Contratar um colaborador nem sempre é uma tarefa fácil, pois a decisão pode acarretar muitas alegrias, mas também muitos danos e prejuízos para as empresas. Por isso, um bom processo seletivo pode ajudar na redução do turnover. Nesse sentido, se você está querendo recrutar um estagiário ou jovem aprendiz, continue lendo e entenda melhor sobre o assunto!

Já ouviu falar no método OKR?

Conhecida principalmente por ser usada pelo Google, a metodologia OKR (Objectives and Key Results) cada vez desperta mais o interesse de organizações de diversos setores. Em linhas gerais, ela consiste em definir objetivos estratégicos e metas (resultados-chave) como alvos a serem alcançados. Aplica-se, inclusive, na gestão de recursos humanos (RH), definindo medidas de produtividade e de qualidade das entregas do time.

Com a pandemia e a imposição urgente do trabalho remoto, os gestores se viram diante de um desafio: mensurar – de forma justa e eficiente – os resultados dos funcionários, a distância. Sendo assim, onde foi preciso de adaptação?

Primeiramente, o processo de recrutamento on-line foi uma ferramenta popularizada nos últimos meses, devido às medidas de distanciamento adotadas pelas entidades. Todavia, o recurso deve permanecer mesmo no pós-pandemia, pois o formato permite a conversa entre o selecionador e o aspirante, sem deslocamento e gastos decorrentes a isso, perda de tempo na agenda do gestor, além de possibilitar a participação a nível nacional ou internacional.

No quesito de controle interno, para a administradora da startup Run2Biz, Daniela Velez, uma preocupação recorrente é a inquietação de assegurar um acompanhamento mais próximo e preciso do andamento rumo a uma execução assertiva. “Com a necessidade do home office por conta da doença e hoje um padrão adotado na Run2Biz, tivemos de aprimorar o método, implementando novas formas de avaliação de desempenho dos contratados”, pontua.

Antes, é fundamental compreender como se estrutura a OKR. Ela explica: são duas instâncias adotadas pela Run2Biz. Um é o estratégico, com foco macro, o qual inspira todos na companhia, outro é o tático. “Amadurecemos esse processo no decorrer da pandemia. Para esse ano, estamos nos baseando no tripé: empresa (OKR estratégico), área (OKR tático) e colaboradores (plano de ações individuais)”, sublinha a especialista.

A importância de inserir o cliente no processo

Já segundo o cofundador da Run2Biz, Emauri Gaspar, a mensuração da produção só é possível de se fazer a partir da análise de satisfação dos clientes externos e internos (entre as áreas da empresa). Afinal, esse contentamento serve como termômetro. “Essa medição só acontece ao escutar o consumidor. Não há como ter qualidade sem ter atingido ou superado os anseios acordados com o ele”, compara.

O dirigente salienta também a importância da cultura OKR e mais ainda, de estabelecer de forma clara e adequada a vertente habilidosa. “Um OKR estratégico deve inspirar toda a corporação para o período de tempo destinado. A partir dele, os departamentos estabelecem as táticas, as quais somadas, resultam em pleno êxito do planejamento. É como na montagem de um quebra-cabeças, cada peça tem a sua contribuição na construção da imagem planejada”, continua.

Ele exemplifica com o caso da própria Run2Biz: “definimos para 2022 atingir em janeiro de 2023 um determinado volume de faturamento mensal recorrente. Este OKR norteia todas as áreas em suas atribuições: volume de vendas para alcançar, infraestrutura necessária, cronograma de entregas, pessoas envolvidas, treinamentos a realizar, etc. Todos direcionados a um sentido único”, finaliza.

O olhar essencial: colaboradores

Todo esse monitoramento e aferição do staff é considerável, bem como a valorização da voz do público. Contudo, não é superior a preocupação com o onboarding. Afinal, os novos colaboradores têm operado em modelo remoto e, caso queiram migrar para o estabelecimento posteriormente, poderão fazer regime gradativo, seguindo as orientações sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS). Todavia, para manter a normalidade da operação, é preciso garantir uma infraestrutura saudável independentemente do ambiente, seja home office ou presencial. Para isso, algumas companhias optaram por oferecer mobiliário, equipamentos, auxílio com as despesas de Internet, etc.

Além do mais, os gestores devem se preocupar em manter a integração entre todos, por meio de ações, reuniões, atendimento especializado e psicológico, flexibilização de benefícios, treinamentos, entre outras coisas. Dessa forma, tanto os veteranos quanto os novos receberão todo o suporte.

Vale lembrar: esse processo também conhecido como socialização organizacional deve ser ajustado à modalidade, pois todo o sistema sofreu ajustes, tais como a entrega e assinatura de documentos, exames, inclusão, local de ofício, etc. Assim, 55% das corporações ainda precisaram fazer mudanças significativas, segundo o levantamento da Spring Professional.

Portanto, para sobreviver ao novo período desafiador cabe aos líderes olhar além dos próprios interesses. Nem tudo se resume a retorno financeiro, cumprimento de metas e afins, isso ficou bem claro durante a Covid-19. As pessoas precisam de cuidados e de quem preza pelo seu bem estar mental e físico. No fim, esses são os pontos mais valorizados de engajamento e motivação, os quais elevam o potencial criativo e produtivo do grupo.

O retorno é garantido

De acordo com a publicação científica “The Lancet Psychiatry”, por exemplo, a cada um dólar investido em programas de vitalidade psíquica, a réplica é de quatro dólares na capacitação e desempenho dos contratados. A psicoterapia aparece como a alternativa para o restabelecimento, pois é um tratamento terapêutico para auxiliar a lidar com as dificuldades da realidade. Por isso, ela é um meio excelente de amadurecimento para tornar-se mais íntimo de si. Sobretudo, por meio dela, desenvolvem-se diversas habilidades, inclusive a inteligência emocional.

Veja só: a saúde mental é a maior preocupação para 41% dos entrevistados pela VR Benefícios, segundo levantamento encomendado ao Instituto Locomotiva. Tal preocupação é maior entre mulheres e trabalhadores com menor escolaridade. Ao mesmo tempo, quem atua a distância demonstra maior preocupação em comparação a quem não opera dessa forma.

Portanto, não há tempo para perder. É preciso pensar continuamente como podemos aprimorar e inovar. Apesar de tudo estar retomando, sempre é possível melhorar as chances. Por isso, tanto as marcas, quanto os candidatos precisam evoluir.

Grandes interesses apontam novos caminhos a seguir, então, mantenha-se informado. Para isso, continue acompanhando nosso blog e as redes sociais, pois publicamos conteúdos diariamente e contamos com a participação de diferentes especialistas. Assim, você se destaca em meio ao mundo corporativo. Conte com o Nube!

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