A diversidade ainda impacta os serviços sociais, educação e o mercado de trabalho, entre outras esferas. Por isso, a desigualdade deve ser pauta constante nas empresas, na mídia e nas rodas de conversa se quisermos finalmente vencer o preconceito. Logo, estagiários, aprendizes, efetivos e gestores precisam trazer evidenciar essa pauta. Continue lendo e entenda mais sobre o assunto!

Ainda há muito a melhorar!

Felizmente, o mundo corporativo está mais diverso, mas o caminho para a inclusão ainda é longo. Para o professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) e especialista na área, Marcus Vinícius Bomfim, o cenário tem melhorado quando olhamos para números generalizados. Contudo, quando observamos outros grupos sociais marginalizados como indígenas, mulheres negras e a população LGBTQIA+, há ainda muita exclusão quando relacionado à oferta e à conquista de vagas.

Na opinião do especialista, a questão das oportunidades se enriqueceu nos últimos anos, porém, quando aproximamos o olhar para as faixas etárias ou composições familiares, o cenário ainda é excludente e desafiador. “As escolhas em larga escala estão voltadas a talentos mais jovens e com boa escolaridade, sendo absorvidos nos quadros funcionais”, explica.

Todavia, isso é mais delicado. “A primeira barreira a se quebrar é a da identificação. O segundo aspecto é o enfrentamento do racismo estrutural na sociedade brasileira: não basta contratar profissionais negros sem entender quais são as razões dessa discriminação a qual perdura até hoje, em pleno século 21”, alerta Bomfim.

As organizações têm um papel fundamental

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é um país majoritariamente feminino, composto por pessoas pretas e pardas. No entanto, isso não reflete na grande parte da ocupação de postos laborais. Para o professor, as entidades precisam educar seus times para o enfrentamento e o reconhecimento desta realidade.

Nesse sentido, é preciso posicionar essas pessoas dentro da organização. “O foco é agregar valor às equipes, não só do ponto de vista técnico, mas também no aspecto de comportamentos e atitudes para seus negócios. Afinal, isso ajuda a marca a olhar para segmentos da população invisibilizados pelo racismo estrutural e os dados podem nublar a visão. Superar essas divergências é um compromisso da nossa sociedade para o bem viver e para o desenvolvimento econômico de todos”, opina o especialista na área.

Contudo, há um conjunto de entraves para a inclusão, gerando muitas resistências. Algumas lideranças, por exemplo, evitam discutir o acolhimento dentro das corporações e buscam atalhos nesse desafio o qual faz parte da gestão de qualquer negócio hoje em dia. “Vários seguram esse debate sobre diversidade dentro do ambiente de trabalho, no trato com os colegas”, diz Bomfim.

Então, como um dirigente pode de fato engajar o pessoal se ele é refratário a isso? “As entidades devem não só divulgar posicionamentos e políticas em favor da integração, mas dedicar especial atenção à educação para os ‘cabeças’, em todos os níveis da organização, pois a responsabilidade deve ser compartilhada”, continua.

Para o professor da Fecap, as novas gerações convivem e experimentam muito mais a pluralidade. “Todavia, não se pode esperar o tempo de cada instituição para essa galera se tornar chefe, afinal, estamos falando de ocupações de postos chave os quais levariam anos para serem absorvidas. Não podemos aguardar esse salto para agir”, destaca.

As legislações apoiam o movimento

Bomfim lembra como a legislação brasileira é bastante avançada nesse sentido, garantindo cotas para acesso ao ensino superior e o quadro funcional das entidades. Porém, entre todos os grupos sociais com baixa proporcionalidade nas companhias, a população transexual e as mulheres negras - também pelo estigma da maternidade - são quem mais sofrem. “O regimento em relação à homofobia e à violência contra transgêneros talvez pudesse ser mais reforçada do ponto de vista da informação à sociedade. Existem as normas, mas a aplicação delas tem sido aquém do necessário”, adverte.

O Nube valoriza a diversidade e por isso, foi convidado pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) a fazer parte do pacto social para ampliar a inserção de jovens universitários negras e negros no mercado. Além disso, existe um incentivo à inclusão de gênero com vagas de estágio direcionadas.

Logo, essa abordagem interseccional também é fundamental ser exercitada pelos empreendimentos. “Temos de reconhecer a multiplicidade do nosso povo. A coletividade precisa entender como as diferenças estão presentes em todas as atividades cotidianas, nas relações familiares, nos supermercados e shoppings, no transporte público e nos aplicativos, etc”, finaliza o especialista.

Pacto de Promoção da Equidade Racial

Pensando nisso, a Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial, chegou para revolucionar a forma como as instituições se comprometem e vão equacionar esse problema no Brasil daqui para frente, lançando o Índice ESG (Environmental, social and corporate governancede) Equidade Racial Setorial. O objetivo é estabelecer um parâmetro para cada segmento da economia nacional e servir como referência para as empresas.

Ou seja, é uma iniciativa para ajudar os responsáveis corporativos. “Estava muito difícil para as marcas desenvolverem suas metas e métricas, porque até então não existia uma referência. Agora, o índice traz isso, além de ser um instrumento extremamente inédito. É mais uma ferramenta disponível para auxiliar nessa jornada do combate ao racismo, por meio de estatísticas”, explica o diretor executivo do Pacto, Gilberto Costa.

Esse trabalho tem ganhado muita força junto a Bolsa de Valores (B3), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima). Além do apoio do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) - parceiros do Nube, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e Rede Brasil do Pacto Global da ONU.

Portanto, a adaptação aos novos contextos é fundamental para manter uma marca admirada. Por isso, acabar com as discriminações é uma necessidade humanitária. Independentemente do ambiente, setor, ocupação e etc. Afinal, somos todos seres humanos.

Assim como essas ações, quebre suas barreiras e desenvolva sua mente. Para isso, acompanhe nosso blog e as redes sociais, pois publicamos conteúdos diariamente e temos opiniões de diferentes especialistas. Assim, você se mantém atualizado e ainda se destaca no universo corporativo. Conte com o Nube!

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