A capacidade do ser humano detectar mentiras sempre foi um assunto cercado de mistérios e polêmicas. Contudo, nos últimos anos, esse assunto tem crescido no Brasil por conta de toda a conjuntura nacional de combate à corrupção. Assim, medidas vêm sendo adotadas, inclusive no mercado de trabalho. Por isso, estagiários e aprendizes, fiquem atentos!

Cuidado interno

Para o sócio da S2 Consultoria, Renato Santos, esse cuidado ajuda na preservação da imagem organizacional, diminui possíveis impactos financeiros e ainda gera um ambiente mais ético e seguro para toda a empresa. “Por outro lado, quando uma fraude é cometida, as consequências são extremamente negativas, podendo comprometer o desenvolvimento da companhia ou até mesmo afastar a possibilidade de sua perenidade”, adverte.

Nesse sentido, a prevenção na sua forma mais tradicional demanda estruturas de monitoramento e de controle das atividades dos contratados de acordo com o grau de sensibilidade. Isso ficou ainda mais evidente com o vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e a penalização branda para as entidades, em caso de incoerência. “Para grandes corporações, os recursos não são uma dor tão determinante quando se trata de proteção, mas a pergunta é: como fazer essa gestão quando tenho recursos limitados?”, analisa o especialista.

Essa questão é relevante para todos os setores, principalmente frente à crise. Afinal, os dirigentes têm de dividir o capital em ações de marketing, comercial, administrativo, desenvolvimento de produtos e pessoas, entre outras demandas. “Aqui está o problema: com uma agenda atarefada e cheia de compromissos mais significativos ao invés de criar um mecanismo para prevenir supostas falcatruas, os empreendedores acabam não buscando as ferramentas para evitar ações nocivas à insituição”, ressalta Santos.

Para o gerente comercial da Total IP, Tiago Sanches, com a regulamentação da legislação de seguridade, reavaliar os processos é indispensável. “Ao fazer isso, muitos gestores encontraram nessa medida, um aliado para o bom funcionamento das atividades e do controle contra a difusão de bases sigilosas”, explica.

É preciso estimular confiança

Então, qual seria a solução? “Em primeiro lugar, não estamos falando de delegar toda a tarefa para outra área. Essa preocupação genuína com a ética cria um ambiente de confiança entre os funcionários, afinal, eles estão vendo o exemplo de um chefe realmente concentrado com um assunto o qual afeta diretamente o seu dia a dia e a saúde do negócio”, afirma o sócio da S2 Consultoria.

Ou seja, a confiança é o oxigênio de qualquer estabelecimento. “Parafraseando Peter Schutz, ex-presidente da Porsche, o empreendedor deve ‘contratar o caráter e treinar as habilidades’ de seus internos e candidatos por meio de Testes de Integridade. Essa ferramenta não deve ser utilizada na tentativa de colocar o cooperador em uma caixinha de ético ou não”, continua Santos.

Sendo assim, as companhias têm uma grande demanda por meios para analisar o know-how técnico e intelectual do staff, tanto quanto os ingressantes. De acordo com o especialista, muitas já têm empregado a prática de aplicar um teste no processo seletivo para examinar isso.

Naturalmente, durante as entrevistas tais falsidades podem causar situações constrangedoras. Por isso, muitos experts de gente e gestão olham primeiro o currículo e desistem de uma contratação logo na primeira conversa por encontrar inconsistências com o documento. Esse cenário envolve diversas questões, desde a prática sobre determinado tema, à aptidão para línguas estrangeiras, por exemplo.

Então, após tal avaliação de integridade e se o empregador observar um desalinho entre cooperador e a cultura institucional? “Isso provavelmente ocorrerá. Cada um tem seu valor e um histórico diferente de vida. Assim, identificando essas divergências, é possível polir as expectativas e desenvolver uma convicção responsável”, conclui o especialista.

O compromisso ético

Todavia, felizmente, segundo a 5ª edição da pesquisa bienal “Perfil Ético dos Profissionais das Corporações Brasileiras”, realizada pela consultoria de gestão de riscos, ética e compliance, ICTS Protiviti, o perfil profissional com uma moral pouco rígida e desconsiderando normas, caiu de 11% para 1% nos últimos dez anos. Ou seja, um sinal otimista.

Veja só: quando analisada a disposição para denunciar atos antiéticos, quase metade dos indivíduos apresentavam certeza sobre a queixa (47%). No entanto, nos últimos quatro anos isso mudou: 30% têm insegurança, mas delata e 67% analisam a situação.

O suborno também segue a mesma característica: enquanto em 2010 apenas 38% dos trabalhadores pensavam na circunstância para aceitar ou não, em 2020 o número saltou para 54%. A apropriação indébita também apresenta o mesmo quadro, há dez anos, 18% dos funcionários estudavam o contexto para cometer o ato. Já em 2020, esse indicador subiu para 35%.

Atenção as possíveis causas

É preciso ter um time atento, pois algumas pessoas mentem porque tem algum tipo de distúrbio e, observando isso, é necessário intervir e oferecer ajuda. “Existe um transtorno chamado ‘mitomania’, ou seja, quem tem o hábito compulsivo de mentir. Além de patológico, tem a questão da autodefesa também. Ela age dessa forma para se proteger, pois geralmente tem baixa autoestima, é ansiosa e precisa dessa autodefesa”, expõe a psicóloga Vanessa Gebrim.

Outra questão é o controle. Para ela, sujeitos controladores, são mais adeptos a esse tipo de comportamento, pois a ideia de manter o comando não leva a outra saída. “No geral, as causas estão muito relacionadas a fatores emocionais como ansiedade, medo, insegurança e não saber lidar com a frustração. No caso daqueles muito acostumados a mentir, é preciso aliviar a possibilidade de ser um mitomaníaco. Sendo assim, é fundamental buscar ajuda para poder trabalhar o autoconhecimento, a autoestima e não reproduzir esses padrões novamente”, entende.

Portanto, é preciso estar atento e ao perceber um hábito estranho e repetitivo agir. Sobretudo, as empresas podem oferecer apoio psicológico em seus benefícios, certamente, isso ajuda muito no tratamento e prevenção. Continue acompanhando nosso blog e as redes sociais, pois publicamos conteúdos diários com a participação de grandes especialistas. Assim, você se mantém alinhado às novas necessidades do universo laboral e se destaca. Conte com o Nube!

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