Certamente, você já ouviu muito sobre o metaverso. O tema do momento está em pautas na televisão, rádios, jornais e rodas de conversas. Segundo a Comscore, ano passado o assunto foi mencionado mais de 84 mil vezes por 29 mil autores, só nas redes sociais. Logo, estudantes, estagiários, aprendizes, enfim, todos precisam entender sobre as demandas atuais, principalmente para ser um profissional de destaque no mercado de trabalho.

Como tudo começou?

Conforme o mundo da tecnologia, ainda é difícil dizer exatamente o significado de Metaverso, mas já é totalmente possível explicá-lo por meio de características as quais não condizem com o conceito. “Estamos nos habituando cada vez mais ao termo, mas poucos de nós têm a exata noção dele”, explica o fundador da TrackFY, empresa especializada em soluções de mapeamento digital, Guilherme Stella.

“Quando anunciou o rebranding do grupo Facebook para Meta Platforms em 2021, Mark Zuckerberg cravou no mercado sua intenção em encabeçar uma revolução tecnológica com essa concepção”, diz o CEO da Pointer, Luiz Pezoa. De acordo com ele, a ideia é imergir um universo virtual o qual seria possível acessá-lo por meio de apetrechos especiais, como óculos de realidade virtual, fones de ouvido, além de aplicativos específicos de smartphone.

Stella enfatiza: “é difícil, ainda, definir o metaverso. Mais fácil, nesse sentido, seria elencar as coisas incondizentes com ele. Dessa forma, podemos começar a desenhar um ecossistema mais próximo do existente efetivamente”. Afinal, já existem várias convicções formadas e, para complicar, também há milhares de deliberações e descrições muito distintas, umas das outras, na web.

O que não é metaverso?

Para o fundador da TrackFY, o Facebook deu um passo à frente ao jogar luz sobre o tópico. “Por ser uma ferramenta ainda em estágio embrionário de desenvolvimento. Seu conceito e usabilidade estão longe de uma caracterização conclusiva”, lembra. Nesse sentido, o que não é metaverso?

  • Games e conteúdos tridimensionais;
  • Experiências virtuais (realidade virtual, aumentada e mista);
  • Streaming virtual (IOT – Internet das coisas e streaming de eventos virtuais).

O que os três têm em comum? São aleatórios, têm começo e fim e uma atuação limitada do usuário. “É uma realidade paralela e contínua na qual as experiências acontecem”, descreve o especialista em high tech. A autonomia e a amplitude de ação do usuário podem ser infinitas, assim como no mundo real.Muitas entidades estão adentrando ao território. Veja só: a Metaverse Group, companhia do ramo imobiliário on-line, comprou por US$2,43 milhões um espaço dentro da Decentraland, no metaverso.

Apesar de Mark Zuckerberg ter sido pioneiro ao apresentar massivamente essa inovação ao mundo, ela não será uma propriedade privada, mas um novo sistema de protocolo global de computadores interconectados o qual criou uma infinita rede de informação. “É a evolução da Internet”, finaliza o fundador da TrackFY.

Como fica o mercado de trabalho?

Entretanto, o cenário aparentemente promissor para a revolução tecnológica esbarra em um problema existente: a mão de obra. “Esse mercado em crescimento escancara uma adversidade na qual muitas organizações já vêm sofrendo há mais de cinco anos”, continua o dirigente da Pointer.

De acordo com a Softex, companhia focada em promover melhorias nos setores de ciência e tecnologia do Brasil, o país sofre um déficit de 408 mil profissionais da área atualmente. Então, como o nosso país, por exemplo, conseguirá dar conta da demanda inédita levando em consideração a escassez de trabalhadores qualificados em relação a esses conhecimentos específicos?

Por isso, conforme Pezoa, passou da hora de haver um maior incentivo para esses talentos embarcarem na nova onda. “É preciso dar condições para essas habilidades serem lapidadas com profissionalização e com vontade de empresas em contratar e treinar profissionais juniores”, complementa.

Para ele, tal complicação já tem solução e é possível se preparar. “Corporações precisam se dar conta do mercado em ebulição e pagar muito bem para o colaborador não migrar para fora. Além de um bom retorno financeiro, é fundamental estabelecer o alinhamento de cultura, expectativas e benefícios”, alerta o CEO.

Algumas companhias já estão por dentro

Ou seja, não é algo distante, bem como não é uma novidade lançada pelo Facebook. “A fabricante de chips Nvidia já construiu sua plataforma Omniverse para conectar mundos 3D em um universo virtual compartilhado, usado para projetos como a criação de simulações de edifícios e fábricas do mundo real”, exemplifica o dirigente.

Ainda no ano passado, a Snap - controladora do Snapchat - mostrou seus primeiros óculos de realidade aumentada, enquanto a gigante de tecnologia chinesa Tencent já possui patentes relacionadas. “Muitos experts têm discutido como será feita essa disputa por espaço e defendem a ideia de um ambiente comum participativo. Porém, nenhuma dessas discussões conceituais e éticas serão desenvolvidas se não houver time capacitado para o desenvolvimento desse meio cheio de possibilidades”, ressalta Pezoa.

Empresas precisam focar em conquistar os talentos

Atualmente, muitas entidades já colocaram em seus radares a necessidade de correr contra o tempo em relação a isso. “Sendo assim, estão recrutando engenheiros da atualidade para, tijolo por tijolo (ou código por código), construir esse futuro”, complementa o CEO da Pointer.

Portanto, caminhar em direção a essa tendência será fundamental focar em atrair e reter novos talentos e nessa dualidade as marcas devem encontrar a melhor fórmula para se ajustar às carências e preferências do staff. É um desafio, mas faz parte da disruptividade do amanhã e, principalmente, de hoje!

Nesse sentido, de acordo com pesquisa do Nube com mais de 25 mil participantes, os candidatos esperam cada vez mais por:

  • 33,94% - Estímulo ao trabalho em equipe e treinamentos constantes;
  • 23,81% - Um ambiente com diversidade e sem preconceitos;
  • 21,23% - Preocupação com o bem estar das pessoas;
  • 11,82% - A liderança da organização ter postura ética;
  • 9,19% - Abertura para dar ideias e elas serem consideradas.

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