Escassez de matéria-prima, afastamento de um estagiário, aprendiz ou funcionário por acidente, mercadoria extraviada e até uma pandemia são apenas alguns dos inúmeros imprevistos enfrentados por empreendedores e empresários em todo o mundo. As incertezas são eternas companheiras na trajetória e você já deve ter notado como é praticamente impossível programar um caminho perfeito, cobrindo todas as variáveis possíveis. 

É possível se organizar e preparar

Contudo, de acordo com Haroldo Matsumoto, especialista em gestão de negócios e sócio-diretor da Prosphera Educação Corporativa, há maneiras de estruturar a gerência para lidar com adversidades. “Não quero assustar e nem deixar aqui uma mensagem de pessimismo. Pelo contrário, o objetivo é, justamente, ajudar a superar esses desafios, quando eles surgirem”, conta.  

Primeiro, é imperativo ter em mente: saber lidar com imprevistos é uma característica importante para ser um líder de sucesso. “Também é interessante entender como há formas de minimizar a ocorrência de algumas situações. O planejamento é um dos caminhos para isso. Ao estipular objetivos, traçar metas e estabelecer estratégias para alcançá-las, conseguimos avaliar e até prever quais podem ser os obstáculos a surgir no percurso”. 

Escolhas certas nos momentos mais difíceis

Para fazer escolhas em meio às incertezas é preciso buscar alternativas capazes de trazer mais assertividade nas tomadas de decisão. Entretanto, as estratégias de trabalho já vinham evoluindo nos últimos anos, mas as métricas e a governança não acompanharam o mesmo ritmo. 

Segundo a pesquisa da Deloitte “Tendências globais de capital humano 2020”, as organizações devem buscar novas formas para encontrarem parâmetros relevantes e acionáveis, por meio de ferramentas de people analytics. A partir disso, é possível seguir caminhos mais conscientes sobre riscos e oportunidades críticas de capital humano, mesmo diante de incertezas sobre o futuro, a força e o local de trabalho. 

A importância das métricas

Ainda de acordo com o estudo, a demanda por novos insights é cada vez maior e global. Para se ter uma ideia, 97% dos entrevistados afirmaram precisar de informações adicionais sobre algum aspecto de sua ocupação e labor. Segundo André Franco, CEO do Dialog.ci, as métricas se tornam fundamentais e são uma estratégia para as necessidades do futuro. 

“Por meio delas é possível detectar e analisar mudanças, além de tendências internas e externas. Não obstante, possibilitam aos gestores perspectivas e planejamento para anteciparem e sobreporem os obstáculos do ambiente corporativo em constante transformação”, revela Franco. 

Dados são imprescindíveis

As organizações quando não usam dados e análises para gerenciar seus talentos correm o risco de perderem vantagem competitiva. “É fundamental ter uma boa comunicação e analisar se essa informação está chegando até os colaboradores. Também é necessário um processo de construção de marca, no qual um propósito possa guiar toda a companhia”, continua o CEO.

As companhias com o desejo de compreender a eficácia de suas iniciativas podem usar novas soluções de comunicação interna e análise de rede para ajudar a visualizar as conexões e sentimentos dos times. Nesse cenário, todo o processo de diálogo com as equipes precisa ser mensurado e avaliado constantemente. 

“Por meio de um app corporativo é possível deixar o dia dos indivíduos mais leve e aumentar o engajamento. Com diversas funcionalidades, a ferramenta oferece desafios, brincadeiras e interações dando voz aos grupos. Pequenas atitudes, como comemorar aniversário e campanhas de home office, podem fazer uma grande diferença. O melhor disso é poder acompanhar os resultados pela plataforma”, conta Franco. 

Comunicação e métricas devem andar juntas

Por meio dessa estratégia, também é possível identificar influenciadores internos e os colaboradores mais admirados pelos colegas, os quais podem receber um reconhecimento formal da empresa ou um parabéns direto do presidente, por exemplo. Contudo, a coordenação precisa não termina aí. 

Matsumoto avalia como outro passo válido o Plano de Continuidade de Negócios. “O conteúdo e os componentes vão variar de uma entidade para outra e podem ter níveis de detalhamento de acordo com a complexidade técnica e cultura de cada uma. Todos os departamentos da companhia devem ser avaliados e “cobertos” com medidas preventivas”, compartilha.

Avaliação de pontos fortes e fracos é imprescindível

Para tanto, é crucial ponderar os pontos fortes e fracos para, com base nisso, estabelecer os riscos possíveis. “Depois, é hora de avaliar de qual maneira essas ameaças podem impactar os negócios e, por fim, estabelecer um planejamento com orientações sobre as medidas a serem adotadas para a retomada das operações. Também é válido ter um Plano de Contingência previamente estabelecido. Ele será utilizado caso todas as medidas preventivas falhem”, expõe o especialista.  

Matsumoto ainda alerta como ter todos esses cenários traçados e pensar nas consequências obviamente não vão, por si só, livrar ou fazer as corporações passarem ilesas por imprevistos e até por crises. “Porém, podem ajudar a minimizar os impactos. Nenhum de nós jamais imaginou passar por um longo período de incertezas, tanto tempo com nossas empresas de portas fechadas, com limitação da nossa circulação pelas cidades, encarar falta de matéria prima em uma série de setores e precisar de autorização para apenas o essencial funcionar”, comenta. 

Não imaginar um contexto como o vivido com o coronavírus, no entanto, não impediu essa realidade de se tornar o principal obstáculo em todo o mundo. “Agora, como já temos essa experiência, podemos encarar os imprevistos com mais sabedoria, jogo de cintura e resiliência”, conclui. 

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