Experiência é importante para conhecer o mercado de trabalho; há cerca de 1 milhão de estagiários no Brasil

O estágio garante aos jovens uma forma de conhecer o mercado de trabalho sem comprometer os estudos, já que a carga horária diária deve ser reduzida. São, no máximo, 6 horas, no caso do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular.

Antes de se candidatar a uma posição, é importante considerar as normas da Lei do Estágio e também os objetivos pessoais.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento de Carreiras do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/CNI), Larissa Souza, o candidato deve pensar no estágio como porta de entrada para o mercado. “Ele sai na frente na busca do primeiro emprego, já que no estágio ele possui o supervisor dando atenção”, explica. Além da supervisão, a empresa deve firmar um termo de compromisso com a instituição de ensino e o estagiário.

“É muito comum que o jovem não tenha ideia do que quer ser. Ele tem uma vaga, tem influência do pai, de parentes e amigos próximos. Então, o estágio é uma boa oportunidade para que o jovem se descubra e perceba que está indo no caminho certo”, explica Darlene Carvalho, gerente de atendimento nacional do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), Darlene Carvalho.

O Nube e o IEL são alguns dos diversos centros que intermediam a contratação de estagiários em todo o País, que oferecem vagas e cursos.

Duração de dois anos

A Lei do Estágio permite que o estudante permaneça na empresa por dois anos, exceto quando se tratar de estagiário com deficiência, mas os contratos costumam ser de um ano. A cada ano de trabalho, o estagiário tem direito a 30 dias de férias.

“O período de um ano é interessante para ele avaliar se a empresa está desenvolvendo bem o estágio. Após um ano, ele pode negociar novas atividades na mesma empresa ou rescindir o contrato e mudar de estágio”, indica Larissa Souza.

Atualmente, de acordo com Darlene Carvalho, há cerca de 8 milhões de jovens no ensino superior e 9,6 milhões no ensino médio e técnico. Apesar disso, apenas 740 mil estudantes do ensino superior e 260 mil do ensino médio e técnico estão estagiando, número que a gerente do Nube considera baixo. “O estágio é permitido a partir do primeiro ano do curso. Uma vez que o jovem está matriculado, ele já pode começar as oportunidades de estágio”, recomenda.

Preparação para entrevista

A proatividade e a responsabilidade com horários e prazos são os principais interesses das empresas, afirmam as especialistas. Larissa lembra que, quando estiver tentando uma vaga, o candidato deve mencionar as experiências que já teve em projetos escolares ou acadêmicos.

“Os empresários querem alguém que se empenhe. Para a entrevista, o candidato deve se preparar antes e pesquisar a respeito da empresa e também procurar ouvir antes de falar.”

Darlene recomenda a sinceridade nos processos seletivos e não inventar experiências ou habilidades. Além disso, é importante ter atenção à escrita.

“Temos um alto índice de jovens que são reprovados por erros de ortografia. Os jovens estão com a linguagem mais informatizada, gírias, abreviações, e isso está afetando os processos. É uma reclamação que ouvimos das empresas, que alguns candidatos possuem o perfil, mas vão mal na redação. Ler vai ajudar esse jovem”, completa Darlene.

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