Um profissional de sucesso não apenas consegue um bom retorno financeiro, mas ama seu trabalho e atividades. Afinal, quando se atua com prazer, leva-se autoconfiança, autonomia e autenticidade para o dia a dia e isso potencializa a produtividade. Então, se você é estudante, estagiário ou aprendiz, atente-se a isso!

Manter a personalidade é uma riqueza

Contudo, ser autêntico e manter a personalidade no ambiente laboral é um ponto sensível. Parte das pessoas acreditam na necessidade de seguir uma linha de comportamento, enquanto outras preferem não forçar um tipo de conduta.

De acordo com a especialista em comportamento humano e master trainer em programação neurolinguística, Branca Barão, nem todo mundo consegue manter a espontaneidade no espaço corporativo. “A minoria se arrisca a ser minimamente legítima. Ao contrário do pensamento de muitos, essa característica não tem a ver com falar sem pensar ou com aqueles exageros e extravagâncias comportamentais”, adverte.

Para ela, significa ter coragem de ser quem realmente somos. “Está relacionado com respeitar os próprios valores, agindo com integridade e ter como principal fonte de reconhecimento as definições de nós mesmos, nos assumindo como somos, com nossas vulnerabilidades e singularidades”, relata.

Mude de dentro para fora

Nesse sentido, é fundamental, principalmente, os gestores assumirem e demonstrarem sua humanidade, não tentando parecer perfeitos perante suas equipes. “Quando um líder se posiciona como alguém aberto a ensinar e a aprender, impulsiona o time a fazer o mesmo, criando assim uma cultura essencial em um período repleto de mudanças. Se sentir seguro para expressar sua própria essência traz mais leveza”, pontua.

Outra consequência relevante gerada por meio dessa habilidade é a inovação. “Com a permissão para isso acontecer, perdemos o medo da rejeição, do julgamento e do erro, criando a espontaneidade necessária para novas ideias acontecer”, declara Branca.

Embora seja algo repleto de benefícios, para a especialista, o mundo laboral ainda não está preparado para lidar com essas pessoas. “Falar disso, em um lugar, ainda considerado político, com relações pouco empáticas e pouca abertura, é o grande desafio. Não basta chegar com o discurso se os indivíduos ainda têm medo de darem suas ideias em uma reunião, deixarem a barba crescer ou usar uma armação de óculos mais colorida”, lamenta.

Mesmo repleto de obstáculos, existem caminhos para trazer essa originalidade para seu serviço. “Primeiramente, é preciso implementar uma cultura mais inclusiva, a qual permita e respeite a singularidade de cada um. Além disso, é importante contar com uma gestão verdadeira para o líder trazer humanidade para o jogo corporativo, motivando a diversidade e os costumes individuais”, expõe.

Comece pela alteração da cultura organizacional

“A empresa precisa dispor de quem tem autoconhecimento o suficiente para isso, a fim de não deixarem o bom senso de lado. Essa é a estrutura ideal para um ambiente saudável”, complementa a escritora. Ou seja, a transformação e liberdade precisa vir de dentro para fora. Dessa forma, uma reorganização estrutural é bem significativa.

De acordo com Branca, as companhias já deram esse primeiro passo. “Esse conceito segue em constante construção, mas é possível ver a evolução em evidência em muitas entidades. Não apenas nas inovadoras e diferentes, mas principalmente naquelas mais tradicionais e conservadoras”, finaliza.

No dicionário, líder é sinônimo de cabeça, chefe, dirigente, superior, maioral, mestre, patriarca. Cada vez mais, deve-se deixar o ser autoritário e unilateral para dar espaço a coordenadores baseados na humanização, na conexão e na comunicação. A palavra-chave passa a ser, sobretudo, ouvir.

Conforme pesquisa da universidade PUC/MG, divulgada em março deste ano, o Brasil enfrenta uma crise de gestão corporativa, pois 75% dos executivos entrevistados ainda se julgam “superpoderosos” e promovem uma governança autocrática, sem lugar para a colaboração dos liderados.

Pensando nisso, a expert em comunicação e professora Vivian Rio Stella garante: esse formato é o oposto do ideal. Segundo ela, esse deliberado contemporâneo gera sucessores e resultados, desenvolve talentos, cria espaços de troca, inovações e contribuições. “Quem está em um palco, arrastando multidões já não faz mais sentido na atualidade, mas sim quem constrói conexões, abre espaços e inspira pelo exemplo”, diz.

Já, a especialista em segurança psicológica, Patricia Ansarah, acrescenta: essa pessoa deve ser alguém facilitadora das relações, direcionando o alcance das metas com clareza de papéis e responsabilidades. O comandante do time deve saber configurar as integrações e promover a igualdade entre todos os membros para ampliar pontos de vistas e tomar decisões mais inteligentes.

Líderes, aprendam a ouvir!

Sendo assim, as especialistas afirmam: ouvir e aprender são características fundamentais, estimulando a personificação. “O dirigente contemporâneo precisa dessa habilidade para estar disponível para falar de seus erros e aprendizados, ter uma comunicação direta, estabelecer limites, dar feedbacks assertivos e estabelecer conexões seguras nas quais a confiança prevaleça”, afirma Patrícia.

Se Vivian pudesse dar uma única dica seria escutar. “O gestor precisa ouvir não só com os ouvidos, mas perceber o ambiente, participar das atividades da organização, circular por diferentes setores, falar com diferentes pessoas. É uma forma de exercer uma liderança mais humanizada e menos no pedestal”, complementa.

Portanto, o olhar com cuidado e empatia do “cabeça” para seus internos é essencial e se torna uma peça fundamental para o crescimento. Para se tornar esse tipo de influência, o profissional precisa apresentar em suas atitudes e no diálogo uma maneira efetiva de lidar com o próximo.

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