Desde o momento quando o Facebook anunciou o investimento gigantesco no Metaverso, muitos começaram a se questionar sobre essa nova plataforma da realidade virtual. Assim, pela alta quantia aplicada e as expectativas para o futuro, esse campo tem atraído olhares de todo o mundo e, com isso, novos postos profissionais podem surgir até o fim desta década. Quem está em início de carreira, como no caso de estagiários e aprendizes, fica a dica: considerar as tendências do amanhã é uma excelente estratégia para o sucesso!


De acordo com Tatiany Melecchi, CEO e fundadora da consultoria Transforma People & Performance, essa aposta se tornou o grande “hype” do momento e as pessoas passaram a criar um interesse maior acerca do tema, com perguntas como “o que é?” e “como funciona?”. “Depois da leitura de alguns artigos e entendimento mínimo sobre isso, vieram outras inquietações”, aponta.

Dentre as dúvidas citadas pela especialista, estão: 

  • Como essa tecnologia irá impactar o mundo do trabalho?
  • Como revolucionará a área de treinamento e desenvolvimento?
  • Quais são as empresas já liderando projetos de aprendizagem com foco nesse recurso?

Entretanto, antes de tentar responder esses questionamentos, Tatiany acha importante destacar o significado desse termo. “‘Metaverso’” é uma junção do prefixo ‘meta’ - significa além e ‘verso’ - universo. A palavra é normalmente usada para descrever uma espécie de mundo alternativo digital”, conta. 

Será uma realidade na qual os usuários poderão criar seus próprios avatares - suas representações nesse ambiente virtual - e, por meio deles, poderão aprender, comprar, trabalhar, socializar e se conectar com colegas de trabalho, amigos e familiares. “Ou seja, essa invenção replica o mundo físico de forma 100% cibernética”.

Qual o impacto disso para o contexto corporativo? 

“Faço um convite para você usar a sua imaginação. Feche os olhos e visualize-se usando um óculos de RV. Com seu próprio avatar, você começa a interagir com todo o ambiente corporativo da sua empresa: anda pelos corredores, cruza com os companheiros de time quando vai tomar água, tirar dúvidas e trocar ideias nos corredores. Pausa para um cafezinho ou conversa com outros companheiros no almoço, tudo isso virtualmente”, propõe a especialista. 

Ela ainda prevê outro cenário. “Você está na sua casa, usando o mesmo dispositivo e participando de feiras, eventos ou entrevistas de emprego dentro do Metaverso, onde praticamente todo o processo seletivo acaba acontecendo via realidade aumentada. A Samsung e a Hyundai são bons exemplos de companhias nas quais, mesmo antes do lançamento do Facebook e todo o buzz do assunto, já se valiam desse tipo de estratégia nos processos de recrutamento e seleção de novos profissionais”.

É possível ficar com certo fascínio, curiosidade e vontade de vivenciar tudo isso logo, ou quem sabe sentindo algum tipo de insegurança sobre o futuro do seu trabalho e da sua profissão. “Todos esses sentimentos e outros são completamente normais e esperados, pois são propostas mudanças significativas, podendo representar ameaças às nossas necessidades básicas como segurança, estabilidade e pertencimento”, comenta.

Diego Tavares é um exemplo de quem está entusiasmado quanto a isso. Ele estuda tecnologia da informação e estagia na área. “Meu sonho é fazer parte da criação e evolução dessa ferramenta, quem sabe um dia não consigo?”, pondera o universitário de São Caetano do Sul (SP). 

Como fica a aprendizagem corporativa?

Durante a pandemia, vimos muitas empresas montarem seus estúdios para gravação de mini vídeos, lives e afins. “Atualmente, já temos algumas corporações criando espaços de aprendizagem imersivos, nos quais os participantes e instrutores interagem uns com os outros, navegando em simuladores de desempenho hiper-realistas por meio de headsets, telefones, iPads e PCs com RV, onde eles aprendem uns com os outros em simulações práticas”, continua Tatiany.

Assim, a especialista destaca as dez posições ainda a serem desenvolvidas até 2030 decorrentes  dessa transformação. Veja: 

  • Cientista de pesquisa do Metaverso;
  • Estrategista de Metaverso;
  • Desenvolvedor de ecossistemas;
  • Gerente de segurança do Metaverso;
  • Construtor de hardware do Metaverso;
  • Storyteller do Metaverso;
  • Construtor de mundos;
  • Especialista em bloqueio de anúncios.

O uso crescente dessas tecnologias vai exigir muita adaptação e resiliência dos profissionais e das empresas, além de demandar uma série de novos conhecimentos, habilidades, condutas e dinâmicas sociais nos próximos anos. “Nós, de treinamento e desenvolvimento, temos de estar na vanguarda dessa nova maneira de aprender, trabalhar e interagir”, finaliza a CEO.

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