A empresa tem bons produtos, investe em marketing, tem uma boa organização interna e planejamento anual, mas ainda não vê o colaborador como parte estratégica. Isso é apontado em pesquisa realizada por Fredy Machado, por meio do aplicativo Survey Monkey. O estudo constatou como quase 40% dos profissionais estão infelizes com o trabalho realizado e 64% gostariam de fazer algo diferente para se sentirem realizados. Para evitar esse quadro, é preciso investir na relação entre a entidade e seus clientes internos, sejam eles estagiários, aprendizes ou efetivos. 

Segundo o especialista em marketing e estratégia de negócios, Frederico Burlamaqui, o membro do time contente rende mais, se esforça o dobro para trazer resultados e se torna peça fundamental para o sucesso da marca. “Não estamos falando de salário. A remuneração condizente com a função é essencial para a satisfação, mas outros fatores também têm peso grande nessa sensação”, afirma.

Veja as dicas do estrategista para engajar as equipes e fortalecer a marca:

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 - Informação constante

Independentemente da função, cada membro do staff é importante. Seja a pessoa responsável por cuidar da limpeza ou o gerente, todos desejam se sentir parte e sim, eles são possíveis divulgadores da sua imagem. Apresente a companhia, os produtos e serviços para os times e dê feedbacks do desempenho deles.

- Marketing interno

Crie mecanismos para interação e diálogo com os grupos por meio de newsletters, uma reunião mensal geral, um café da manhã para eles se atualizarem sobre a situação da instituição, tirar dúvidas e se ver como parte do negócio. Investir nesse campo elimina achismos e ruídos.

Esse tipo de estratégia gerou frutos para Letícia Soares, estudante de logística. Ela estagia na área em Sorocaba e conta como é a relação entre ela, seus colegas e líderes. “Sinto uma conversa sincera de todos os lados e, pelo fato de estarmos alinhados, não tem muito espaço para fofocas, nem nada do tipo. Sempre optaram pela honestidade, principalmente quando a crise da Covid-19 começou”, conta.  

- Unificação da comunicação externa

Apresente para todos a campanha de marketing e as expectativas de vendas. Quais serão as peças utilizadas, como será a estratégia promovida para o público, além dos benefícios do produto, como os consumidores serão abordados e qual o resultado esperado. Assim, você cria mais chances de ampliar o conhecimento e, consequentemente, terá mais defensores do seu negócio. 

- Crescimento profissional

Pagamento equivalente à ocupação é indispensável, mas outros benefícios também contam muito. Apresente um plano de carreira, ofereça cursos de aperfeiçoamento e bonificações por metas: isso irá estimular o indivíduo a dar o seu melhor. Uma política de comissão por indicação, por exemplo, pode criar novos vendedores. 

- Qualidade de vida

Conheça seu liderado, quais as suas potencialidades e dificuldades. Com isso, é possível adaptar a rotina de trabalho para ser boa tanto para ambas as partes. Se o talento passa muito tempo no trânsito, é possível liberar o home office algumas vezes na semana? Se gostaria de almoçar em casa, conseguiria trabalhar meia hora depois do horário e ampliar o horário de pausa? Analise cada caso e veja se com pequenas adaptações, o empreendimento pode proporcionar uma melhor qualidade de vida para o coletivo. 

Investir nessas iniciativas pode gerar a tão sonhada alta performance. Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia comprova essa afirmação. Conforme o apontamento, quem executa suas incumbências feliz, oferece, em média, até 31% mais produtividade em relação a quem não está satisfeito. 

Existe fórmula para a felicidade?

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