Uma das maiores dúvidas do meio corporativo é: como ser um bom líder? Diversas competências são necessárias para alcançar esse objetivo. Sendo assim, não existe uma fórmula perfeita para isso. No entanto, há erros comuns a serem evitados e algumas tendências do mercado para seguir. Dessa forma, o gestor estará atualizado para comandar a equipe de maneira correta e ter uma boa relação com funcionários e estagiários da nova geração.

Os erros cometidos

Para a consultora organizacional, Caroline Marcon, diversas pesquisas mostram os comportamentos como determinantes para o sucesso de uma liderança. “Essa constatação contribui para a democratização da arte de ser um bom gestor, afinal de contas, de maneira diversa a um dom, isso pode ser aprendido”, afirma.
Caroline elenca então cinco erros nesse sentido e explica como evitá-los:

Estabelecer muitas prioridades: segundo a especialista, estabelecer muitas prioridades confunde e dispersa o time, contribuindo para o mau desempenho dos colaboradores e consequentemente da corporação. Um bom dirigente deve manter o foco e as metas mais claras e tangíveis possíveis.

Ser centralizador: querer participar de tudo a todo momento é um dos grandes empecilhos. Tal erro está relacionado justamente ao item anterior. “Toda energia investida em algo sem tanta importância tira das tarefas mais relevantes”, afirma. Assim, é fundamental formar um bom time e aprender a delegar. Dessa forma, as operações fluem com maior naturalidade e a equipe fica mais independente.

Não dar espaço a pessoas questionadoras: indagar os pontos de vista do chefe exige coragem e paixão, duas qualidades essenciais em qualquer profissional. Desse modo, quem almeja ser bem-sucedido deve sempre abrir espaço para ouvir. “Isso certamente ampliará a visão e a criatividade do grupo”, declara. Além disso, conforme a consultora organizacional, o espaço de fala é estimulado e compartilhado nas grandes corporações. “Não há vozes dominantes na sala. Ninguém entra mudo e sai calado”, diz.

Demorar muito para decidir sobre erros de contratação: o ideal é ter processos consistentes e poucos erros nas contratações de colaboradores. Contudo, às vezes, a avaliação é equivocada. Nessas ocasiões, deve-se tomar a decisão o quanto antes. “Se o executivo já tiver evidências da necessidade de troca, precisa agir rápido, pois a tendência é piorar”, afirma.

Usar o passado como inspiração estratégica: é fundamental saber utilizar o passado como aprendizado, mas sem ficar preso às suas conquistas. “Mantenha as boas atitudes, mas tenha a mente aberta, flexível e curiosa para pensar no futuro", aconselha.

A humanização da liderança

Se por um lado as empresas buscam, cada vez mais, candidatos com conhecimentos em tecnologia, o maior grupo de desempregados é formado por jovens. Para alcançar essas vagas, milhares de oportunidades de qualificação, como cursos gratuitos, são anunciadas diariamente na Internet. Se há oportunidades, por que essa conta não fecha?

A falta de capacitação é o principal motivo. Na pandemia, a oferta de cursos on-line aumentou consideravelmente. Porém, para integrantes das classes mais baixas é quase impossível acompanhar esse mundo digital. “A realidade deles não está conectada no Wi-Fi e não tem celular de última geração. Sendo assim, quanto mais digital o ensino, mais excluímos essa parcela da população”, comenta a superintendente do Instituto da Oportunidade Social - IOS, Kelly Lopes.

De acordo com os cálculos da comissão para modernização da Lei da Aprendizagem, o Brasil tem um potencial de contratação de jovens aprendizes de 1,1 milhão, porém apenas 400 mil estão empregados. De acordo com levantamento da Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação - Semesp, 3,5 milhões de alunos abandonaram as universidades privadas em 2021, uma taxa de 36,6% de evasão.

A inclusão não se baseia apenas na contratação. É preciso ter um espaço para ele se sentirem acolhidos e aprenderem com colegas mais experientes. É essencial dar oportunidades reais, estar disposto a ensinar, incluir e pagar bem para esse membro. Isso tudo começa pela sensibilização dos líderes. “A humanização das lideranças é relevante para entender a situação social do país”, complementa Kelly.

A importância da diversidade

Quando diretores se deparam com problemas no ambiente corporativo, a tendência é avaliarem possíveis soluções, executá-las e passarem para o próximo desafio. Entretanto, quando o assunto é diversidade e inclusão, a resolução pode não ser assim tão simples e automática. Pelo contrário, requer uma mudança de cultura e muitas vezes depende de fatores fora do controle do alto escalão.

De acordo com a coordenadora de desenvolvimento organizacional da Qulture Rocks, Daniella Curiel, essa deve ser uma das missões dos comandantes. "Desde o início de nossas vidas, somos criados envoltos de diversos preconceitos. Sendo assim, tanto na sociedade como nas organizações, é papel de cada um criar um ambiente com as mesmas oportunidades de crescimento e desenvolvimento para todos”, pontua.

Pensando nisso, a especialista listou dicas práticas para avançar nesse sentido:

Busque candidatos em diferentes lugares: com a popularização do home office, é possível encontrar aspirantes em qualquer localidade. Para a busca de estagiários e aprendizes, contar com o auxílio de um agente de integração, como o Nube, é determinante para o sucesso.

Procure não considerar idade ou faculdade: esse ponto vem sendo naturalmente desconstruído. Muitas vezes essas informações são desnecessárias em um processo seletivo e podem aumentar nossos vieses. Informações pessoais como estado civil também são dispensáveis.

Faça uma análise crítica das condições oferecidas em sua companhia: existe a possibilidade de capacitar o time em língua de sinais caso contratem uma pessoa com deficiência auditiva? O escritório tem estrutura para um cadeirante? Essas são apenas algumas das perguntas a serem feitas internamente.

Evite piadas ofensivas: isso torna o ambiente infinitamente mais saudável. Afinal, essas brincadeiras podem criar constrangimentos.

Tente entender a necessidade individual de cada um: as pessoas são diferentes umas das outras, tendo diferentes experiências, necessidades, dores, traumas e dificuldades. Na dúvida, pergunte.

Dessa forma, é fundamental estar ligado nas novidades e maneiras de gerenciar novos talentos. Se deseja contar com estagiários e aprendizes para te acompanharem nessa missão, entre em contato com o Nube. Esperamos por você!

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Se você tiver dúvidas sobre a contratação de estagiários e aprendizes, solicite um contato da nossa equipe.

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