A importância e o papel do profissional foram se adaptando ao longo do tempo, seja ele um estagiário, jovem aprendiz, funcionário efetivo, líder ou empreendedor. No início, os membros das equipes eram vistos como extensão das máquinas e contratados exclusivamente em razão de sua força bruta. Contudo, isso vem mudando. 

De funcionários a colaboradores

Com o avanço da industrialização, entretanto, os quadros de talentos passaram a ser encarados de outra forma, detentores de necessidades e motivações pessoais. A chegada da era da informação, ainda na década de 1990, trouxe o conhecimento para o centro da preocupação de uma empresa, transformando radicalmente sua relação com o funcionário. 

Como receptores e difusores desses aprendizados, os indivíduos ganharam mais relevância. De meros funcionários, tornaram-se colaboradores e parceiros da organização e sua relação com o labor ganhou novas nuances. De acordo com o CEO do Instituto Gente, Arthur Shinyashiki, quem está bem adaptado a essas novas demandas organizacionais não pode mais se guiar apenas pela questão monetária. 

Engajamento emocional: uma busca além do dinheiro

Dessa forma, é preciso estar engajado emocionalmente com a função exercida dentro de uma companhia. “Quem não equilibra a parte financeira com a emotiva não está atuando para ser um profissional do futuro”, afirma. Para ele, algumas competências são necessárias para encontrar esse tipo de equilíbrio e ser bem-sucedido na carreira.

Shinyashiki é referência em orientações sobre a carreira. Abaixo, comenta a respeito das sete competências imprescindíveis para se destacar no mercado do amanhã. Veja:

 

  • Adaptabilidade

A adaptabilidade é a capacidade de um indivíduo se moldar às necessidades, situações e circunstâncias apresentadas. Conforme o CEO, trata-se da aptidão de viver em condições diferentes daquelas às quais está naturalmente acostumado. Em tempos de pandemia, tornou-se uma das competências mais importantes.

 

  • Inteligência Emocional

A inteligência emocional está relacionada à capacidade de lidar com os próprios sentimentos e afetos na hora de tomar decisões importantes. “Se você não tem domínio sobre suas emoções, não vai conseguir realizar de maneira adequada nenhum planejamento”, comenta Shinyashiki.

 

  • Mente de campeão

Ter mente de campeão é ser focado, capaz de pacificar seus diálogos internos. “Se não consegue vencer a batalha travada dentro de si mesmo, certamente não ultrapassará nenhum desafio externo. Se você se critica e se deprecia demais, as chances de alcançar o êxito são sabotadas”, afirma. Assim, é preciso de início controlar a própria mente para depois buscar seus objetivos.

  • Liderança inspiradora

Quem exerce uma liderança inspiradora tem boas estratégias e é um exemplo a ser seguido. Engana-se, porém, ao associar essa competência apenas a quem ocupa cargo de administração de pessoas ou processos. O especialista pondera: mesmo para os perfis em início de carreira, é imprescindível saber gerenciar todos a sua volta, fornecendo a seu supervisor as ferramentas para ele comandar de maneira mais eficiente. “É preciso ter gestão vertical, horizontal e individual. Coordene o seu chefe e os seus stakeholders também”, diz.

 

  • Visão de estrategista

O profissional com visão de estrategista é capaz de prever cenários futuros e antecipar jogadas. De acordo com o CEO, essa característica é fundamental para não ser pego desprevenido por qualquer contingência e conseguir sair das mais difíceis situações. Assim é possível minimizar os danos e, também, se preparar para as mudanças, saindo na frente dos demais.

 

  • Produtividade

A produtividade é uma palavra-chave para conquistar um mundo cada vez mais dinâmico e competitivo. “Ser produtivo não se trata de aumentar o volume de horas trabalhadas, mas de entregar mais em menos tempo”, explica.

Esse foi um ponto desafiador para Leandro Alves, estagiário de ciências contábeis. Para , os quase dois anos de crise sanitária foram repletos de obstáculos para a sua atuação em home office. “Eu tive duas experiências durante esse tempo e, em ambas, tive dificuldades para focar”.

Agora, ele voltou a atuar presencialmente e vê diferenças. “Entendo como boa parte das pessoas consegue entregar mais remotamente, mas comigo foi exatamente o contrário. Não quero voltar para casa nunca mais”, brinca o universitário. 

 

  • Paixão

 

Por fim, a última qualidade necessária é a paixão.  De acordo com o especialista, sentir prazer com o trabalho é indispensável, afinal, para se destacar é preciso, muitas vezes, dar adeus ao lazer. Assim, se a ocupação não estiver enraizada e não for sentida como uma parte de si, as chances de desistência aumentam bastante.

Para ativar esse aspecto é preciso, primeiramente, encontrá-lo. Shinyashiki destaca ser necessário senti-lo, depois observá-la e não ao recusar quando chegar. “O caminho para a frustração é não agir como deseja”, diz. Posteriormente, é necessário conectar esse termo com a profissão. Para isso, reflita sobre vocação e missão e questione-se se você ama sua área e ocupações, se poderia viver sem eles e se é bom executando as tarefas. A etapa derradeira é reciclar esse quesito, cuidando para não dominar completamente sua racionalidade. “Equilibre impulsos e consequências”, finaliza.

Soft Skills: habilidades imprescindíveis!

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