De acordo com o cronograma divulgado pelo Ministério da Educação, a partir deste ano, o novo currículo do ensino médio deve ser posto em prática, obrigatoriamente, para os estudantes do 1º ano, em todas as escolas. O objetivo é avançar o ciclo de implementação gradualmente e se completar em 2024, quando todas as três séries estarão seguindo as novas diretrizes. Essa mudança é bem interessante e refletirá, consequentemente, na capacitação dos estagiários.

O novo ensino médio

Dividido em dois eixos principais, o novo currículo limita a carga horária de conteúdos comuns a todos os alunos (Formação Geral Básica) e, assim, abre espaço para os jovens escolherem áreas de aprofundamento de acordo com as suas afinidades (Itinerários Formativos). Com a homologação da grade sendo antecipada pelos Conselhos de Educação de alguns estados já em 2021, algumas escolas puderam antecipar também a sua utilização.

Há um ano, a volta definitiva das aulas presenciais ainda era incerta e as instituições apostaram no modelo híbrido. A vacinação corria lentamente e os cientistas ainda não conseguiam prever um cenário seguro. Dentro dessa conjuntura, fazer alterações pedagógicas como as exigidas na Lei nº 13.415/2017 parecia até mesmo inviável.

Para o coordenador da Escola Vereda, Mateus Ribeiro, um dos desafios foi aumentar a quantidade de aulas. “Nós reorganizamos nosso bloco de prédios para termos um andar disponível para os Itinerários Formativos. Já tínhamos o ensino integral e a estrutura. Era só uma questão de planejamento e operação”.

Apesar disso, para ele, encarar esse obstáculo foi benéfico para os jovens. “A ideia é justamente trazer sentido para o ensino e nós estávamos vivendo um momento de necessidade. Pensar no próprio projeto de vida engajou muito mais as turmas durante o isolamento”. Com isso, a tendência é dos discentes aprenderem coisas mais relacionadas com a futura profissão e, assim, termos estagiários mais preparados para o ambiente empresarial.

Com a volta do modelo presencial, os colégios têm a oportunidade de trabalhar o novo sistema na sua integralidade. O coordenador dá alguns exemplos de como funcionará na prática. “Algumas turmas têm a apresentação de seminários sobre a Semana de Arte Moderna de 1922, com releitura de algumas obras modernistas. Outras estão produzindo uma mini catapulta para trabalhar trajetória e projeção, de física. É muito bacana ver todos esses projetos. Eles trazem a teoria para o mundo exterior e aquilo começa a fazer sentido concretamente para eles”, conclui.

As maiores dificuldades dos alunos

As dificuldades com matemática ainda são as mais comuns entre os matriculados do ensino fundamental e médio. Segundo levantamento realizado pela plataforma TutorMundi, 39,8% dos brasileiros relatam algum tipo de dúvida relacionada à disciplina. O estudo também traz língua portuguesa e física como um problema, com 18,4% e 12,6% respectivamente.


A análise levou em consideração 18.477 dúvidas solicitadas na ferramenta entre os meses de novembro de 2021 a fevereiro de 2022. “Muitas pessoas têm alguns déficits de aprendizagem, principalmente em disciplinas relacionadas à área de exatas. Para solucionar esse problema, é preciso investir em ações mais efetivas e oferecer suporte”, comenta o CEO da TutorMundi, Raphael Coelho.

A pesquisa também constatou outros bloqueios dos alunos, como: química (9,5%), história (6%) e redação (4,5%). Em português, 24,3% da menor assimilação é em interpretação de texto, 19,4% com gramática e 5,7% com concordância verbal e nominal. Esse cenário reflete diretamente no mercado profissional. Os estagiários e funcionários chegam com essa defasagem e acabam apresentando serviços de baixa qualidade. Saber falar e escrever o idioma e ter um bom raciocínio lógico não serve apenas para tirar boas notas, mas são também competências essenciais para o cotidiano.

De acordo com Coelho, a pesquisa aponta claramente como os brasileiros não são estimulados pelo sistema educacional a construir uma boa bagagem de conhecimento. “A pandemia mundial acelerou a necessidade de se investir na personalização do ensino e com a ajuda da tecnologia será possível criar estratégias para resolver diretamente a dificuldade individual de cada um”, explica. “Sem dúvida, esse processo será fundamental para permitir progressos significativos no desenvolvimento da nossa juventude. Só assim conseguiremos quebrar as barreiras e ampliar o acesso ao aprendizado de qualidade para todos”, conclui.

Portanto, essas alterações no currículo devem trazer resultados positivos para a nossa população em breve. Afinal, em pouco tempo esses adolescentes estarão ingressando nas corporações. Nesse sentido, o Nube oferece em seu site um painel de vagas com oportunidades pelo Brasil, venha conferir!

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