Nosso país constantemente enfrenta problemas como falta de mão de obra qualificada, desemprego, violência, entre outros. No entanto, todos eles podem ser resolvidos com base na educação. Se aplicada de maneira correta desde o início da formação dos cidadãos, renderá bons frutos no futuro e surgirão bons estagiários, funcionários, líderes, empreendedores, artistas e muito mais.

Os modelos pedagógicos após a pandemia

A pandemia trouxe novos modelos pedagógicos para serem pensados, principalmente por conta da relevância do ensino remoto. Junto a isso, também surgiu a necessidade da quebra de paradigmas de o professor ser a única fonte de conhecimento e os alunos serem atores passivos no processo de aprendizagem.

Logo, as tendências deixam de centralizar esse processo, dando mais espaço para o docente se tornar protagonista de sua história. “Agora, esse jovem sabe onde se encontra em sua jornada e passa a ser orientado em seus próximos passos para alcançar o objetivo”, comenta a especialista pedagógica da Labenu, Pamela de Bortoli Machado.

Assim, o cenário escancarou o despreparo a respeito da apropriação das tecnologias digitais no ambiente remoto. O problema está na ausência de capacitação e formação para usufruir da melhor forma possível dessas ferramentas, ajudando a ser explorada em suas potencialidades.

Mesmo sem entrar no mérito das desigualdades no país, bem como as dificuldades de acesso à Internet, porque são demasiadas realidades, não se pode negar como as bagagens, tanto de professores quanto de estudantes, foram postas à prova quando se propôs inseri-las em um modelo a distância. “Ambos precisaram se adaptar a essa nova forma de atuar e isso só reforçou a necessidade de repensarmos como estamos olhando para as plataformas digitais”, explica Pamela.

Dessa forma, para a especialista, tratá-las como simples instrumentos ou algo remetido à usabilidade esporádica é o primeiro erro. Por isso, o primeiro movimento é contemplar as possibilidades desse espaço. Logo, vai além de uma atualização dos recursos. “Precisamos perceber o alcance das opções a partir dessa ação, tanto na mudança de postura do educador quanto na sensação despertada por ele”.

A adaptação à nossa realidade é importante, porém, de nenhuma forma devemos nos colocar na posição de “síndrome de vira-lata” quando comparado a outras nações. “Em 2018, realizei um estágio em Londres e meus colegas utilizavam tablets. Voltando para o Brasil, apliquei a mesma premissa em uma escola pública de Campinas, utilizando smartphones. O resultado foi bem parecido”, destaca a executiva.

Isso demonstra como temos a mesma capacidade de realizar tais feitos, mesmo com condições distintas. É preciso respeitar as particularidades e diferenças, mas isso não significa inferioridade. Nos últimos dois anos, várias ações de formação docente foram desenvolvidas, além de congressos e artigos científicos descrevendo algumas situações nesse sentido. Isso demonstra a preocupação em seguir se aprimorando.

A principal diferença entre o cenário atual e o de cinco anos atrás está na maneira como o aluno passou a ser enxergado. Os estudos relacionados a metodologias ativas não são atuais, mas sua aplicabilidade ganhou força recentemente. Isso vem ao encontro de algumas competências necessárias: comunicação, colaboração, criatividade e criticidade. O objetivo é incentivar os adolescentes a aprenderem a partir de situações reais e em contextos coletivos para estimular o debate e o senso crítico para chegar à solução desses problemas. Por isso, elas possuem potencial para o desenvolvimento dessas habilidades.

Para Pamela, é fundamental quem trabalha no setor ter a consciência da individualidade de cada um. “Não devemos relacionar o vazio a uma câmera fechada ou microfone. Também não podemos condicionar o processo de mudança do presencial ao remoto como algo sem novas perspectivas”.

O aluno é um ator ativo em sala de aula e a aprendizagem é uma via de mão dupla. Se o professor apenas se preocupa em cumprir o currículo e com o conteúdo em si, ele não olhará para seus pupilos como um ser humano, com seu próprio ritmo e suas vivências passadas. “Se a premissa é multiplicar o ingresso de pessoas sem levar em conta o estabelecimento de conexões e diálogos, teremos uma receita pronta para a evasão e abandono”, finaliza.

Educação reduz criminalidade e violência

Um estudo realizado pela Fundação João Pinheiro, em parceria com o Instituto Natura, correlaciona resultados observados nos processos de segurança pública à implementação da política de Ensino Médio Integral (EMI) na Paraíba. A pesquisa avaliou os efeitos do EMI sobre diversas dimensões: segurança comunitária, índices de criminalidade e sensação de proteção no entorno das escolas.

Trata-se de uma política baseada em um modelo sistêmico. Ele promove a evolução plena dos estudantes a partir de um currículo integrado e de práticas inovadoras. O formato parte da centralidade do jovem e seu projeto de vida, considerando suas expectativas e seu progresso socioemocional.

O estudo avaliou as percepções, opiniões e experiências de gestores envolvidos na implementação do programa, coletadas por meio de entrevistas, também realizadas com profissionais do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação - ICE e do Instituto Sonho Grande - ISG, entidades parceiras do estado. A avaliação foi subsidiada por documentos e bibliografia disponíveis.

De acordo com o levantamento, há evidências de consequências positivas à comunidade, além da melhoria dos indicadores educacionais com impactos relevantes na área de segurança pública. Por três motivos: primeiro, pela mudança, no médio e no longo prazo, no cotidiano de todos. Segundo, pelo efeito imediato da permanência do indivíduo na instituição pelo período estendido e, terceiro, pelo aumento da sensação de pertencimento ao local.

Para a gerente de políticas públicas de ensino médio no Instituto Natura, Carolina Ilidia Faria, a pesquisa ajuda a entender os impactos sociais da educação de qualidade no território, para além dos já conhecidos. “Mostrou como as transformações extrapolam os muros da escola, trazendo resultados positivos para a sociedade. Investigar tais aspectos é um reforço para fomentar o investimento nessa esfera”.

No entanto, “embora a modalidade não tenha ações diretas para o combate da criminalidade, ela coloca o jovem como papel central, influenciando, assim, a sua trajetória. Como consequência, contribui para a diminuição da violência na comunidade”, explica a pesquisadora da Fundação João Pinheiro, Juliana de Lucena Ruas Riani.

Portanto, apoie e incentive sempre a educação. Dessa forma, o Brasil estará no caminho certo para se tornar uma nação melhor. Se você deseja proporcionar oportunidades para estagiários e aprendizes, entre em contato com o Nube. Esperamos por você!

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