O sonho de todo empreendedor é ver sua companhia crescer saudável e colher bons frutos. Para isso, é preciso de um bom produto ou serviço, posicionamento assertivo e, acima de tudo, bons colaboradores para poder decolar. Montar um time de estagiários, aprendizes, funcionários efetivos e líderes é um desafio, contudo, aplicar estratégias responsáveis por reter talentos é sempre uma boa aposta. 

Voltar o olhar para o público interno

De acordo com Samuel Torres, analista de investimentos da Onze, de nada adianta ter boas ideias e estratégias de negócios se a empresa não tiver uma base sólida para a construção da marca, independentemente de seu ramo de atuação. “Para isso, antes de investir em grandes ideias de branding ou buscar parcerias externas, é necessário voltar o olhar para o público interno desde o princípio”, reforça. 

Responsáveis por manter a engrenagem funcionando, os contratados de uma empresa precisam ser valorizados, não apenas no âmbito profissional, mas também como indivíduos. “A princípio, pode parecer bobagem, mas garanto não ser. O time, assim como você e eu, é composto por pessoas, não por máquinas. Problemas dos membros podem afetar direta ou indiretamente o desempenho no trabalho, como por exemplo questões de saúde, estresse, questões familiares e a vida financeira - um assunto muito relevante especialmente no cenário pós pandemia”.

Motivos para se preocupar com esse assunto

De acordo com uma pesquisa feita pela Onze com dois mil trabalhadores brasileiros, 52% tiveram aumento de gastos nos últimos 12 meses, 21% estão com as contas em atraso e 27% precisaram recorrer ao parcelamento para honrar com seus compromissos. “Então as finanças dos seus quadros de talentos também deveriam ser sua preocupação? Minha resposta é ‘sim’”, alerta Torres. 

O especialista explica o motivo: “outro estudo realizado com 1,5 mil participantes mostrou como 45% daqueles com impasses financeiros têm insônia com frequência, 35% perdem o foco em suas funções pensando em dinheiro e 25% precisam resolver pendências causadas pela dificuldade ao longo do dia”.

Como evitar o Burnout

Além disso, os níveis de ansiedade são expressivos, como mostra a pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA-BR). Segundo o apontamento, quase 80% dos participantes sofrem com esse mal por conta das contas mal equilbradas ao final dos meses. 

“Para a corporação, essa questão pode levar a maior absenteísmo e presenteísmo e aumentar o índice de turnover. Isso eleva os custos com demissões, recrutamento de novos membros e treinamentos internos”, reforça Torres.

Capacitações e formação educacional também evitam desligamentos

Outro ponto essencial a se considerar são os investimentos na instrução e aprimoramento dos funcionários. Para Mariana Achutti, CEO da Sputnik, marcas conectadas ao espírito e às demandas de seu tempo, daqui para frente, irão se transformar cada vez mais em espaços educacionais. 

“Antes de entrar no significado desse novo conceito, dou um passo atrás para explicar sua importância”, comenta. “Partamos de uma verdade indigesta, mas com potencial transformador: as pessoas confiam mais nas empresas em relação aos governos ou mídia”, continua. Isso foi apontado no levantamento Barômetro de Confiança da Edelman. 

Cerca de 80% dos entrevistados afirmam acreditar nos cientistas, 69% nos membros da própria comunidade e 65% em cidadãos de seu país. Pouco mais da metade, 51%, crê nos CEOs e 50% nos jornalistas. Os governantes ficam no final da lista, com 42% de notoriedade nesse assunto. 

Diante desse cenário, você já pensou no impacto do seu negócio na sociedade?

“Na era da responsabilidade social e da transparência, o novo pensamento emergente dentro das corporações redireciona e expande suas forças educacionais. Muitas organizações avant-garde já estão se entendendo como plataformas impulsionadoras de conhecimento para a sociedade como um todo”, explica Mariana. 

Se antes os alicerces da aprendizagem corporativa estavam baseados em garantir baixa rotatividade e alta produtividade entre funcionários, agora é preciso ir mais fundo. “Da equipe ao consumidor final, passando pelos prestadores de serviço: a instrução organizacional do futuro olha para todos os stakeholders e transforma o mundo para além do empreendimento. É esse o novo posicionamento chamado de ‘empresa-escola’”, compartilha a CEO.

Tal qual a visão anterior dessa estratégia, o novo mindset opera na lógica ganha-ganha. “Para a sociedade, fica a circulação de um saber de qualidade, proporcionado não só pelo ensino formal, mas também por entidades engajadas com o compromisso de entregar a seus ecossistemas o conhecimento detido por elas”, diz. 

Exemplos práticos ajudam a compreender

“Tomemos o iFood como case”, sugere. “Se antes a capacitação era voltada única e exclusivamente aos funcionários, hoje, são lançados processos a restaurantes e entregadores. É uma forma de garantir a criação de novas habilidades e a circulação de conhecimentos de uma ponta a outra”. 

“Derivada do termo em latim "educare", educar significa "conduzir para fora". É essa a movimentação contemporânea e futurista. Como a gente sabe, o futuro é logo ali. Sua empresa está preparada?”, indaga a especialista. 

O que fazer diante de assunto tão delicado como esse? Para Samuel Torres, há diversas possibilidades para apostar. “Além de ter salários e benefícios competitivos, existem algumas alternativas de bom tom. A gestão pode, por exemplo, disponibilizar consultas com planejadores, promover palestras, oferecer conteúdo educativo e até mesmo ajudar o colaborador na construção de patrimônio por meio de uma previdência privada corporativa”. 

Por fim, o analista de investimentos reforça como, mesmo parecendo brandas, essas iniciativas fazem a diferença. “Essas podem parecer soluções simples à primeira vista, mas garanto: os resultados vão surpreender você”, conclui. 

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