Neste mês, o Burnout foi reconhecido como doença do trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS), por conta do sofrimento psíquico e nível máximo de estresse. Em um mundo marcado pela demanda da alta produtividade, se tornou indispensável tratar sobre o assunto, para buscar o equilíbrio entre o corpo e a mente. Se você é estágio, aprendiz, profissional ou deseja entrar no mercado, descubra como tornar sua vida mais leve e não passar por isso. 

Afinal, o que é Burnout

O termo tem origem inglesa e significa esgotamento ou combustão completa, sugerindo a queima total de energia. Segundo Isabelle Araujo, diretora de operações da TotalPass, “o número de pessoas nesta situação está cada vez maior, levando a OMS a reconhecê-lo na Classificação Internacional de Doenças - uma lista de enfermidades e estatísticas de saude”. 

De acordo com estimativa da International Stress Management (Isma-BR), cerca de 32% dos brasileiros apresentam esse quadro. É uma condição além da fadiga, pode desenvolver sentimentos de frieza e apatia nas pessoas, pois elas priorizam as entregas de resultados como o único ponto importante. 

Consoante a Lucas Dutra dos Reis Franco, discente de medicina pela Unifenas (Universidade José do Rosário Vellano) em Belo Horizonte (MG), desde o início da pandemia esses sentimentos negativos aumentaram, especialmente no mundo acadêmico. “Minha saúde mental piorou, não apenas por acontecimentos socioeconômicos, mas muito pelo isolamento social. Inclusive, não é um caso isolado, dentro do meu próprio círculo de amizades vi muitas pessoas em sofrimento”. 

Isso está muito ligado ao Burnout. Segundo Franco, já ocorreu com ele, “várias vezes, principalmente agora na faculdade e acontece muito quando estou estressado”. Ou seja, essa questão atinge pessoas independentemente se já estão no mercado de trabalho e desencadeia muitas emoções negativas, como sensação de impotência, ineficiência e improdutividade, pois a pressão é demais. 

Conforme Isabelle, “um ponto importante de se ter conhecimento sobre essa síndrome é seu desenvolvimento, pois não é de forma rápida e imediata. É algo gradual, aumenta com o tempo e acaba consumindo o indivíduo de maneira silenciosa”. Por isso, é essencial estar atento aos detalhes, em busca de identificar seus sintomas. 

Como identificar os sintomas do Burnout?

Eles podem ser divididos em três grupos: emocional e físico, sinais de desapego e sensação de não realização e ineficiência. “No primeiro caso, são mais perceptíveis, pois afetam diretamente o bem-estar físico e psicológico, como dificuldade para dormir, fadiga crônica, perda de apetite, esquecimento e dificuldade de concentração, ansiedade, raiva e até mesmo depressão são alguns dos mais comuns”, ressalta a especialista. 

Quanto ao segundo, é possível perceber uma mudança em relação à perspectiva da realidade. “Podemos notar um grande aumento do pessimismo e do isolamento, essas pessoas acabam se distanciando das demais por conta do estresse e da necessidade de produzir. Isso agrava a falta de lazer e intensifica a perda de prazer”, pontua Isabelle. 

Por fim, o terceiro diz respeito à ausência de esperança e a apatia, porque é notável um desespero, no qual a ansiedade se agrava. “Além disso, é possível perceber uma queda de desempenho, pois, apesar das longas horas, o cansaço vence e acaba diminuindo o rendimento dos profissionais”, finaliza. 

Como prevenir o Burnout

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- Priorize atividades de lazer: 

Ter uma válvula de escape e momentos de diversão faz toda a diferença, pois renova as energias e torna o descanso possível. “É vital termos momentos de lazer, para não comprometer nossa saúde mental”, orienta Isabelle. 

- Quebre a rotina: 

Se soltar um pouco do cotidiano pode fazer muito bem à saúde mental. Inserir novas atividades e afazeres no dia a dia ajuda a quebrar a sensação de estar preso em um ciclo. “Além disso, experimentar coisas novas sempre é positivo e pode despertar sua paixão por algo ainda desconhecido. Aposte nisso!”, recomenda a diretora. 

- Faça exercícios físicos: 

Esse também é o conselho do discente de medicina, afinal, se exercitar regularmente equilibra diversos pontos no nosso corpo. Ademais, ao liberar endorfina no organismo, estresse e demais sintomas críticos são aliviados. 


Por fim, é imprescindível ressaltar: as corporações precisam criar campanhas para conscientizar seus colaboradores da gravidade do Burnout. Aqui, no Nube, diariamente compartilhamos recomendações e dicas, com opiniões de diversos especialistas para aumentar seu repertório, bem como, apresentamos sugestões para o seu próprio cuidado, afinal, ele vale muito! Lembre-se: conte sempre conosco!

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