O mundo, dentro e fora dos escritórios, é repleto de obstáculos. Conseguir aquele estágio dos sonhos nem sempre é fácil, mas manter-se nele é mais difícil ainda e exige muitos esforços. Na ânsia de querer acertar, não raramente os colaboradores “metem os pés pelas mãos”. Há uma série de comportamentos mal vistos por outros integrantes da equipe e, não obstante, pelos próprios gestores. 

Conduta correta é sempre bem quista

Para se desenvolver de maneira assertiva, estagiando ou não, é preciso se atentar e ter uma conduta de respeito com os colegas e simpatia nas tratativas, seja com os companheiros, supervisores ou clientes. Esses fatores, mesmo parecendo simples, ainda não são seguidos por alguns e isso pode prejudicar a jornada pelo universo corporativo. Assim, é vital ter algumas noções em mente. 

Larissa Vieira estuda administração e, na organização onde estagia, tenta sempre praticar valores essenciais como a empatia. “A partir da ação de me colocar no lugar do outro, já começo a tomar atitudes diferentes daquelas de alguém egoísta. Penso sempre ‘gostaria de ser tratada da maneira como estou tratando fulano?’”, pondera a universitária. 

Ainda de acordo com ela, isso não é apenas uma premissa a ser seguida dentro do quadro de um empreendimento. “Em qualquer lugar, hora, circunstância e momento é preciso ser gentil. Nós não sabemos como está a realidade do outro, às vezes ser a pessoa responsável por gerar um sorriso em alguém pode mudar vidas”, diz. 

O que não fazer?

A  consultora organizacional, coach executiva e professora de MBAs de Gestão Estratégica de Pessoas e Liderança da FGV/SP, Caroline Marcon, destaca sete dos comportamentos a se evitar no contexto dos negócios. Veja:

Lista de dicas com coisas para não fazer durante o estágio. Boneca aponta o lápis para lista.

1 – Promete muito e entrega pouco: atrasa prazos e peca na qualidade

Segundo Caroline, o medo de não corresponder às expectativas faz muitos prometerem mais em relação a suas capacidades de entrega. Tal ato de “heroísmo” sempre cobra seu preço e ao cometer esses deslizes, eles acabam por perder a credibilidade. “Assim, conhecer e gerenciar os medos e emoções é necessário para manter a calma e a reputação”, diz. 

Autodisciplina e integridade também são duas qualidades essenciais para quem deseja ser visto como confiável pelos parceiros e pela chefia. “Isso é importante porque a confiança é a base da sua reputação”, afirma.

2 – É ótimo em achar problemas, mas não propõe soluções

Ninguém quer ficar próximo de alguém pessimista, cujas falas são carregadas de críticas, mas contém pouca positividade e nunca apresenta uma saída para o problema apontado. Para Caroline, esse tipo de pessoa tem dentro de si um crítico interno feroz, o qual não raramente trava seu próprio desenvolvimento e o dos outros. 

“Para desativar o poder dessa voz, é preciso conhecê-la, ouvi-la, para perceber como é apenas uma 'criança medrosa' e, na maioria das vezes, ela só quer chamar a atenção”, diz. Segundo a coach executiva, ao detectar isso, o indivíduo deve ser mais gentil consigo e com os outros. “Pare de falar coisas negativas a todos”, aconselha.

3 – Evita mudanças a todo custo e com isso deixa passar boas oportunidades

Pessoas extremamente temerosas, como vimos, às vezes se perdem pela ação, as quais garantem fazer mais em relação à sua capacidade de cumprir. Contudo, quem tem o medo como guia pode também pecar pela omissão, pela inação, pela passividade. Ao optar sempre pelo seguro, costuma-se perder a premiação destinada apenas a quem ousa em seguir caminhos desafiadores. 

Dessa forma, segundo Caroline, é essencial, sempre quando possível, reinventar-se. “Disrupção pede inovação. Isso vale para os mercados e também para o ser humano. Atualize-se para manter-se relevante”, afirma.

4 – Não assume seus erros e vive de desculpas. Quando confrontado, costuma se fazer de vítima ou de desentendido

Segundo a consultora organizacional, quem aceita riscos para aprender e crescer inevitavelmente comete erros no trabalho. “Faz parte do jogo e quando isso acontecer o profissional não deve dar desculpas e se fazer de vítima. Isso só vai piorar a situação”, declara. 

Para Caroline, ante o erro, é imperativo procurar demonstrar total compromisso em reparar a situação e pedir ajuda se necessário. ”Busque também aprender com a situação e encontre uma maneira visível de marcar alguns pontos e mostrar recuperação”, orienta.

5 – Não é proativo em pedir feedback e tende a ignorar as críticas construtivas recebidas

“Quem está disposto a se desafiar e crescer já sabe como as críticas são parte inevitável da jornada”, diz a especialista. Logo, segundo a coach, quem almeja sobressair-se em relação aos demais precisa procurar sempre cercar-se de pontos de vista distintos sobre seu desempenho. 

O ponto principal, de acordo com ela, é saber diferenciar críticas úteis de comentários os quais só visam a desestabilização. “Procure encontrar um ponto de equilíbrio. Se ignorar todas as devolutivas, você deixará de se conectar com as pessoas e pode passar feedbacks importantes. Se absorver todas, vai perder a liberdade de ser quem é e de fazer suas próprias escolhas”, afirma.

6 – Costuma tratar melhor o gestor em relação aos outros membros do time

Ninguém, quando faz distinção entre comandantes e comandados, será respeitado a longo prazo pelos colegas. “Entretanto, ganhar confiança, respeito e a colaboração dos pares é fundamental para criar um ambiente de trabalho saudável e dessa forma alcançar bons resultados”, argumenta Caroline. Assim, é aconselhável a todos buscar sempre estabelecer bons relacionamentos com os parceiros em todos os níveis.

7 – Não se posiciona e não transmite energia

Um ser anódino, ou seja, quem não faz a diferença, deixa de gerar impacto entre seus pares e superiores. Em razão disso, passa a impressão de não ser imprescindível ao ambiente. De acordo com a consultora, quem deseja se destacar e obter sucesso necessita ser apaixonado pela sua ocupação e demonstrar isso em suas ações. “A paixão traz consigo criatividade e garra. A energia positiva permite a todos seguirem em frente nos dias bons e especialmente nos ruins”, diz.

Portanto, seja você o CEO de uma multinacional, um aprendiz auxiliar administrativo, um estagiário, um coordenador, é sempre bom ter em mente: gentileza gera gentileza. Siga as premissas elencadas acima e pratique sempre atitudes benéficas para si e para os outros, os frutos são imensuráveis. 

Como desenvolver a empatia no estágio?

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