Encontrar formas de colocar em prática o aprendizado em sala de aula durante a graduação é, sem dúvida, um dos principais objetivos dos estudantes brasileiros. Essa medida não só potencializa o conhecimento como também os qualificam para os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

Pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) em 2019 reforça essa visão: 58% dos jovens entrevistados confirmaram que não passam nas seleções de emprego por conta da falta de experiência. Um dos motivos é a ausência de atividades extracurriculares durante o ensino superior para incrementar o currículo.

Um exemplo de sucesso nesse quesito é o Projeto AeroUnisal, desenvolvido por alunos e professores da unidade de Lorena do Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL. Trata-se de uma equipe que projeta, todos os anos, modelos de aviões que participam do SAE Brasil AeroDesign em São José dos Campos (SP).

"No AeroUnisal, os alunos têm um aprendizado real, mão na massa, em que é preciso pensar criticamente e ultrapassar o conhecimento em sala de aula, o que potencializa o protagonismo deles", explica a Prof.ª Dr.ª Regina Cabette, orientadora oficial do projeto a partir de 2019.

A iniciativa existe desde 2013 e tem como objetivo estimular o desenvolvimento de habilidades em alunos de graduação da instituição de ensino. Dessa forma, os participantes não apenas aprimoram os conhecimentos técnicos, necessários para projetar e fazer voar um avião, mas também desenvolvem habilidades de trabalho em grupo e empreendedorismo, por exemplo.

O AeroUnisal participa regularmente do SAE Brasil AeroDesign desde sua fundação. A evolução do projeto trouxe resultados acadêmicos para a equipe. Em 2019, por exemplo, obteve a melhor colocação de sua história ao terminar na 13ª posição da classe Regular com 318,69 pontos - a vencedora foi a equipe F-CARRANCA, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), na Bahia.

O evento é destinado a estudantes de Graduação e Pós-graduação em Engenharia, Física e tecnologias relacionadas à mobilidade. Os times devem conceber, projetar, fabricar e testar uma aeronave não tripulada e radiocontrolada de acordo com as especificações do edital e as características de cada classe de disputa.

"Aprendi a respeitar as ideias e opiniões dos meus colegas a partir do AeroUnisal. Imagine que engenheiro eu seria se não tivesse desenvolvido competências emocionais a partir deste projeto! No AeroUnisal aprendemos muito, uma extensão da sala de aula. Somos motivados a pensar como profissionais o tempo todo", conclui Ronaldo Toledo, capitão desde 2017 e veterano da equipe.

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