É cada vez mais comum encontrar profissionais em transição de carreira. Os motivos vão desde a insatisfação com a área de formação e escassez de vagas, até a vontade de garantir um lugar no mercado do futuro. Nesse sentido, a alta demanda de tecnologia no país, tornam os cursos do setor cada vez mais atrativos para quem busca o primeiro emprego - estagiários e aprendizes - ou para quem deseja seguir novos caminhos.

Veja só: segundo levantamento da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom) estima a falta de mão de obra para ocupar 532 mil posições no setor até 2025. Inclusive, conforme o relatório do World Economic Forum, em 2022, 54% de todos os funcionários vão precisar de uma requalificação significativa.

Sendo assim, para a diretora de cultura e pessoas da Zup, Joceline Abe, o segmento tecnológico é um dos mais promissores. “Com a alta necessidade de qualificação, as empresas são mais abertas para os ingressantes sem experiência e estão empenhadas em criar programas de desenvolvimento interno, além de incentivos educacionais”, explica.

Todo mundo pode mudar

Com base nisso, de acordo com a pesquisa Digital Skills, realizada pela edtech Tera, em parceria com a Mindminers, no Brasil, seis a cada dez profissionais digitais não começaram suas jornadas laborais atuando na função ocupada hoje. “Na maioria das vezes, a primeira escolha de ofício acontece quando ainda se é muito jovem e é comum amadurecer, conhecer outras possibilidades e querer mudar. Isso pode acontecer no meio do primeiro curso de graduação ou até mesmo após anos ou décadas atuando na atividade”, diz o CEO e fundador da GeekHunter,Tomás Ferrari.

Segundo ele, há dois formatos para passar por essa fase: o upskilling e o reskilling. “O primeiro visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho, adicionando mais profundidade e proficiência em habilidades já existentes. O último, também conhecido como reciclagem, é quando a pessoa aprende novas aptidões para fazer essa modificação, seja dentro ou fora da sua entidade atual”, descreve.

A jornalista Isabela Maltez passou por isso. Ela atuou mais de sete anos na produção de conteúdo digital e hoje ocupa o cargo de product manager no Itaú. “Apesar de eu adorar minha laboração, o desemprego me atingiu na pandemia e me fez enxergar um novo desafio”, conta.

Depois de cinco meses fora do mercado, ainda em 2020, se inscreveu no curso Digital Product Leadership da Tera, startup de educação para economia digital. Ao todo, foram 12 meses estudando até ser realocada. Em abril de 2021, conseguiu sua primeira oportunidade na área como associate product manager. Depois de dez meses no cargo, assumiu a atual cadeira no maior banco brasileiro.

Agora, Isabela compartilha algumas certezas sobre o período, como nunca ser tarde para recomeçar e não existir momento certo para nos mover em novas direções. “Nunca nos vemos suficientemente prontos e se apoiar na falsa ideia da ‘hora ideal’ é um tiro dolorido no pé”, afirma.

Ela aconselha a quem deseja seguir esse caminho, a ouvir os outros - principalmente, os quais já vivenciaram a mesma situação. “Isso encurta muito a estrada. Entre leituras e conversas entendi a existência de diferentes papéis dentro do campo produto, compreendi o passado e também os novos obstáculos”, complementa.

Busque qualificação

Já Beatriz Moraes, formada em gastronomia desde 2014, trabalhou na área de alimentação como confeiteira, auxiliar administrativa e consultora gastronômica. Depois de seis anos no ramo, a falta de uma maior estabilidade a fez olhar para as chances na high tech. “Recebi a oportunidade de ser terceirizada em uma multinacional e lá entendi como as companhias estavam lidando com tecnologia. Entrei em contato com diferentes conceitos digitais, até então, minha noção era limitada a escrever código de programação o dia todo, não era meu anseio”, conta.

Ela também procurou por qualificação e analisar o cenário com base em quem já havia passado pela mesma conjuntura. “Apesar de ter visto a rotina laboral em primeira mão, relutei em trocar. Sentia como se estivesse jogando fora todo o tempo e dinheiro investido na minha primeira escolha”, continua

Entenda o mercado

Segundo o CEO e fundador da Tera, Leandro Herrera, essa decisão apresenta desafios reais, mas também é envolta de pré-conceitos. “A área não é uma coisa só, ela se ramifica em diversas atuações e estamos caminhando para um mundo corporativo híbrido no qual a maioria das posições tem uma camada de conhecimento em tecnologia”, expõe.

Então, para ele, identificar quais dos ramos se tem mais afinidade, seja porque ter uma base ou não, é o primeiro passo. “Se você já conta com um background, a realocação se torna mais simples. No caso de um designer gráfico em busca de se reposicionar para product design ou UX design, por exemplo, já há uma base de conhecimento relevante para acessar de forma mais rápida o ramo de escolha”, detalha.

Logo, procure por saberes básicos da nova atuação de interesse. “A comunidade possui cultura própria. Assim como em outras áreas, é importante se identificar com isso e ter o sentimento de pertencimento. Mesmo sem o know how técnico avançado, algumas características podem ser analisadas pela própria pessoa para entender se é a melhor escolha, as soft skills, como pensamento analítico, raciocínio lógico, adaptabilidade e trabalho colaborativo”, alerta Joceline.

Além disso, manter uma rede de contatos é uma dica valiosa. “A curiosidade e vontade de aprender são capazes de guiar iniciantes em futuros experts. Especialmente para quem está começando, é essencial pesquisar sobre o mercado, as tendências e conversar com outros colaboradores já integrados”, sugere a diretora de cultura e pessoas da Zup.

Por exemplo, a pesquisa da Brasscom também apontou os departamentos com mais oportunidades de emprego nessa esfera. Observe:

  • Big Data & Analytics – 26,1%
  • Nuvem – 16,8%
  • Web mobile e outras – 16,4%
  • Inteligência artificial – 13,8%
  • Internet das Coisas – 12,8%

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