A liderança inadequada é um dos maiores empecilhos para o alcance de resultados nas corporações. Afinal, sem uma orientação assertiva, os times ficam desestabilizados e dificilmente atingem as metas. Portanto, surge o questionamento: como ser um líder inspirador? Essa foi a pergunta respondida por 24.650 jovens, com idade de 15 a 29 anos, em um estudo do Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios. O levantamento foi realizado entre os dias 25 de novembro e 6 de dezembro de 2019. A conclusão demonstrou a relevância da instrução e do encorajamento para a juventude.
 
Para a maioria, ou 77,71% (19.155) dos respondentes, o ideal é a paciência com o aprendizado. Ou seja “quem consegue ensinar e motivar”. De acordo com o analista de treinamento do Nube, Everton Santos, o dirigente é uma figura importante no contexto do conhecimento e incentivo. “Contudo, essa responsabilidade não depende apenas do gestor. A condução do processo se faz de forma mútua. O colaborador precisa ter disposição para absorver esses estímulos de maneira genuína”, ressalta.

Já 6,47% (1.596) dos participantes destacaram a necessidade do diretor ser acessível e paciente. Não nascemos com o saber e esse processo está ligado diretamente aos aprendizados sociais, acadêmicos e corporativos. “No campo organizacional criamos imagens, buscamos mentores e nos aproximamos de quem se disponibiliza a nos ajudar e guiar. Assim, ter essa liberdade com o chefe traz confiança, pois é um suporte direto para as realizações e conquistas da área”, enfatiza Santos.
 
Outros 6,39% (1.575) escolheram: “ser preocupado com a carreira da equipe”. A valorização da trajetória profissional faz a diferença na performance das pessoas. “Passam a entregar resultados com mais qualidade, visto o preparo emocional de prospecção de novas possibilidades dentro da empresa na qual atuam. Para isso, é preciso criar um ambiente colaborativo, intenso e com chances reais”, assegura o analista.
 
Há também quem defenda a cobrança sensata. Assim, 5,25% (1.293) comentaram: “exigente, mas com propósito”. O perfil em questão almeja o alcance dos objetivos e do desempenho, com o direcionamento reservado ao sucesso. Entretanto, a dosagem da cobrança pode saturar o staff se houver alvos inalcançáveis e rendimentos impossíveis de serem trabalhados. “A dica é avaliar sempre a capacidade do quadro de pessoal e direcioná-lo de acordo com essa análise”, recomenda Everton.
 
Por fim, 4,18% (1.031) afirmaram: “alguém com muito conhecimento”. Essa característica contribui para a melhoria dos negócios. “Um coordenador engajado nesses aspectos passa credibilidade para os trabalhadores. Por sua vez, o grupo tem segurança na gestão imediata”. A postura ainda é benéfica para a companhia. “Essas competências possibilitam o estabelecimento de propósitos reais a serem desenvolvidos, resoluções assertivas de divergências nos processos e escuta ativa para analisar possíveis demandas negativas e positivas”, finaliza o especialista.

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