Analista de treinamento do Nube relata a importância da mudança na legislação brasileira

"A Lei [do Estágio] pegou sim!". Assim Marcelo Cunha, analista de treinamento do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), define o panorama atual da nova legislação que rege os contratos dos estagiários em todo o Brasil. Em vigor desde 25 de setembro de 2008, as alterações conseguiram alterar o panorama do mercado de trabalho brasileiro.

— Diante os depoimentos dos estudantes encontrados em nossos processos seletivos e programas de capacitação, hoje é notável o controle dos contratantes para os estagiários não ultrapassarem as seis horas diárias.

Cunha destaca que este papel desenvolvido pelas empresas também é de fundamental importância para o desenvolvimento do aluno.

— Frente às exigências e o senso crítico dos estudantes, as empresas tem respeitado a lei, sobretudo para contar com o melhor capital humano. Ninguém quer correr o risco de perder um talento para um concorrente ou com o advento das redes sociais perderem a credibilidade para um público emergente.

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Sobre a bolsa oferecida, a concorrência se tornou maior com o tempo. Cunha destaca seu papel na formação do jovem para que este não deixe de manter seus estudos.

— Dificilmente uma empresa consegue contratar se não oferecer uma bolsa auxílio compatível com o mercado ou planos de desenvolvimento compensatórios, realmente capazes de agregar valor à formação do estudante.

O analista relembra que, no início da aplicação da lei, o maior desafio enfrentado era a adaptação das organizações, e a resistência encontrada por estas. Porém, mesmo com os novos gastos eventuais, Cunha reforça que este investimento é "estratégico para reter os talentos presentes no mercado".

— Hoje, muitas empresas formam profissionais especializados só para administrar os estagiários da empresa, estes especialistas mantém em vigor a lei de estágio, administram a bolsa auxílio, benefícios e não raro estruturam programas de capacitações e planos de desenvolvimento, além de cursos específicos para os gestores dos estudantes.

Por fim, Cunha aponta que as empresas realmente se adaptaram à lei.

— Concluímos que as empresas se adequaram a lei de estágio e as efetivações são cada vez mais comuns. Apesar das resistências no início da mudança, as empresas se reestruturam com eficiência, adequando e formatando os processos de contratação.

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