Com a velocidade das informações e facilidade das tecnologias, os indivíduos passaram a opinar mais suas opiniões e partilhar seus pensamentos. Com isso, é comum vermos nas redes sociais posts debatendo temas atuais e insatisfações. Contudo, no mundo real, quais pontos de fato incomodam os jovens? Para responder a essa pergunta, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios realizou uma pesquisa com 37.701 pessoas entre 15 e 28 anos. O resultado apontou ligação direta com a situação econômica do país!

O estudo ocorreu entre 7 e 18 de janeiro e permeou indivíduos de todo o Brasil. A maioria, 49,93% ou 18.823 participantes, disse: “me perturba a perspectiva de emprego e profissão”. O alto índice vai ao encontro dos números indicados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os quais revelam a taxa de desocupados até 29 anos ser o dobro da média da população. “Quanto mais o desemprego eleva, maiores são as exigências por parte das empresas e o número de candidatos por vaga aberta. Isso dificulta muito a entrada da juventude no ambiente corporativo”, explica a analista de treinamento do Nube, Jéssica Ferreira.

Jéssica Ferreira, Analista de treinamento do Nube (FOTO: Divulgação/Nube)
Então, para aumentar as chances, a dica é capacitação. “Utilizar os recursos tecnológicos e os meios de comunicação para se desenvolver, manter-se atualizado e bem informado é o principal para se destacar”, recomenda a especialista. O próprio Nube oferece diversos cursos gratuitos capazes de desenvolver competências procuradas pelos gestores. Alguns temas são: “Gestão de Carreira”, “Marketing Pessoal” e “Como falar em Público”. Os interessados devem acessar o link: www.nube.com.br/ead.

Ainda de acordo com o levantamento, 18,05% (6.805) comentaram ficar inquietos com o “futuro familiar”. Esse ponto também está diretamente atrelado à economia e empregabilidade. “Muitos sonham em construir uma família, conquistar sua independência, ou a mescla de ambos objetivos e, para isso, se faz necessário a busca por autonomia e recursos próprios”, enfatiza Jéssica. Para ela, existem muitas projeções acerca do rumo ideal e é importante refletir quanto a isso. “Vale a pena pensar: essas aspirações são realmente suas? Ou estaria você vivendo a vida desenhada pela sociedade como certa? A obrigação de casar e ter filhos pode ser um grande desejo ou uma pressão, tudo depende das ambições de cada um”, afirma.

Para outros 17% (6.408), a indisposição está em seu “saldo disponível para saque”. Para melhorar essa situação, a educação financeira se torna essencial. “Muitas vezes, os gastos estão relacionados a necessidades emocionais, levando a pessoa ao ciclo do ‘compro, logo vivo’. Ao sentir-se desapontado, o indivíduo adquire algum produto, gera dívidas e novas frustrações”, diz a analista. Por isso, o correto é entender quais gatilhos levam ao consumo de qualquer item e observar se de fato ele é necessário para o dia a dia. “Além disso, anotar todos os gastos por meio de planilha ou aplicativos é uma forma de manter o controle”, recomenda.

Já 10,47% (3.947) alegaram se incomodar com o “país”. Todavia, 2019 já apresenta um cenário diferente dos últimos anos. Conforme levantamento feito pelo Nube, já no primeiro trimestre serão abertas 39.100 vagas de estágio em todo o Brasil, índice 11,7% maior, se comparado ao mesmo período de 2018. “Por isso, é hora de fazer decisões conscientes. Indico sempre estudar sobre a empresa, segmento e modelo de negócio dos lugares onde o candidato pretende atuar. Fora isso, é bacana refletir sobre qual tipo de profissional você almeja ser”, ressalta. No mais, ficar de olho nas notícias e manter-se a par sobre os novos desafios da nação é fundamental para entender quais fatos são reais e quais são fake.

Por fim, a indisposição com a “saúde” teve 4,56% (1.718) dos votos. Embora tenha recebido o menor número de indicações, a alternativa expõe um aspecto de extrema importância para todos. De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, os brasileiros são quem mais sofre com transtorno de ansiedade. “Assim, é imprescindível observar quais práticas se tem adotado para garantir bem-estar, tanto físico, quanto emocional”, incentiva Jéssica. Logo, cuidados com a alimentação, atividades físicas e consultas médicas regulares são essenciais. “Sempre falo para trabalhar o autoconhecimento. Compreender quais são suas limitações e anseios, se respeitar!”, orienta.

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