A pandemia e as diversas dificuldades surgidas por conta dela fizeram a população olhar a vida de uma outra maneira. Agora, as pessoas valorizam o bem-estar e não pensam somente em dinheiro ou status. O excesso de trabalho e a ausência de limites prejudicam a carreira e, quanto maior a sobrecarga no trabalho, menos constância, piores resultados e, sobretudo, menos saúde. Sendo assim, os gestores precisam estar de olho aberto para esse aspecto e cuidar de seus estagiários, aprendizes e funcionários.

A qualidade de vida impacta diretamente nos resultados

A competitividade e a exigência fazem cada vez mais parte do cenário do mundo corporativo. Em meio a esse clima desafiador, as organizações vêm percebendo a importância de oferecer benefícios corporativos aos seus colaboradores. Afinal, cuidar da saúde impacta positivamente no ambiente e evidencia a motivação aliada ao propósito e ainda contribui para o indivíduo se sentir parte da organização.

O risco da sobrecarga de trabalho afeta diretamente a criatividade, principalmente, no momento da decisão. “Há um culto à supervalorização do excesso de tarefas feitas por parte dos profissionais. Alguns até se sentem honrados por não pararem de trabalhar, nem mesmo para almoçar. Esse comportamento é confundido, muitas vezes, com ‘vestir a camisa’ da empresa”, comenta o CEO da Fit Anywhere, Pedro Kauffman.

A tendência do home office com rotinas exaustivas, expandida e estabelecida com a pandemia, forçou ainda mais os limites entre o lado profissional e o pessoal. De acordo com a pesquisa do Instituto Ipsos, 53% dos brasileiros declararam uma piora no bem-estar mental. Segundo estudos da Universidade da Califórnia, uma equipe feliz é 31% mais produtiva, três vezes mais criativa e vende 37% a mais.

Para o especialista, os benefícios extras oferecidos pelas corporações já são levados em conta na hora da escolha do candidato. “Comprovadamente a vantagem eleva o desempenho, o engajamento, diminui o custo com absenteísmo com o plano de saúde e ainda auxiliam na retenção de talentos”, diz.

De acordo com a educadora física, Alaide Martins, ficar sentado muitas horas sem uma atividade física recorrente, pode ser pior quando comparado a fumar cigarro. “Além disso, ainda reduz as chances de câncer, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e dores nas costas. Tudo isso com uma simples mudança no lifestyle”.

Conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, o sedentarismo no país já alcança 40,3%. Assim, proporcionar recompensas alinhadas com os valores e propósito dos membros estreitam a relação entre o grupo e tornam a companhia mais atrativa. “Investir em pessoas e mantê-los motivados gera a redução das taxas de turnover e aumenta a satisfação”, diz Kauffman.

A sobrecarga de trabalho no país

O cuidado com a saúde mental começou a ser mais debatido pelas áreas de Recursos Humanos após a chegada da Covid-19. Porém, em estudo realizado por Paul Ferreira, professor de estratégia e liderança na Fundação Getulio Vargas - FGV EAESP, 43% dos respondentes estão com sobrecarga de trabalho e 31% sofrem pressão por resultados e metas.

Outras situações negativas apontadas: necessidade de estar disponível o tempo todo (30%), pouco reconhecimento (30%), ausência de empatia/apoio na liderança direta (27%), dificuldade de ter desempenho em sua plena capacidade (22%), dificuldade de comunicação com os superiores (17%), responsabilidades domésticas (15%) e falta de flexibilidade na jornada de trabalho (12%).

Ainda afetam a rotina aspectos como: desconforto em compartilhar seus desafios com colegas (12%), distanciamento físico (11%), sensação de julgamento (11%) e, por fim, falta de iniciativas de saúde mental (9%). Sobre as estratégias utilizadas para cuidar da parte emocional, a terapia foi escolhida por 82%, ocupando o primeiro lugar. Mudar de emprego também foi bastante apontado, por 32%. A redução das horas de atuação foi citada por 24% e até o pedido de demissão, por 21%.

Ao fazer o recorte por gêneros, rever o escopo é significativamente mais importante para as mulheres. Já a maior visibilidade para os benefícios é prioridade para ambos. Na observação de informações por gerações, quanto mais sênior, maior o desejo desse cuidado. Especificamente, a geração Baby Boomer prefere yoga, mindfulness e esportes. Os dados também apontam uma oportunidade-chave para as instituições: implementar essas atitudes e melhorar a comunicação a respeito delas.

Promova o bem-estar mental do seu time

Segundo a Harvard Business Review, 200 milhões de dias de trabalho são perdidos todos os anos, gerando um prejuízo de 16,8 bilhões de dólares para as corporações. Isso porque 60% dos colaboradores nunca falaram sobre seu estado de saúde mental com ninguém.

Essa falta de diálogo acontece, pois os problemas ligados ao psicológico ainda são tratados como tabu dentro das organizações. Esses assuntos delicados devem ser vistos com cautela e de maneira ativa, porque as pessoas se fecham nesses momentos. O isolamento social aumentou bastante esse índice.

De acordo com o estudo “Depression and Anxiety among essential workers from Brazil and Spain during the Covid-19 Pandemic: a websurvey”, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz, os sintomas de ansiedade e depressão afetam 47,3% dos trabalhadores e 30,9% foram diagnosticados com doenças mentais.

Uma parte da população não conseguiu se adaptar ao modelo remoto. Passar todo o dia em um mesmo lugar ou precisar conviver com as atividades domésticas, obrigações familiares e a insegurança de não saber como seria o desenvolvimento do vírus gerou ansiedade e preocupação.

Com a flexibilização das restrições e a oportunidade de desenvolver o formato híbrido, passa a ser possível estruturar mais ações para a equipe. Toda organização deve criar um ambiente interno de confiança e saudável. Com base nisso, o administrador de empresas, Marcelo Furtado, cita alguns caminhos importantes:

Analise os fatores internos: a coleta e análise de informações sobre os integrantes costumam ser um meio relevante para conhecer todos e detectar quando algo está errado. Pesquisas de satisfação, canais de interação e feedbacks estruturados são recursos interessantes.

Realize eventos corporativos: eles sempre foram excelentes ferramentas para estimular a interação. A pandemia nos privou dessa socialização, com as novas tendências, existirão menos momentos para envolver todo o time e estimular o senso de coletividade.

Gerencie a saúde dos colaboradores: é crucial criar políticas e desenvolver práticas nesse âmbito. Descontos em academias, sessões com psicólogos e técnicas de relaxamento devem andar ao lado do cuidado com a ergonomia, pausas para “recarregar as baterias” e outras ações.

Portanto, aplique essas atitudes em seu negócio e veja como o sucesso estará cada vez mais próximo. Se deseja contar com estagiários e aprendizes nessa missão, entre em contato com o Nube. Esperamos por você!

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