O ano de 2021 foi de transformação nos modelos de trabalho, passando pela consolidação do home office até chegar ao desafio do modelo híbrido. Essa última mudança, no entanto, vem acontecendo de forma gradual. Isso abre mais espaço para se preparar e garantir o desenvolvimento de times de estagiários, aprendizes e efetivos. 

Estudo revela as possibilidades para o futuro

A empresa de consultoria Gartner realizou uma pesquisa com mais de 500 líderes de RH em 60 países para avaliar quais serão as principais tendências e prioridades para 2022. De acordo com o levantamento, 92% dos profissionais esperam ver o sistema híbrido se tornando o estilo definitivo de atuação por agora. 

De acordo com Paulo Oliveira, gerente de marketing da Apdata, melhorar a eficiência operacional será fundamental para os gestores entrevistados. “Todas essas mudanças e prioridades acontecerão em uma atuação mesclada, implantada em uma abordagem na qual os funcionários dividem seu labor entre o presencial e o remoto, com mais flexibilidade sobre onde e quando podem executar suas tarefas”, aponta. 

No topo da lista pelo quarto ano consecutivo, está a construção de habilidades e competências críticas. “Contudo, muitos supervisores também consideram como tendências as iniciativas simbólicas para o mundo atual, como gestão de mudança, liderança, diversidade, equidade e inclusão”.

Em quais aspectos as empresas precisam se concentrar?

Segundo o especialista, as prioridades continuam sendo uma maneira de responder às transformações provocadas pela pandemia de Covid-19. “Organizações estão trocando suas estratégias e o local dividido entre escritório e o lar. Com este panorama, o RH precisa evoluir na maneira de atrair, identificar e reter habilidades críticas para redesenhar e aprimorar a proposta de valor (EVP) dos funcionários, impulsionando o desempenho dos negócios. O sucesso nos resultados está intrinsecamente relacionado ao êxito da aplicação dessas estratégias”.

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1 - Mudanças no modo de agir e se posicionar das companhias

A grande maioria dos gestores esperam boa parte de seus quadros de talentos atuando à distância, mesmo após a pandemia ou com o total controle de casos e infecções no mundo. “Isso proporcionará uma transformação e os líderes precisam se preparar para apoiar e respaldar essa evolução”.

2 - Mais e novas habilidades serão necessárias

O número total de capacidades necessárias para uma única função cresceu 6,3% em um ano e, “dessa forma, novas características estão substituindo as antigas”, destaca. De acordo com Gartner, 29% dos pontos fortes presentes em um anúncio de uma vaga em 2018 estão obsoletas agora.

3 - A saúde do colaborador precisa de muita atenção

“O desempenho dos times permaneceu alto durante a crise sanitária, mas as interrupções já causaram impactos de longo prazo e difíceis de reverter na saúde, ou seja, no estado de bem-estar dos membros, na confiança entre as pessoas e no ambiente (por exemplo, o sentimento de inclusão)”, diz o gerente. 

4 - Staffs querem se sentir compreendidas e valorizadas

Segundo Oliveira, é necessário “construir uma relação mais humana entre empregador e funcionário. Também será preciso um acordo capaz de atender às demandas dos indivíduos, para eles se sentirem compreendidos”.

Ter seus pontos de vista valorizados é um dos critérios de maior importância para Felipe Andrade, estudante de administração. Para ele, esse fator é fundamental para construir relacionamentos sólidos. “É uma questão não apenas de consideração, mas de respeito. Todos precisam ser ouvidos. Essa ideia de ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’ não faz muito sentido”. 

5- Aumentando a exigência sobre a igualdade

Junto com as expectativas de maior empatia e um contexto mais humano, há uma pressão crescente do bem para melhorar a equidade e a inclusão nas organizações. “Em particular, há uma urgência crescente de todas as partes interessadas nos recursos humanos - interna e externamente - para existir um progresso real na diversificação das equipes e, sobretudo, das lideranças”, finaliza o gerente de marketing.

Todos esses pontos configuram ainda mais pontos a serem considerados a partir de agora. É inegável o impacto do coronavírus nas relações, dentro e fora do contexto empresarial. Afinal, a cultura das pessoas também foi impactada não apenas na ocupação profissional, como também em várias outras áreas. Assim, ficar ligado às novas configurações é indispensável. 

O futuro exigirá um olhar mais amplo para as pessoas?

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