Quando o assunto é empreendedorismo, as mulheres ainda encontram mais obstáculos se comparadas aos homens, apesar da evolução notória no mercado, seja como estagiárias, aprendizes ou CLTs. Segundo um relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2020, produzido pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), mais da metade das empreendedoras (60%), com no máximo três anos e meio no ramo, atuam em apenas seis segmentos. Já entre eles, o número sobe para 14, mais do dobro. Você já parou para pensar nessa representação na sociedade? 

A atual situação do empreendedorismo feminino

Essa prática colabora para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, gerando oportunidades de liderança para elas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Insper, juntamente com a Talenses, elas somam 26% das posições de diretorias, 23% de vice-presidentes e 16% dos cargos de conselhos. Entretanto, apenas 13% das empresas brasileiras têm CEOs (chief executive officer) mulheres. 

Assumir um empreendimento é uma forma de ascensão profissional, com o potencial de mudar realidades. Como é o caso de Vanessa de Souza Moreira, graduada em publicidade e propaganda e proprietária da Cinzaflor, descrita como uma curadoria de plantas para interiores. Para ela, “a tendência é forte, cada vez mais mulheres sairão da CLT e estarão na frente de seus próprios negócios”. 

Além do mais, Vanessa conta como foi sua trajetória: “sempre me interessei por decoração e artesanato. Em 2017, comecei a fazer vasos de cimento e criei a Cinzaflor. Entre uma produção e outra, fui abrindo espaço para outros materiais e o ateliê foi ganhando mais personalidade. De lá pra cá, as plantas obtiveram destaque dentro de casas e demais ambientes de conviência”, afirma. 

Assim como muitos, ela enxergou na crise sanitária uma maneira de dar a volta por cima. “Durante a pandemia, isso ficou ainda mais evidente e foi quando achei o momento certo para montar a loja física”, explica. Conforme dados do Mapa de Empresas, do Ministério da Economia, no segundo quadrimestre de 2021, o Brasil bateu o recorde de mais corporações inauguradas. Se comparada com o mesmo período de 2020, o volume chega a 26,5%. 

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, “a questão cultural ainda afeta muito esse tema. A sociedade acaba colocando barreiras adicionais para elas expandirem sua presença para outras atividades além das culturalmente aceitas, como alimentação e beleza”, comenta. 

Ainda, reverter esse quadro se torna uma responsabilidade de todos. “Trabalhamos para mudar esse cenário e destravar esse potencial em todos os setores”, pontua Melles. De acordo com os percentuais do GEM, elas se encontram, principalmente, em serviços de alimentação, alcançando 24%, enquanto eles ficam com 13%. 

Já para o nicho de estética também é possível reparar uma frequência maior. “Outro exemplo pode ser encontrado no segmento de ‘cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza’, bem como no ‘comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios’, onde a concentração feminina fica em torno de 10% em cada tarefa, 10,6% e 10,5% – respectivamente – acima da participação masculina”, acrescenta o presidente do Sebrae. 

Como começar a empreender? 

Segundo Vanessa, existem muitos impasses nessa jornada. "Contornar a inflação tem sido meu maior obstáculo. Com os preços elevados, as pessoas diminuem o poder de compra e um negócio como o meu, visto como uma não prioridade, acaba sendo bastante impactado. Portanto, o desafio é buscar novas formas de divulgação e também oferecer produtos só encontrados aqui”, revela.  

Pensando nisso, ela também elencou algumas dicas e recomendações para quem quer começar nesse caminho. “Ter afinidade facilita tudo! Gostar do ramo de atuação, se aprofundar e ficar fanático por um tempo vai ajudar muito! Pensar em coisas ainda não feitas, enxergar lacunas, ponderar como um cliente, para perceber qual o tipo de experiência ele busca, gostaria de ter e ainda não tem.” 

Além disso, é essencial estar por dentro de todos os processos dessa trajetória, incluindo os gastos impensados. “Também é importante se organizar financeiramente para conseguir manter a empresa no início até ela se desenvolver sozinha. Com isso, deve-se enxugar todas as despesas possíveis, o on-line possibilita abrir um empreendimento dentro de casa e sem precisar de funcionário. Isso precisa ser aproveitado se possível, antes de dar um passo maior e assumir desembolsos fixos”, finaliza. 

Vale ressaltar: o Nube é seu aliado independentemente de qual carreira você siga. Por isso, compartilhamos conteúdos diários no nosso blog e nas redes sociais, com opinião de diversos especialistas, reunindo sugestões para você estar cada vez mais preparado para o mercado de trabalho. Por fim, conte sempre conosco, inclusive, para ter um negócio de sucesso!

Estamos no Linkedin com mais dicas e matérias focadas para gestores.

Se você tiver dúvidas sobre a contratação de estagiários e aprendizes, solicite um contato da nossa equipe.

Interessado em aprender mais? O Nube também oferece cursos on-line voltados para a qualificação profissional de gestores, estagiários e aprendizes.

Compartilhe