo no doutorado. De acordo com o pró-reitor, no setor público, os estágios devem começar na Secretaria da Saúde. No setor privado, já foi feito contato com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Inicialmente, serão oferecidas cem vagas para o setor público e outras cem para o privado.

Os estágios, que não serão remunerados, devem começar ainda no primeiro semestre de 2020. “Muito provavelmente, outras universidades vão usar a USP como exemplo e passar a ter essa possibilidade também”, afirma Carlotti. Para Leonardo Berto, gerente de recrutamento da Robert Half, em São Paulo, os estágios para estudantes de pós-graduação e MBA são uma tendência no mercado. “A empresa tem acesso a mão de obra altamente qualificada e que está se aprofundando num tema específico. Já o aluno ganha bagagem e prática profissional”, diz.

No governo federal, uma instrução normativa publicada em dezembro passado pelo Ministério da Economia possibilita o estágio de estudantes de pós-graduação, mestrado e doutorado na administração pública, a partir de janeiro deste ano. O valor da bolsa será de R$ 1.665,22 mensais.

Onde achar vagas

Agência Virtual de Estágios (agiel.com.br)

Associação Brasileira de Estágios (abres.org.br)

Ash Talentos (ashtalentos.com.br) Central Estágio (centralestagio.com)

Estagiários.com (estagiarios.com)

Global (globalempregos.com.br)

Nube (nube.com.br)

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