As chances de uma profissional passar por gestação no trabalho são muito grandes, afinal trata-se de um fato natural da vida. Dados divulgados na Harvard Business Review, estimam: 85% das mulheres devem passar por, pelo menos, uma gestão no trabalho. Contudo, as empresas ainda estão aprendendo a lidar com a situação.

A consultora organizacional, coach executiva e fundadora da Marcon Leadership Consulting, Caroline Marcon, explica como a falta de preparo das organizações para apoiar grávidas causa impactos negativos na saúde emocional e física. Também pode prejudicar o clima de trabalho ao criar constrangimentos desnecessários e, consequentemente, na performance de toda a equipe. 

“Vamos abraçar esse momento tão importante de forma mais natural e saudável possível”, afirma. Abaixo, Caroline indica quatro práticas para o líder exercer a fim de criar um ambiente mais empático, inclusivo e produtivo:

1 - Manter o diálogo aberto

De acordo com a coach, é fundamental os gestores conversarem com suas colaboradoras a respeito do tipo de apoio necessário durante a gestação. “Mesmo demonstrando boa intenção, o supervisor nunca deve assumir o desejo de carga de trabalho reduzida ou projetos menos desafiadores, por exemplo. Em muitas situações, este não é o caso”, afirma. Isso porque muitas funcionárias querem continuar se sentindo úteis, além disso, uma rotina diminuída pode ser sinônimo de estresse financeiro.

2 - Normalizar um modelo de trabalho flexível

Durante os nove meses, é preciso ir regularmente a consultas médicas, por exemplo. Nesse sentido, horários mais flexíveis para cumprir suas responsabilidades podem ajudar, de maneira a reduzir a tensão e melhorar a produtividade no trabalho. Conforme Caroline, quem coordena pode auxiliar ao oferecer a opção do trabalho remoto e, por vezes, assíncrono. “Elas querem manter a performance, mas precisam de algumas adaptações”, diz.

3 - Facilitar a conexão com os colegas

Segundo a consultora, sentir-se apoiada por colegas durante esse período gera impactos benéficos, como a redução da estafa pré-natal e a diminuição da chance de depressão pós-parto, além de melhorar a recuperação física. Dessa forma, é preciso, sempre quando possível, facilitar as interações dos membros antes e depois de dar a luz. Estabelecer intervalos para café, criar um grupo de apoio ou procurar manter alguma forma de conexão, mesmo após o afastamento delas, podem ser medidas importantes.

Esse tipo de iniciativa, inclusive, deve valer não apenas sob essas circunstâncias. Ter maneiras para integrar os quadros de pessoas nas corporações é tarefa essencial para garantir engajamento e sinergia entre todos. Luciana Nunes, estagiária de educação física, percebeu isso na prática. 

Ela já teve experiências insatisfatórias quanto a isso e, hoje, percebe uma realidade bem diferente em seu estágio. “Já atuei em lugares onde não havia um pingo de diálogo e percebi uma dificuldade coletiva de entregar os resultados almejados. Agora, é completamente diferente. A chave de tudo é a comunicação”, conta. 

4 - Preparar a transição para licença-maternidade em conjunto com a equipe

Nesse cenário, Caroline sugere ao gestor uma proposta sobre os projetos. Como será  a divisão das atividades ou clientes - avaliando quem do time poderá cuidar de cada um deles e quem irá comunicar sobre as mudanças e por quanto tempo. “Caso haja uma pessoa temporária no período da pausa, o ideal é dar à pessoa o poder de selecionar quem irá substituí-la”, explica.

De acordo com a especialista, tais medidas fazem qualquer indivíduo se sentir mais incluído a partir do estímulo de compromisso e colaboração coletivos. Isso acaba por contribuir para um bom clima entre os grupos, gerando engajamento, motivação e um diálogo mais claro com os pares. 

Empatia e estabilidade: qual é a relação?

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