A circunstância da pandemia levou muitas empresas e o governo a repensarem em mecanismos de reestruturação das práticas laborais para garantir a continuidade dos negócios e a manutenção dos empregos. Contudo, diante de tantas variáveis é preciso estar atento à saúde física e emocional dos indivíduos, principalmente, em relação ao trabalho. Por isso, jovens estagiários e aprendizes, fiquem ligados!

Cenário e preocupação global

Um ponto positivo advindo com o Covid-19 foi a aceleração do desenvolvimento tecnológico. Todavia, a correria desenfreada por se adaptar ao novo normal acarretou problemas, tanto físicos como mentais para os profissionais.

De acordo com uma pesquisa do LinkedIn, 62% das pessoas estão mais ansiosas e estressadas com o ofício quando comparado ao período antes da introdução das atividades remotas. Ainda, 72% dos jovens profissionais sentem como a pandemia prejudicou o aprendizado de habilidades comportamentais, como a comunicação e a inteligência emocional.

Uma complicação maior a saúde mental: maternidade

Aqui no Brasil, maio passou a ser um mês voltado para a saúde mental materna, você sabia? É o maio furta-cor. Para a psicóloga, pós graduada em neurociências e CEO da Eleve Consulting, Shana Wajntraub, no passado não se falava em maternidade real, sua exaustão e dificuldades vividas por quem não nasce pronta para o papel, mas se prepara no caminho.

“Sem sexismo, temos de reconhecer: as mulheres andam sobrecarregadas e quando se tornam mães o peso só aumenta”, ressalta a especialista. Afinal, as demandas profissionais e domésticas não diminuem. Segundo análise da Deloitte, o Burnout cresce entre elas no mundo. As brasileiras sofrem níveis ligeiramente mais baixos em relação ao resto, mas 44% delas se sentem esgotadas, enquanto a taxa global é de 46%.

Então, é necessário prevenir para a situação não chegar a pontos extremos. “Com certeza não vamos deixar de sermos genitoras e poucas acabam largando a carreira e se dedicando somente ao filho ou vice e versa. Logo, uma das saídas é mudar hábitos e buscar ajuda antes de explodir. Técnicas de mindfulness, por exemplo, trazem muitos benefícios”, complementa a psicóloga.

Cuide-se!

Contudo, independentemente do gênero e do modelo - home office, presencial ou hibridismo - é importante estar atento ao bem-estar geral. Pensando nisso, o consultor de carreira da ESIC Internacional, Alexandre Weiler, dá dicas para cuidar da mente e aumentar a produtividade. Confira:

1. Mexa-se - o corpo precisa de movimento. Seja em casa ou no escritório, é necessário ter pequenas pausas durante o dia. Então, levante da cadeira, faça uma caminhada, estique-se e mude o foco por alguns minutos. Isso ajuda no rendimento e também na higidez;

2. Se relacione - no caso do teletrabalho, ligue para seu líder, faça chamadas de vídeo com a câmera ligada para manter a interação mais profunda. Converse com seus colegas e entre em grupos com os mesmos interesses. Essa reaproximação colabora para o aprendizado das soft skills, além de trazer mais conhecimento e satisfação no dia a dia;

3. Estabeleça limites - tenha um horário de trabalho. Não faz mal trabalhar até tarde alguns dias, mas quando isso vira rotina, começa a impactar na vida pessoal. Para quem está no home based, separe o tempo para a alimentação, prática de exercícios físicos e dedicação para seus hobbies e interação com a família. Aliás, não vale responder mensagens do serviço em qualquer hora: dedique-se aos seus afazeres por inteiro, um de cada vez;

4. Pontue os pontos fracos - liste as possíveis melhorias e dialogue com o seu gestor. Nesse caso, exponha sua situação real e encontre formas de adequar a sua realidade. Assim, as entidades estão cada vez mais se adaptando aos colaboradores, afinal, eles tornaram-se protagonistas, atualmente;

5. Procure ajuda profissional - distúrbios mentais são cada vez mais comuns e impactam diretamente no rendimento laboral. Se não sente vontade de atuar, com desânimo e falta de energia, procure ajuda especializada. É importante resolver as questões internamente e, caso a entidade seja o foco desses sentimentos, avalie procurar uma nova posição;

6. Seja resiliente - compreenda as situações as quais não consegue mudar e transformar, pois todos temos essas características. Foque em atitudes assertivas, se adapte a realidade e aprenda com isso. Sobretudo, confie em si mesmo;

7. Desenvolva sua inteligência emocional - o domínio das emoções, aumenta a autoconfiança e desenvolve a empatia. O gerenciamento dessas vivências começa quando identificamos quais são. “Não adianta reclamar para os outros. Se você precisa de mudanças, converse com quem pode realmente ajudar a encontrar as soluções”, afirma Weiler.

As empresas precisam mudar

Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mais comuns no Brasil são a ansiedade e a depressão e afligem 20 milhões e 12 milhões de pessoas, respectivamente. Além disso, o país é considerado a nação mais ansiosa do mundo e a quinta mais depressiva.

O consultor lembra: hoje, ainda é possível encontrar vagas as quais oferecem salário emocional elevado e isso é significativo. “O cargo e a remuneração não são mais fatores decisivos na busca por uma colocação no mercado de trabalho. Procure instituições as quais deixem claro a oportunidade de crescimento, qualidade de vida e atrativos para uma rotina mais prazerosa e leve”, finaliza.

Veja só! De acordo com levantamento do Nube com mais de 30 mil participantes, 57,78% desejam receber da marca empregadora uma assistência médica e odontológica. Já 29,88% optam pelo incentivo a cursos, seguido de 5,45%, a ajuda de custo para academia, 3,47% o vale cultura e 3,43% a previdência privada.

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