Segundo o relatório “Protegendo o Futuro do Trabalho”, realizado pela Kaspersky, 53% dos brasileiros querem mudar de profissão em 2022.  Com a pandemia, muitas ocupações foram adaptadas e a necessidade de sempre atualizar as competências para o mercado de trabalho se manteve como uma constância. Todavia, o desejo de transacionar de carreira cresceu.

Ainda conforme os números, dentre os participantes, 50% desejam um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Outros 49% dos indivíduos anseiam por uma renda mais alta. Já 31% buscam por uma função mais significativa, enquanto 31% pretendem trabalhar por menos tempo e 14% idealizam se ocupar por prazer. Você se encontra nesse cenário? Possui mais de 30 anos e pretende transacionar de carreira? Esta matéria é para você! 

Por um mercado cada vez mais multigeracional sem o estigma dos profissionais com mais idade

Uma coisa é certa: pautas ligadas ao ESG (environmental, social and governance) têm ganhado espaço entre os debates corporativos. Gradativamente, as empresas têm se preocupado com ações mais inclusivas, como a contratações de mulheres, negros, pessoas LGBTQIA+, PcD (pessoa com deficiencia) e mulltigerações. 

Em um panorama geral da nação, dados comprovam um crescimento desse último grupo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2050, ano no qual a expectativa de vida deve subir dos atuais 76,8 para 80 anos, o número de pessoas na faixa acima dos 60 representará 30% dos brasileiros. 

Para Ronaldo Bias Ferreira Jr., sócio diretor da um.a Diversidade Criativa, admitir esses indivíduos trazem resultados positivos para o clima organizacional, incrementam na tomada de decisões e consequentemente geram lucro para as companhias. “Essa movimentação crescente é indício do trabalho de conscientização e sensibilização efetuado com a ajuda de protagonistas e especialistas no assunto”, afirma. 

Isso é um reflexo das corporações em busca de montar times com mais diversidade, também por ser estratégico para o crescimento individual e profissional. São perceptíveis os ganhos com isso. É a valorização de pessoas mais experientes somada à humanização dos processos seletivos. Uma vez inclusivos, tornam o ambiente ocupacional mais acolhedor”, ressalta Ferreira Jr. 

Afinal, um escritório com todas as gerações reúne o melhor de cada uma. Ou seja, é a sede de mudança e força de transformação dos jovens, com a experiência, ponderação, resiliência e inteligência emocional dos profissionais mais velhos. Quando juntas, essas particularidades se somam e criam times de alta performance”, pontua o empresário. Nessa realidade, é essencial para as instituições desenvolverem políticas específicas e processos contemplando essa diversidade geracional em suas mais diversas estruturas. 

“Pegando como exemplo as startups as quais se tornaram unicórnios – aquelas avaliadas em mais de 1 bilhão de reais. Muitas das grandes ideias até podem ter vindo dos jovens, mas quem estava na liderança era um perfil entre 45 e 50 anos, isso mostra como são pessoas com mais paciência e tempo para modelar, investir, pesquisar sobre aquele mercado e esperar acontecer e prosperar”, exemplifica Ferreira Jr. 

Em geral, equipes plurais trabalham melhor, desde o princípio do projeto em seu primeiro esboço, já desenham táticas mais inclusivas visando a mensuração de resultados. Como consequência, é possível identificar como a corporação passa a ter uma imagem positiva perante a sociedade, com boa reputação por realmente incluir práticas de diversidade e não apenas como uma forma de marketing. 

Para Ferreira Jr., incluir essa diversidade no espaço empresarial é um desafio. “Pois trabalhamos nossa reconstrução como pessoas, é difícil mexer com nossos valores pessoais. Mas ao mesmo tempo, é facilmente penetrável a partir de conexões e diálogos”, finaliza. Por isso, desenvolver ações para trazer cada vez mais indivíduos dinâmicos deve ser um ato do presente para ser um legado no futuro.

Infográfico com pesquisa

Quero mudar de carreira e tenho mais de 30 anos, e agora? 

No cenário atual, muita gente cogita fazer uma transição de carreira para se sentirem mais realizadas profissionalmente. Com a crise socioeconômica ocasionada pelo vírus da Covid-19, diversas ocupações precisaram se adaptar às pressas para o on-line e nesse passo muitas perderem o significado, concomitantemente ao surgimento de novas funções. Sendo assim, começar em um caminho inédito é um estímulo para desenvolver habilidades ainda inexploradas e crescer para outros lados. 

Nos Estados Unidos, existe um movimento chamado “The Great Resignation”, o qual consiste em demissões em massa de profissionais insatisfeitos com a forma como vem sendo tratados em seus atuais empregos e buscam melhores condições. No Brasil, os números demonstram essa vontade em muitos cidadãos. 

Segundo um levantamento do LinkedIn, de dezembro de 2021, 49% dos entrevistados consideravam mudar de emprego em 2022. Para pessoas com idade entre 16 e 24 anos, essa porcentagem é ainda mais alta, chegando a 61%. Os dois principais motivos foram: busca por salários melhores e o desejo por um equilíbrio maior na vida. 

Para Pedro Signorelli, fundador da Pragmática Consultoria em Gestão, essa mudança não é fácil. “Por essa razão, é importante conseguir otimizar esse processo para garantir o alinhamento entre as perspectivas e o seu perfil”, comenta. “O primeiro passo é estar seguro de sua decisão, para ser possível mapear oportunidades disponíveis com mais clareza”. 

Afinal, não adianta querer sair de onde está sem uma projeção para onde vai. É preciso olhar para a sua atualidade a fim de entender o quanto essa realidade está alinhada com o seu objetivo futuro. Quando esse gap for encontrado, é imprescindível verificar quais as ações a serem feitas de modo a conseguir definir os resultados-chaves e ver essa brecha diminuir. 

“Às vezes, pode ser identificada a falta de uma competência, um curso necessário a ser feito ou até pedir demissão, em casos mais extremos. Portanto, é preciso preparar a mente e também o bolso, para fazer investimentos, principalmente em qualificações profissionais, com o intuito de expandir horizontes e consequentemente enriquecer o currículo. Devemos ter na cabeça: a transição não será feita da noite para o dia”, evidencia Signorelli. 

Esse autoconhecimento ajudará na avaliação de suas maestrias, ajudando a desenvolver seus pontos mais fortes. “O medo do novo e do desconhecido é normal, afinal, as dúvidas vão surgindo a cada momento, mas ter consciência da própria capacidade, aliada a um plano de ação bem estruturado, vai garantir uma transição bem feita”, recomenda o especialista. Nesse planejamento, é vital colocar seus objetivos, metas, estratégias e prazos. 

Em contrapartida, a corporação também pode visualizar outras posições dentro da organização para minimizar possíveis lacunas no desenvolvimento do colaborador. Dessa forma, é possível ter cooperadores mais satisfeitos e, consequentemente, com um rendimento maior. De acordo com uma pesquisa feita pelo professor de economia da Universidade de Warwick, Andrew Oswald, felicidade e trabalho têm tudo a ver, um estudo feito pela própria instituição mostrou: funcionários felizes são 12% mais produtivos. 

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