Finalmente chegamos em 2022 e com isso completamos dois anos de pandemia. Ou seja, foram mais de 700 dias de incertezas até aqui, com mudanças constantes para estagiários, aprendizes, profissionais e estudantes, nas quais houveram fortes questões socioeconômicas. Na prática, esse período trouxe uma avalanche de emoções e isso nos fez perceber o quanto negligenciamos nossa saúde mental. Entretanto, a campanha do janeiro branco visa relembrar a importância de cuidar desse ponto, nos trazendo questionamentos, como: isso é uma responsabilidade coletiva ou individual? 

As métricas demonstram uma queda na saúde mental do brasileiro 

Para Eymard de Oliveira, discente de psicologia pela Universidade Federal de São João del-Rei, essa piora foi geral. “Apesar de nossas individualidades e modos particulares de lidarmos com as coisas, são questões globais e de impacto muito negativo. Então, vi como muita gente partilhou desses mesmos medos como eu”, afirma. 

Segundo uma pesquisa da PoderData, realizada em setembro de 2021, 38% dos entrevistados relataram estar em uma situação pior se comparada com o início da crise sanitária. Ou seja, quase 4 em cada 10 brasileiros tiveram um agravamento em casos relacionados à insatisfação. 

Conforme Isabel Marçal, especialista em gestão de projetos sociais e atualmente presidente do Instituto Bem do Estar, “essa é uma reflexão social muito importante, anos antes da Covid-19, já era possível enxergar os reflexos da vida moderna na saúde mental da humanidade”, comenta. 

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2017, apontava: 322 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com depressão e a maioria são mulheres. Além disso, 1 a cada 3 seres humanos convive com distúrbios relacionados à ansiedade. Inclusive, as mesmas informações qualificaram o Brasil como o campeão mundial nesses casos e o primeiro em ocorrências de letargia na América Latina. 

“Ocupamos postos em um ranking muito preocupante”, ressalta Isabel. O reconhecimento da relevância desse tópico para a vida é evidenciado pela sua inclusão como parte da agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), na qual são apresentados os compromissos em reduzir a mortalidade por doenças não transmissíveis por intermédio da prevenção e tratamento, de modo a promover bem-estar para todos. 

A discente de psicologia também ressalta o quanto é importante prestar atenção para essas questões. “Isso está diretamente relacionado com qualquer outro aspecto da vida e o contrário também é verdade, esses pontos afetam a nossa saúde mental, eles se auto influenciam. Então, é essencial a busca, na medida do possível, de meios para alcançar uma maior estabilidade. Sem isso, não dá pra fazer mais nada”, completa Eymard. 

Como cuidar da saúde mental? 

Consoante à OMS, diversos fatores podem colocar isso em risco, como: rápidas mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, exclusão, estilo de vida não saudável, violência e violação dos direitos humanos. A promoção da saúde da mente envolve diversas ações, nas quais são permitidos aos indivíduos adotar e manter estilos de vida mais assertivos. A seguir, veja algumas dicas para cuidar melhor de si mesmo: 

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- Tenha atenção com a sua alimentação:

Comer bem não tem a ver apenas com a boa forma física, mas com tudo em geral. Opte por um cardápio variado e equilibrado. 

- Pratique atividades físicas:

Colocar o corpo em movimento, de forma regular, também contribui para esse cuidado mais profundo. 

- Priorize o sono:

É imprescindível dormir bem, tendo uma boa rotina de sono. Noites mal descansadas colaboram para agravar transtornos emocionais. 

- Reserve um tempo para o lazer: 

Faça coisas para te deixar feliz. Ler, dançar, desenhar, jogar e diversas outras opções para te tirar de pensamentos estressantes e as obrigações da rotina. “Gosto de me entregar ao entendimento da não necessidade de ser 100% produtivo o tempo todo, principalmente nas atuais condições.”, finaliza Eymard. 

- Esteja em contato com a natureza:

Faz bem para o corpo e para a mente estar ao ar livre, conecte-se ao meio ambiente e escape um pouco do cotidiano puxado e da sua própria casa. 

- Pratique autoconhecimento:

É essencial entender como funcionamos, a maneira como expressamos nossos sentimentos e lidamos com fatores externos. Para Eymard, “é fundamental conseguir olhar para dentro de si e identificar quais são nossos pontos 'críticos'.”

Por fim, o Nube reconhece a necessidade de ter cuidado consigo mesmo. Afinal, uma boa saúde mental abre portas e te permite superar inúmeros desafios, algo muito latente na dimensão corporativa. Diariamente, compartilhamos dicas e sugestões, com a opinião de diversos especialistas. Siga nossas redes sociais e continue acompanhando o nosso blog! Enfim, não se esqueça: conte sempre conosco!

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