Com a chegada da pandemia e as restrições sanitárias impostas pelos governos para impedir a disseminação do vírus, a população passou por diversas mudanças. Os formatos de trabalho foram bastante impactados e passaram por transformações. No entanto, essa solução às pressas acabou conquistando as pessoas. Atualmente, muitos gestores e colaboradores têm preferência por atuar longe dos escritórios e, portanto, essa prática deve permanecer.

Como aumentar a produtividade atuando a distância?

A grande dúvida dos gestores nos últimos anos era se teriam equipes produtivas em tempos de home office e trabalho híbrido. Contudo, essa questão foi resolvida. De acordo com dados da pesquisa “O Futuro da Vida no Trabalho” feita pela Harris Interactive, 52% dos entrevistados se sentem mais ativos no modelo remoto. Ademais, 53% citam atividades mais bem feitas e 83% o sentimento de maior engajamento. Sendo assim, como manter esses números sempre positivos?

Para a diretora de pessoas da Sodexo, Fabiana Galetol, essa missão requer uma série de medidas e elas vão além da remuneração. “Investir em políticas flexíveis para permitir um melhor gerenciamento de tempo no expediente, assegurar o acesso à refeição de qualidade por meio de benefícios e oferecer o auxílio home office para custear as despesas, revisar processos e garantir ferramentas de qualidade. Essas são algumas das ações para serem implementadas e, assim, motivar e reter os melhores talentos de uma empresa”.

Ainda segundo o estudo, 87% dos participantes querem apoio no delivery de material de escritório e 78% gostariam de uma estação de trabalho ergonômica. Nesse sentido, a executiva traz algumas dicas para os gestores terem sucesso nessa tarefa:

Invista em políticas flexíveis: permita horários e espaços adequados ao dia a dia do colaborador.

Ofereça um pacote de benefícios completo: seguro-saúde, creche, vale-alimentação, auxílio home-office e ferramentas de trabalho compatíveis com as novas formas de interação e comunicação. Serviços como apoio psicológico, jurídico, social e financeiro, além de orientação nutricional contribuem para a saúde e o bem-estar. Dessa forma, a equipe fica mais satisfeita e engajada com o objetivo

Incentive o seu time a adquirir novos conhecimentos: estimule aprendizagem constante por meio de projetos e mentorias internas. Cursos, por exemplo, como oportunidades para dominarem um novo idioma ou se especializarem na área de atuação.

Ofereça programas de reconhecimento e recompensa: cartões de presente, bônus, comissões, viagens, folgas. Nessa hora, a criatividade pode ir longe.

Os sinais de exaustão no home office

O esgotamento no ambiente profissional se dá muito pelos relacionamentos com colegas. De acordo com levantamento realizado pela Gallup, cerca de 86% de quem pratica o formato remoto ou híbrido apresentaram pelo menos um dos 12 estágios dentro das seis etapas até o nível máximo de exaustão.

Mais de 67% das pessoas ainda se sentem pressionadas a estarem disponíveis durante todo o tempo, inclusive fora da jornada tradicional conhecida como "horas úteis" ou mesmo extrapolando os horários combinados previamente. Ainda, 45% extrapolam a carga horária determinada. “Para esses indivíduos tirarem folga ou férias é algo praticamente impossível. Como posso me dar ao luxo de desaparecer, se já nem existo? Se não me vêem? Reconhecer, nomear e interromper as violências invisíveis deveria estar na prioridade de todo o time. Somos excelentes em saber quando sofremos algo, mas muito pouco eficientes em identificar quando somos os agentes agressores”, menciona a psicanalista, Ana Tomazelli.

Nessa configuração, as demandas ganham um peso muito maior, principalmente na abordagem verbal. “É preciso declarar os limites, fazer mais perguntas, aprender a manifestar os desagrados e buscar consensos. É necessário elogiar, celebrar e acolher mais”, detalha Ana.

Para a psicanalista, a cobrança por resultados, mensagens no WhatsApp tarde da noite, exclusão dos eventos, falta de feedback e ameaças indiretas são posturas tóxicas e podem representar o ponto de partida e a nutrição de um ambiente doente. São violências invisíveis e ganham muito espaço nesses novos moldes. “Não respeitar os próprios limites também contribui para exaustão, mas é injusto atribuir responsabilidades individuais quando o problema é sistêmico e o medo de perder a fonte de renda supera a coragem de se preservar. Por outro lado, esperar uma mudança no sistema, no curto prazo, é quase ingênuo da nossa parte”, complementa a especialista.

O Brasil acumula posições preocupantes quando o assunto é saúde mental e tudo vai passar pelo trabalho, ou seja, as relações estabelecidas. Atualmente, o país ocupa o primeiro lugar no ranking de ansiedade em nível global, segundo em burnout e quinto em depressão, conforme dados da Organização Mundial de Saúde - OMS. “Tendemos a colocar a culpa nas corporações, mas elas são representadas por seres humanos”, ressalta.

O engajamento do colaborador é determinante para os resultados

Uma das partes mais satisfatórias da carreira é o reconhecimento, seja ele da liderança ou até mesmo da equipe. Consequência natural dessa prática é o impacto positivo no engajamento do colaborador. Segundo um estudo realizado pela Psycometrics, no Canadá, 52% dos respondentes sugeriram esse aspecto como determinante para a motivação.

Além disso, 71% destacaram “comunicação clara das expectativas” e 62% “ouvir a opinião do grupo” como outras estratégias interessantes. De acordo com a McKinsey, 67% dos profissionais classificam os elogios da liderança como o fator não-financeiro principal para melhorar a performance. Afinal, indivíduos engajados possuem desempenho individual 147% superior, divulga a Gallup.

Conforme um levantamento da OfficeTeam, para 89% dos líderes, suas organizações reconhecem seus integrantes de forma adequada. Entretanto, apenas 30% dos membros concordam com essa afirmação. “Pensando nas grandes rupturas dos últimos anos, essa tarefa ficou mais difícil? Pelo contrário, a tecnologia abriu um leque de possibilidades nesse sentido”, explica o CGO da Dialog, Gabriel Kessler.

Muitas instituições se enganam por considerar apenas o dinheiro ou elevação de cargo como forma de aprovação. Mesmo sendo importante, não é a única opção. “A gamificação pode ser usada como forma de estimular uma competição saudável e também servir como plataforma para os demais saberem quem são os destaques”, aconselha Kessler.

Portanto, insira esses hábitos em seu negócio, dê voz a todos do time e proporcione a eles uma boa experiência no cotidiano. Dessa forma, você conquistará os melhores talentos do mercado e, consequentemente, alcançará grandes resultados. Se busca por estagiários e aprendizes para caminharem ao seu lado nessa jornada, entre em contato com o Nube!

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